saudável atenção

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Nem só de poesia…de natureza…ou de sensibilidades, as temáticas que discretamente vão prevalecendo neste espaço, se alimenta a nossa existência. O corpo que nos sustenta é uma fabulosa estrutura que devemos cuidar com todo o carinho e de forma equilibrada.

Vivemos na época da “provocação” saudável, em que constantemente nos sentimos questionados sobre o que é bom ou mau para a nossa saúde. E as linhas orientadoras são tantas que, em certos detalhes, muitas vezes entram em contradição.

Há algum tempo dediquei-me a leituras nessa área que me permitiram chegar a várias conclusões:

– a primeira, foi que me alimentava bastante bem;

– a segunda, que a partir daí iria olhar com mais atenção para os componentes dos produtos processados;

– e a terceira, que o melhor seria não ler mais nada e limitar-me a “conversar” sensatamente com o meu corpo para entender o que ele realmente necessitava.

Nesse diálogo, apenas uma certeza: de vez em quando daria toda a liberdade ao paladar e esqueceria o “saudável” e o “não saudável”. O corpo e a mente precisam de prevaricar de vez em quando, apesar da possibilidade do primeiro vir a sentir os efeitos desse deslize. Mas será o preço a pagar em nome de um equilíbrio mais geral.

Pessoalmente, sei que o espírito “saudável” em breve regressa porque ele está nos “genes alimentares” que me constroem. Sendo filha do sul da Europa cresci na dieta mediterrânica e sempre com o mar por perto. O peixe fresco estava na mesa todos os dias, bem cozinhado por uma mãe algarvia com imenso jeito para a cozinha. Tudo era bom, inclusive os ingredientes, sendo muitos os sabores que recordo e que ainda hoje me fazem crescer água na boca. As tentativas de conseguir esses paladares nunca deram os resultados desejados porque lhes faltava sempre algo… talvez o principal… talvez a boa energia de uma mãe…

Nesses tempos quase tudo era confeccionado em casa e a lista de produtos processados diminuta. Hoje a situação é oposta e tudo se pode comprar já preparado, sendo muito raro ver alguém num supermercado a consultar o rótulo para saber o que vai realmente ingerir.

Percebi essa urgência, por exemplo, quando me foquei na quantidade de açúcar que contêm os produtos. A realidade é assustadora, especialmente quando decidimos converter o valor indicado nos rótulos em número de pacotinhos de açúcar como os que se colocam num café. Um simples iogurte, por exemplo, pode conter o equivalente a três pacotes de açúcar, o que é um absurdo. Mas procurando bem, ainda se encontram alguns com 4/5 gramas, o que apesar de ser bem menos, ainda equivale a um pacote.

Ao assumirmos um momento de gulodice sabemos conscientemente o que estamos a fazer e quais as suas consequências. O que não está certo é não termos consciência da quantidade de açúcar que constantemente ingerimos de uma forma “escondida”, apesar de ser do conhecimento geral o quanto ele prejudica o bom funcionamento do nosso organismo.

Sugiro a quem ainda não o fez, que dedique algum do seu tempo a observar e a comparar os rótulos dos produtos que consome. Talvez seja o primeiro passo a dar antes de tentar entender/seguir as muitas tendências “saudáveis” que há por aí.

O nosso corpo agradece.

 

 

 

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17 thoughts on “saudável atenção

      1. Caro lucky, o objectivo do meu blog não é fazer divulgação de blogs.
        Logo que possa irei calmamente ver a sua página e, caso aprecie o seu conteúdo, serei sua seguidora, tal como sigo outros blogs.

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  1. Excelente postagem, Dulce!
    Você nos traz oportuna contribuição, ao nos alertar para os produtos alimentícios processados e para a pegadinha do açúcar presente (em excesso) em quase tudo. Aqui no Brasil essa constatação é muito forte, e deve ser maior do que por aí. Vamos ficar de olho vivo!!!

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    1. Em tudo o que tenha a ver com formas de ter lucro ou de vender mais (e o doce vende!), provavelmente a filosofia é semelhante em todo o lado.
      Por aqui, contudo, está a ser iniciado a nível escolar a sensibilização para os efeitos nefastos do açúcar, sendo as próprias escolas a controlar o que é vendido aos alunos, nomeadamente nas máquinas automáticas. Portanto, é possível que as futuras gerações estejam mais conscientes e educadas sobre os cuidados a ter.
      Além disso, os recursos do país não são muitos e a falta de saúde leva uma grande fatia do orçamento disponível. Na verdade, é na alimentação que a saúde começa. A nossa…. e de certa forma também a do país!
      Obrigada por comentar e ter apreciado o post!

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  2. Intervalar entre o saudável e o não saudável de vez em quando é realmente o ideal… mas sem dúvida nenhuma que ‘ouvir’ o nosso corpo é o melhor que fazemos 🙂 Beijos doces para ti!

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    1. Pois é! Apesar da linguagem dele nem sempre ser muito perceptível…mas, mais tarde ou mais cedo, na maioria das vezes o equilíbrio é possível.
      E aqui está um “açúcar” que faz muito bem à saúde: o dos beijinhos doces!
      Obrigada minha filha!

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  3. Boa reflexão…as memórias gustativas e olfactivas da nossa infância aconchegam -nos…(ainda tenho umas receitas manuscritas passadas a papel químico azul da senhora tua mãe)

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  4. O açúcar é mesmo uma “droga” silenciosa para o nosso organismo, especialmente porque está em todo o lado! Aprendi a deixar o açúcar e produtos açucarados agora enquanto estive de intercâmbio cinco meses na Coreia do Sul. A mudança drástica de dieta fez-se sentir e… voltei com cinco quilos a menos! Ups eheh

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    1. Boa! Esperemos que as tentações doces não voltem agora a pesar…
      Ao relatar uma vivência pessoal, este comentário é um complemento perfeito ao assunto do post. Os quilos a mais poderão ser apenas a face visível do excesso de açúcar mas, o pior, são os danos que causa a nível dos diferentes órgãos do nosso corpo.
      Grata por participar e partilhar a sua experiência.

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  5. É um excelente conselho… Por alguma razão, parece que estou a todo tempo sabotando minha própria alimentação… Dificuldade de lidar com as agruras da vida? Quem sabe…
    Vou me esforçar mais. Obrigado pelo texto motivador 🙂

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