ética

 

A candidatura tardia da búlgara Kristalina Georgieva a Secretário-Geral das Nações Unidas mostrou duas perspectivas (des)interessantes do mundo em que nos movemos.

Por um lado, os jogos de poder e as manobras políticas levadas a cabo para chegar a determinados objectivos; e por outro, a falta de integridade que prolifera por aí, especialmente nas pessoas que deveriam dar o exemplo.

Se esse primeiro detalhe já não nos choca demasiado porque infelizmente faz parte da realidade de todos os dias, o segundo incomoda, porque não se entende como alguém é capaz de entrar para a disputa de um alto cargo mundial no final das provas de selecção, sem passar por nenhuma das fases preparatórias que todos os outros cumpriram. Em português chama-se a isto oportunismo…ou uma boa cunha!

Como pode esta senhora sentir-se confortável nesta situação, quando o cargo em causa defende a união, a ética, a solidariedade e, teoricamente, os bons princípios? Na verdade tudo isto é muito estranho e nada transparente.

Se fosse eticamente correcta, Kristalina Georgieva não teria cedido a pressões fosse de quem fosse, inclusive da chanceler Merkel, a grande impulsionadora da sua candidatura. Recusaria peremptoriamente fazê-lo nesta fase da eleição, por respeito a si própria e a todos os candidatos que seguiram as fases de selecção estabelecidas.

Mas ética… é algo que raramente existe em política!

 

 

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