nevoeiro no tejo

 

Branco e húmido,
o nevoeiro deslizou pelo rio
e a sua pele,
sem forma,
docemente afagou as margens.

Curioso,
penetrou em cada lugar
num olhar breve,
efémero
entre o ser
e o dissipar.

Com memória
de outras viagens
e saudades de um reencontro,
carinhosamente
e como velhos amigos,
abraçou a ponte
e o Cristo-Rei,
que suspenso no ar
ficou a pairar!

 

(Dulce Delgado, Junho 2016)

 

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8 thoughts on “nevoeiro no tejo

  1. Quando vi o nevoeiro, apeteceu-me “apanhá-lo” com uma máquina fotográfica, mas não tinha! Conseguiste descrevê-lo muito bem de uma outra forma (muito bem conseguida), brincando com as palavras!

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