o acordo de paris

 

Para reavivar a memória, entra esta sexta-feira em vigor o Acordo de Paris para as mudanças climáticas, aqui sucintamente explicado:

 

 

Se a postura de cada um é fundamental no cumprimento deste acordo, mais importante será a postura e as políticas dos países signatários do documento. Portugal também assinou, pelo que seria interessante um acréscimo no seu empenhamento. Como?

Deixo algumas sugestões:

  • Impedindo definitivamente a prospecção de petróleo no nosso país, para evitar a hipótese de produzirmos…aquilo que queremos combater;
  • Um forte e bem planeado investimento no transporte público, o que actualmente está longe de suceder. Como acontece noutros países, a existência de uma boa e funcional rede de transportes implicaria certamente  menos carros a circular nas cidades;
  • Incentivando a capacidade inventiva, a apetência nacional para a novidade, o know-how que já existe e obviamente os recursos da indústria nacional, para a produção e comercialização de um veículo movido a energia solar, a nossa fonte de energia por excelência;
  • A promoção e desenvolvimento dos modos suaves (andar a pé e de bicicleta);
  • Realizar campanhas de incentivo ao uso de menos embalagens, impondo regras, nomeadamente às grandes superfícies que usam e abusam desses materiais. Apesar de recicláveis, a sua produção gasta energia e é poluente;
  • E outras possibilidades, que neste momento cada um poderá estar a pensar!

 

Somos um povo aberto à novidade e de adaptação fácil. Desde sempre. Podemos resmungar um pouco de início, mas rapidamente compramos lâmpadas de baixo consumo para as nossas casas ou esquecemos os sacos grátis que eram dados no supermercado, por exemplo.  Com inteligência, a nossa classe política poderia aproveitar esta característica nacional e levar-nos a contribuir de uma forma muito mais concertada para objectivos positivos para a  sociedade, para o ambiente e para o bem estar de cada um. O nosso país é apenas um cantinho neste enorme planeta, mas podemos ser grandes quando nos empenhamos numa causa, desde que ela tenha por base a solidariedade e o coração.