beira-mar

 

conchas 2

 

A beira-mar oferece um manancial de formas, fragmentos e pormenores com linguagens atraentes. Gosto de os recolher, observar, eventualmente de os desenhar, devolvendo-os depois ao lugar de origem. Eu serei apenas uma paragem no seu percurso.

Pontualmente algumas permanecem mais tempo porque o olhar assim o pede. Ou ficam, para alimentar aquela ancestral faceta recolectora que nos caracteriza e que nos leva a guardar o útil e o inútil, o duradouro e o efêmero.

Em certa medida, essas formas que vivem à beira-mar são breves e transitórias porque estão em contínua transformação. Elas são alvo da erosão provocada pelo mar, mas igualmente pelo ar, sol e vento, elementos de uma natureza que gosto de ver como uma “eterna escultora” que todos os dias trabalha nestas suas obras e as altera… sem tempo e sem objectivo. Apenas porque é assim.