bd

 

A banda desenhada é uma área da literatura que me passou um pouco ao lado, sendo raros os livros desse tipo que li durante a infância e adolescência.

Apenas há alguns anos comecei a lhes prestar alguma atenção em virtude de partilhar a minha vida com um grande apreciador de banda desenhada e, por esse facto, ter acesso a muitos livros especialmente da corrente franco-belga, cuja origem remonta aos anos vinte do século passado, com a publicação dos primeiros livros da série Tintin.

De início, o que mais me atraiu foi o aspecto técnico de certos livros e autores, sendo um dos primeiros Hugo Pratt, autor de origem italiana. Este criador, de forte personalidade e espírito aventureiro, transmitiu a sua vida atribulada mas também a sua classe como artista, especialmente através da sua personagem mais conhecida, o marinheiro Corto Maltese. O seu traço é espontâneo e extremamente expressivo, parecendo de fácil execução, apesar de não o ser certamente.

O facto de gostar de desenhar, levou-me a olhar essencialmente para essa vertente. A temática dos livros não era importante. Mas com o tempo comecei a apreciar igualmente essa componente, na medida em que percebi o enorme leque de assuntos disponíveis e que passam pelas condições sociais e humanas, politica, religião, história, mas também sobre a vida e os problemas de todos os dias, o erotismo, as relações afectivas, etc, etc. E igualmente pela aventura e imaginação! Neste campo da aventura, por exemplo, os livros da série Jonathan de Cosey, que falam de um périplo de um jovem europeu pela Ásia com passagem pelos Himalaias, India, Nepal e Tibete ocupado, foram dos primeiros que apreciei sob os dois pontos de vista. Já no campo da imaginação e do fantástico, um exemplo bastante conhecido até porque está traduzido em português, são os livros da série Les Cités Obscures de François Shuiten, cujas histórias decorrem em mundos paralelos ao nosso e que têm muito bons desenhos.

Hoje sou capaz de ler um livro porque o tema me interessa apesar do desenho não me cativar especialmente, caso do título  L’Arabe du futur  de Riad Sattouf, sendo o contrário difícil, como me sucedeu recentemente com o livro Pawnee da série Sagas Indiennes de Patrick Prugne. Nesta situação, apenas vejo os desenhos, muitas vezes fabulosos.

Outros existem em que tudo agrada, quer pela história quer pelo desenho, como está a acontecer com a série Les chemins de Compostelle, da autoria do criador belga Jean-Claude Servais, que terá provavelmente cinco volumes, tendo saído até agora apenas dois.

Por se tratar de um mundo muito interessante (e vastíssimo!) que estou a descobrir, quis partilhar convosco este post. Talvez aguce o apetite…

 

Advertisements

2 thoughts on “bd

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s