superação

 

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Nadar apenas com um braço…
Saltar em altura com uma única perna…
Correr ou nadar sem visualizar a pista…
Jogar voleibol sentado…

 

Ao percepcionar este tipo de imagens nos Jogos Paraolímpicos que estão a terminar, sinto-me estranha. Ou melhor, sinto-me incapacitada de compreender o trabalho, o esforço, a força de vontade, a resistência e a persistência necessária a estes atletas para praticarem certas modalidades, tendo em conta as suas limitações. E ainda chegarem a este evento!

O facilitismo que a nossa integridade física nos concede, deixa-nos a milhas de distância de outras realidades. Nós, que somos os primeiros a ser facilmente invadidos por aquela preguiça que nos impede de ir uma ou duas vezes por semana fazer uma actividade física, apesar de não termos qualquer impedimento nem precisarmos de ajuda para tal. É tudo tão fácil para nós comparativamente com estes atletas!

Olhar para certas imagens dos Jogos Paraolímpicos é uma lição de vida, uma emoção que se instala e que nos faz sentir “pequenos” perante tamanha força de vontade.

Admiro todos os atletas em geral pelo esforço e exigência do seu trabalho, mas admiro profundamente os atletas paraolímpicos pelas dificuldades que enfrentam, pela capacidade de as superar e por persistirem em cumprir os seus sonhos. A seu lado, estarão os treinadores e todos os envolvidos em questões logisticas, num trabalho único de empenhamento que não pode nem deve ser esquecido.