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Longe está o tempo
em que nasci,
onde aprendi a ser criança
e para a vida cresci.

Sem mágoas,
passei pela juventude
e cheguei a ser mulher.
Senti a alegria e a dor
a paz e a inquietude,
mas foi a vida
e o acontecer,
que me ensinou a crescer.

Com os dias,
partilho o tempo
pela vida concedido.
Tempo único,
talvez curto
talvez imenso,
mas sempre desconhecido.

Recebo cada ano de vida
como um presente
de energia contida.
Tempo
de pura magia,
com vontade de ser vivida!

 

(Dulce Delgado, Maio 2016)