reflexões de uma castanha…

 

castanhas

…em dia de S. Martinho!

 

“Discretamente ela pegou em mim, limpou alguns resíduos de pó da minha pele e, com cuidado, fotografou-me de vários ângulos. Depois atirou-me para o mesmo saco de onde saíra, para junto de outras da minha espécie.

Em anos anteriores e neste mesmo dia, já aqui escreveu que gosta muito de castanhas seja de que forma for. Mas…reconheçamos…o fim que nos espera revela uma estranhíssima forma de gostar…

A verdade, pura e dura, é que ainda hoje iremos ser cozidas ou assadas, depois despidas e por fim comidas com prazer. Naturalmente e sem qualquer remorso.

Por isso… e caso eu tenha direito a um último desejo, preferia ser cozida! Pelo menos ficaria inebriada com o aroma da erva-doce!

A espécie humana é deveras incongruente…..”

 

 

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