zapping

 

Quando um homem se senta no sofá, pega no comando da televisão e faz um zapping, é possível que esse acto conduza ao objectivo a que se propôs, ou seja, o encontrar um programa para ver.

Mas quando uma mulher vai para o sofá e pega no comando, ou já sabe exactamente o que quer ver, ou então o processo não tem essa objectividade e o que se passa a seguir é muito curioso.

Sendo a mente feminina bem mais complexa, é continuamente palco de um encadeado de pensamentos sem princípio nem fim, em que um pensamento leva a outro, este a mais dois ou três (vindos do passado…. ou das expectativas!), depois volta de novo o tal que já tinha aparecido… e obviamente aqueles sempre presentes relacionados com o trabalho, os filhos, a casa, o jantar, o cão, o gato… etc, etc.

A maioria das mulheres saberá do que estou a falar e do filme sem nexo em que por vezes se transforma a sua cabeça.

Quando ela faz um zapping, a atenção centra-se no écran, cenário onde desfilam sequências de imagens (que raramente lhe permitem identificar o programa, mas isso também não é importante!), mas que tem alguma semelhança com o processo que ela constantemente acolhe na sua cabeça. A grande diferença aqui, está no facto de, com grande facilidade, ela ter o controle da situação, bastando-lhe para isso carregar no botão do comando e passar ao canal seguinte, num processo silencioso do tipo: “passa!”. ..”já chega”…”não!” … “fora!”…”que horror”…”este não interessa”…e assim por diante. Durante esse tempo esquece-se do seu “novelo de pensamentos de estimação” e por algum tempo a cabeça fica mais limpa e é alvo de um arejamento. Como se muitos dos pensamentos ficassem para trás juntamente com os canais da televisão!

Se este processo se desenrolar com ela confortavelmente estirada num sofá, funciona um pouco como terapia e como um spa caseiro. E é muito possível que, depois de passar por dezenas de canais, nada tenha encontrado para ver porque, objectivamente, a real intenção do seu zapping não é  essa. Porém, sente-se melhor e mais relaxada.

A partir daqui, são duas as hipóteses mais prováveis: ou adormece no sofá e continua o relaxamento, ou volta para a sua cabeça e para o seu eterno “filme”!

 

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