a nossa pele

 

Talvez pela grande sensibilidade que a minha sempre demonstrou, gosto de perceber a pele, esse extenso órgão-fronteira que nos liga ao mundo através de um vasto número de  terminações nervosas, sendo por isso o nosso maior receptáculo de estímulos.

Indirectamente, este tema já esteve presente num anterior post (editado a 29 Maio 2016), quando falei dos constituintes dos produtos cosméticos, assunto que me interessa especialmente. Hoje partilharei alguns aspectos fisiológicos deste complexo orgão, que este curto vídeo explica de uma forma bastante simples.

 

 

Como é mencionado, a camada mais superficial, a epiderme, é constituída por uma série de células que se organizam como “tijolos” e que estão em constante processo de nascimento/descamação. Entre essas células existe um cimento agregador, essencialmente formado por lípidos/ácidos gordos. Quando ele existe em quantidade e qualidade, a evaporação da água dessas células ou proveniente das camadas subjacentes será menor, pelo que a pele, seja qual for o seu tipo, se mantém mais hidratada e saudável.

Uma pele oleosa, por exemplo, produz mais sebo do que outras mas pode estar desidratada. São processos diferentes, porque este sebo provem das glândulas sebáceas que se encontram nas camada inferiores da pele e sai para o exterior através de canais junto à inserção dos pêlos. Isto significa apenas que, à partida, essa pele estará mais protegida e poderá, por exemplo, ter menos rugas, porque a sua barreira lipídica natural exterior está mais activa e retarda a evaporação da água. Mas se o organismo não estiver suficientemente hidratado, esta pele também pode estar desidratada.

Hidratar a pele, não é mais do que impedir que a água nela existente se evapore. Mas esta hidratação deve ser vista sob dois pontos de vista: a interior e a exterior.

A primeira é proporcionada pelo organismo através dos alimentos, principalmente frutas e legumes, e pela quantidade de líquidos que ingerimos. Todos sabemos que o ideal seria 1,5 a 2 litros por dia, regra que não é fácil de seguir…. mas, ao ser cumprida, leva a uma melhoria do estado geral do organismo e da pele. Também determinados alimentos ricos em ácidos gordos essenciais melhoram a quantidade e qualidade do tal cimento agregador. Porque se ele for melhor, a barreira fica fortalecida e a evaporação será menor.

A hidratação externa, por sua vez, mais não é do que reforçar através de produtos adequados essa barreira natural e, obviamente, também esse cimento lipídico, a fim de diminuir a perda de água. Se uma pele for mais seca os produtos deverão ter uma componente oleosa mais forte, mas esta deverá ser mais moderada se a pele for de natureza oleosa.

Se seguirmos estes princípios, estamos teoricamente a cuidar da nossa pele. O problema está no tipo de produtos a escolher para esses cuidados diários. Os caminhos são tantos como as centenas de marcas que existem no mercado. Cabe a cada um escolher, não apenas pela publicidade, mas especialmente pela origem e composição, sem nunca esquecer que temos uma pele porosa e que tudo o que nela colocamos é absorvido e entra em circulação.

Deixo-vos com um site em francês que considero muito interessante, não só pela forma simples como tudo o que está relacionado com a nossa pele é explicado, mas também pelas dicas que contem sobre produtos, muitas vezes naturais e geralmente associados a agricultura biológica. O link está  direccionado especificamente para uma página que contem um vídeo sobre a hidratação da pele, mas muitos outros assuntos com interesse poderão ser nele encontrados.

 

 

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