uma família de artistas

 

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Imaginem uma família de artistas em que o pai, as três filhas e os dois filhos têm como como foco principal a aguarela, uma difícil técnica que todos exploraram de diferentes formas e estilos.

O pai, Alfredo Roque Gameiro (1864-1935), foi um dos mais importantes aguarelistas portugueses, integrando e ensinando desde cedo esta técnica a seus filhos, Raquel, Manuel, Helena, Maria Emília (Mámia) e Ruy.

Segundo ele, a aguarela deveria ser elaborada in loco perante o modelo/paisagem, princípio que ensinou aos filhos e sempre vigorou na família. Seguindo essa linha de pensamento, retratavam-se entre si nas mais diversas situações, mas também no meio da natureza que muito apreciavam. Os passeios e os convívios eram sempre um bom momento para partilharem o gosto pela pintura.

Ministraram cursos de aguarela que eram muito frequentados. Com o tempo, outras áreas artísticas foram exploradas por alguns dos filhos. Foi o caso de Ruy, que veio a dar preferência à escultura, carreira que foi reconhecida na época apesar do seu falecimento precoce. Já a filha Mámia explorou o guache e o óleo. Também os genros que se juntaram à família, se dedicaram inicialmente à pintura com aguarela. É o caso do marido de Helena, o multifacetado Leitão de Barros, que começou pela pintura mas ficou mais conhecido como realizador de cinema; e o marido de Mámia, o artista plástico Jaime Martins Barata, cujo caminho se centrou especialmente no desenho de selos, moedas, ilustrações e pinturas de grande dimensão.

Na passagem do séc. XIX para o séc. XX, a família, que até aí vivia em Lisboa, mudou-se para a zona da Amadora, porque naquela área o horizonte estava longe e permitia ver amplas paisagens, algo que hoje é inconcebível quando pensamos nessa cidade. Foram para um edifício projectado de raiz pelo próprio artista e mais tarde complementado por Raul Lino. Actualmente, a Casa Roque Gameiro está classificada como Monumento de Interesse Público e é um centro de exposições e eventos culturais.

A vida desta família assim como as suas tendências artísticas estão muito bem apresentadas numa exposição que pode ser vista no Centro Cultural de Cascais até ao próximo dia 22 de Março. Vale a pena apreciar a qualidade das obras expostas, especialmente das aguarelas realizadas por Alfredo Roque Gameiro.

Surgindo a oportunidade de aliar esta exposição com um passeio pela vila de Cascais, torna o objectivo ainda mais agradável!

 

 

Imagem retirada de http://www.cm-cascais.pt/evento/exposicao-roque-gameiro-uma-familia-de-artistas

 

 

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