ideia perdida

 

Preciso de uma ideia
mas não a encontro…

…talvez esteja perdida
no labirinto dos dias,
nos pensamentos inconsequentes
ou na paz,
inquieta,
que sempre sinto.

Peço-te,
desejada ideia perdida,
vem,
vem até mim
e agarra este porto de abrigo.

Toca a minha mente
ilumina-a,
e anula este ardor
criador,
que  profundamente
sinto,
mas não entendo.

 

(Dulce Delgado, Outubro 2016)

 

 

guardar

 

mala-e-saco

Gosto de olhar e de pensar sobre os objectos do dia-a-dia e de os tirar daquela ingrata situação de “dado adquirido”, por regra sinónimo de alguma indiferença. É pois nessa linha de pensamento que surge este post.

Falar de malas e de sacos … é falar de mulheres!
Por isso, gosto de imaginá-los como uma das formas de materialização daquele profundo e inconsciente sentimento de “guarda” enraizado nos genes femininos, certamente relacionado com a nossa capacidade de “guardar e transportar” durante nove meses o bem mais precioso, como é a nossa descendência.
Absurdo ou não, a verdade é que estes objectos fazem parte do dia-a-dia feminino, e transportam o útil, o inútil e o fútil, se compararmos com a vertente masculina que leva consigo essencialmente o útil.
Seja como for, que “graça” é que tinha a nossa vida sem a possibilidade de ter várias malas, a escolher consoante a roupa, o sapato ou a estação do ano? Ou várias bolsas onde “guardar” tudo e mais alguma coisa? Ou ainda, sem aquele saco onde se transporta o almoço, o lanche, a água, um livro ou aquela peça de roupa que não se resistiu a comprar?

Eu assumo esta minha vertente feminina: gosto de malas e preciso sempre de um saco!

 

portugal visto do céu

 

Para desanuviar dos dias cinzentos, chuvosos e bem outonais que temos vivido, sugiro uma viagem sobre o nosso país através de um vídeo realizado por Hélder Afonso, alguém que se dedica a fazer filmagens aéreas recorrendo a drones.

É uma viagem algo aleatória e sem um roteiro definido… mas de vez em quando sabe bem viajar sem planos!

Estou certa que irão apreciar os próximos dez minutos!

 

centésimo

buganvilia  e se fosse eu a harpa e Kora  ioga portugalex primavera passadiços apenas um agradecimento desenho linha do horizonte harmonia  novo tempo cosmética 29 doar duetos marcelo rebelo de sousa nevoeiro no tejo  lisboa e os jacarandás gif jo cox solstício de verão o tejo e a ponte moda bd man sonhar turismo industrial unir as ondas no mar e na vida a escrita das ondas liberdade ética desejos….

 

Discretamente, seis meses após o início deste blog e 99 posts depois, posso afirmar:

– que a “ansiedade” sentida antes de carregar pela primeira vez no botão publicar foi inesquecível, por estar em causa a decisão de me expor, ou não;

– que foi importante sair da zona de conforto e avançar, apesar da possibilidade de frustração ser real e a evolução deste projecto uma incógnita;

– que um passo deste tipo só deve ser dado se nos sentirmos capazes de aguentar qualquer crítica;

– que foi um momento especial o primeiro comentário e like que recebi!

– que na dinâmica e gestão de um blog existem os dias muito bons, os dias razoáveis, os indiferentes e os totalmente frustrantes;

– que é necessária alguma integridade para não cair naquele jogo típico das redes sociais do “eu sigo-te, para depois tu me seguires”, apenas com o fim de obter seguidores, visualizações ou likes. Diria que o meu blog é honesto, pois apenas sigo quem aprecio;

– que é um prazer descobrir, explorar e seguir outros blogs;

– que é muito estimulante ser seguida e incentivada por pessoas que conheço, mas também por outras que não conheço;

– que magoa a indiferença de alguns de quem esperaria todo o apoio.

e ainda:

– que um olhar atento leva a mil descobertas dentro e fora de nós
– que uma ideia chama outra ideia
– que a imaginação é uma fonte de inspiração
– que a vontade de escrever é uma espécie de “vício” que nos deixa saudavelmente dependentes

e, finalmente,

que esta aventura se está a revelar muito enriquecedora!

 

ioga III

 

“Lá fora, espera-nos o mundo. …”

Foi desta forma que terminei a última abordagem sobre este tema (ioga II – 15/06/2016), em que descrevi os diferentes momentos de uma aula de ioga. Dando continuidade a estas palavras…

…mas o nosso olhar sobre o mundo após uma aula de ioga é diferente daquele que ficou no exterior antes do seu início. Essa diferença estará na forma como nos sentimos porque, de uma forma geral, o exterior não mudou muito nessa hora. Nós é que mudamos, o que é sentido física e mentalmente através de uma sensação de leveza e de limpeza. Mas como?

A realidade do mundo actual e a dureza do dia-a-dia tem impacto na nossa estrutura. Problemas de vária ordem associados a más posturas, acumulam muitas tensões no nosso corpo, especialmente na zona cervical e parte superior do tronco,  aquela que sustenta os “pesos” da cabeça. É uma área normalmente tensa e dolorosa e, por isso mesmo, a que melhor reflecte os efeitos dos exercícios realizados. Mas também as restantes zonas do corpo estão diferentes, mais flexíveis e saudáveis. Mexemos-mos melhor e, regra geral, todas as áreas anteriormente mais tensas perderam o protagonismo que tinham. Sentimo-nos equilibrados e muito bem na nossa pele e no nosso corpo. Essa sensação deriva igualmente de uma maior oxigenação a que foram sujeitas todas as estruturas/orgãos que nos constituem.

Mas não é apenas o corpo que está mais feliz e leve. Sair da porta e ter a sensação que estamos em paz com o mundo, é real. Acontece muitas vezes. Tudo está mais bonito, como se um véu de tranquilidade tivesse descido sobre o mundo. Mesmo se o exterior estiver com chuva, vento ou muito frio! Naqueles primeiros momentos, o mundo é um lugar melhor, um lugar de paz. E nós fazemos parte desse lugar, somos esse lugar, somos essa paz. As energias que em nós circulam expeliram o que de mais negativo nos ocupava. Tudo parece estar no sítio certo. Fazendo uma analogia informática, houve um “reset energético”, um reiniciar, que nos deixou renovados e mais harmoniosos.

O processo que se segue, ou seja, a readaptação à realidade, dependerá muito da vida de cada um. Mas a forma como isso vai acontecendo ao longo do tempo está, sem sombra de dúvida, relacionada com a prática continuada da actividade. Mas sobre isto falarei numa próxima oportunidade.

 

65

 

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Olhei o céu,
depois o mar,
segui a linha do horizonte
e encontrei o teu olhar.

Era azul como o céu
e verde como o mar
aconcheguei-me na sua luz
e simplesmente deixei-me estar…

…até a noite nascer
a linha desaparecer
e a tua mão me encontrar!

 

Que este novo patamar da tua vida seja longo, saudável, feliz… e sempre em tons de verde, de azul e de partilha!

 

(Dulce Delgado, Outubro 2016)

 

tecnologia

 

A imaginação humana não tem limites. E quando essa imaginação se alia às tecnologicas existentes, os resultados podem ser surpreendentes.

As três obras/instalações mostradas nestes curtos vídeos são da autoria da teamLab, um colectivo multidisciplinar sediado em Tóquio e formado em 2001. Junta artistas, programadores, engenheiros, arquitectos, designers, matemáticos, etc. que, em conjunto, produzem obras no campo digital, fazendo a simbiose entre a arte, a criatividade, a ciência e a tecnologia. Este conjunto é apenas uma pequena amostra dos muitos trabalhos que essa equipa tem criado.

Porque gosto de “viajar” neste tipo de instalações, hoje partilho uma dessas incursões. Não é ao vivo…mas a imaginação tem muito poder!

 

 

 

 

água engarrafada

 

 

Apesar de datar de 2010, este vídeo continua bastante actual. Alerta-nos para os meandros do negócio da água engarrafada no que se refere a interesses económicos e ao marketing que lhe está associado, para além das  consequências nefastas para o ambiente.

Optar pela água canalizada, que tem a qualidade controlada na maioria dos países, é a melhor  forma de combater estes jogos pouco claros. Porém,  se pela antiguidade das habitações e da rede aí instalada sentirmos que a água apresenta alguns detritos, uma boa solução é recorrer a um sistema de filtragem, sendo o mais simples e económico os jarros com filtro. Implica um custo médio mensal de 4,50/5 euros, mas permite depurar dezenas de litros de água, quantidade suficiente para uso de uma casa de família. O valor investido será rapidamente recuperado, sendo um processo muito mais económico e menos poluente do que optar sistematicamente pela água engarrafada.

Actualmente ainda não se faz a reciclagem desses filtros em Portugal, pelo menos os da marca Brita, uma das mais conhecidas do mercado. Num contacto recente com essa empresa fui informada que esse procedimento estará para breve, à semelhança do que já acontece em Espanha.

 

ética II

 

un high commissioner for refugees antonio guterres is photographed in ottawa on 300x225

 

A óbvia satisfação que sinto pela nomeação do Eng. António Guterres para Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, é agradavelmente superada pela satisfação de constatar que a falta de ética e o oportunismo demonstrado por alguns países membros durante o processo de eleição, foi claramente superado pelos bons princípios e pelo bom senso da maioria da comunidade internacional.

Ganhou o mundo, ganhou a transparência e ganhou o Eng. António Guterres, cuja integridade e postura foram simplesmente inatacáveis.
Acredito que fará um excelente mandato e que terá a capacidade de dialogar e de gerar consensos, num mundo que tanto deles necessita.

 

Imagem retirada de  https://www.paris.embaixadaportugal.mne.pt/pt/a-embaixada/noticias/263-candidatura-do-eng-antonio-guterres-a-secretario-geral-das-nacoes-unidas