prazeres de outono

castanhas-2

A cada estação do ano associamos uma imagem, um cheiro, um lugar ou um sentir.

Estamos no auge do Outono e, se me perguntarem qual o cheiro desta estação, respondo de imediato que é o das castanhas assadas, aroma que “vive” nesta época do ano em muitos recantos da cidade de Lisboa e certamente de outros locais do país. Ele é tão irresistivel (para quem gosta, obviamente), como é reconfortante e delicioso o prazer de deambular pelos passeios da cidade, num dia frio, a saborear castanhas quentinhas acabadas de assar.

Sendo uma fã incondicional deste alimento, gosto de as comer cruas, cozidas, assadas, fritas, piladas, como acompanhamento culinário ou em doces. De qualquer maneira e em qualquer momento!

E hoje, dia de S. Martinho, em que por tradição as castanhas acompanhadas de jeropiga, água-pé ou vinho, estarão presentes na mesa dos portugueses que as apreciam, eu não serei excepção. Não apenas porque gosto do seu sabor…mas porque gosto da ideia de dar continuidade neste tecnológico século XXI a uma tradição popular, num tempo em que a globalização e a importação de paladares é uma realidade nas nossas vidas.

 

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