beira-mar

 

conchas 2

 

A beira-mar oferece um manancial de formas, fragmentos e pormenores com linguagens atraentes. Gosto de os recolher, observar, eventualmente de os desenhar, devolvendo-os depois ao lugar de origem. Eu serei apenas uma paragem no seu percurso.

Pontualmente algumas permanecem mais tempo porque o olhar assim o pede. Ou ficam, para alimentar aquela ancestral faceta recolectora que nos caracteriza e que nos leva a guardar o útil e o inútil, o duradouro e o efêmero.

Em certa medida, essas formas que vivem à beira-mar são breves e transitórias porque estão em contínua transformação. Elas são alvo da erosão provocada pelo mar, mas igualmente pelo ar, sol e vento, elementos de uma natureza que gosto de ver como uma “eterna escultora” que todos os dias trabalha nestas suas obras e as altera… sem tempo e sem objectivo. Apenas porque é assim.

 

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8 thoughts on “beira-mar

  1. Sempre admiráveis os teus desenhos… simples, “limpos”, essenciais. De um modo oposto são estes “Nature Journals”, mas que não deixam de ser surpreendentes a cada página.

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    1. Esta visão é mais “cientifíca” e associada a uma empenhada “guardadora” de emoções e de momentos.
      É muito interessante, mas sem dúvida demasiado complicado.
      Obrigada por este complemento e pelo teu comentário!

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