a pele do planeta

 

A crosta terrestre é a pele do nosso planeta. Tem texturas diferenciadas, sendo mais macia ou fina em determinadas zonas e rugosa ou espessa noutras. Como “ser vivo” que é, reflecte em larga escala o que se passa num organismo, apresentando aqui e ali alguma vulnerabilidade e mais sensibilidade e, noutras áreas, maior resistência e dureza. É activa, dinâmica e está em constante adaptação. Possui ainda, tal como nós, um sistema circulatório que a alimenta, zonas mais quentes, outras mais frias, etc.

Essa pele é vasta, imensa, mas o nosso olhar percepciona-a apenas numa ínfima dimensão. Apesar de sabermos que ela contem algumas maravilhas geológicas – que observamos em grutas ou museus temáticos – raramente perdemos tempo a olhar para as texturas que a constituem. Frequentemente passamos ao seu lado e nada vemos porque, na prática, não estamos disponíveis para esse olhar.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é apenas um ponto na superfície do planeta. Mas esse ponto, essa faixa junto ao mar é extremamente rica em pormenores, texturas e olhares, revelando uma poesia muito própria. Encontramo-la nos vastos areais, na dinâmica do mar e das ondas, no céu azul ou cheio de neblinas, mas especialmente na diversidade das rochas e pedras que o cobrem. É neste último ponto que incide este post: nas texturas da “pele” daquela região.

Deixo-vos aqui uma pequena amostra da riqueza geológica que ela nos oferece.

 

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8 thoughts on “a pele do planeta

  1. Uma verdadeira “land art” pela própria natureza à espera da sensibilidade do olhar de cada um… uma escrita que se revela nos detalhes desta tua galeria “en plein air” e que não precisa da palavra do crítico de arte.

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  2. A toda esta diversidade e à beleza a ela associada em alguns dos seus “padrões”, é difícil não pensar que a “pele” do nosso planeta é também protagonista de outro tipo de acontecimentos, bem trágicos, como aconteceu agora em Itália!
    Numa das fotos, a “escrita” até parece um registo sismográfico…
    Boas e interessantes fotos!!!

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    1. Por isso mesmo refiro que ” É activa, dinâmica e está em constante adaptação.” As duas faces…..estão sempre presentes em tudo!
      Gostei dessa analogia do registo sismográfico.
      Obrigada pelo comentário!

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