pontes de liberdade

 

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Em tons de elegância, esta ponte que une as duas margens do Tejo adquiriu em 1974 o nome de “25 de Abril” em homenagem ao dia da liberdade acabada de conquistar pela revolução dos cravos.

O termo “ponte” simboliza…

…passagem e união…

Fazendo a “ponte” com a data que hoje se comemora – 45 anos sobre o 25 de Abril de 1974 – Portugal agarrou a democracia, ligou-se ao mundo e saiu de um isolamento de várias décadas. A partir desse dia e desse tempo de passagem para outro modo de estar, a união de ideias e de ideais aconteceu naturalmente, sem repressão nem medo.

…liberdade de circulação/acção/movimento…

Paralelamente, essa liberdade foi sentida no corpo e na pele, a par da liberdade de expressão e de voto, actos até aí totalmente controlados pela censura, por eleições em que apenas alguns votavam num partido único e por uma polícia política actuante e que tudo minava.

…partilha de experiências e de possibilidades….

Sobre um rio de desigualdade, de pobreza e de impossibilidades, os militares de Abril construíram uma ponte para a partilha de experiências e de possibilidades, tendo por base a liberdade e a democracia. Em pouco tempo essa ponte chegou a África e à descolonização, tornou viável a criação de um serviço de saúde universal, expandiu o ensino obrigatório e deu voz à mulher. Entre muitas outras coisas.

Quarenta e cinco anos depois, é certo que alguns problemas existem nesta “ponte de princípios” sempre em construção e precisando de constante manutenção e atenção. Mas os dois pilares principais que a sustentam, a liberdade e a democracia, estão sólidos.

E isso é o mais importante.

 

 

 

8 thoughts on “pontes de liberdade

  1. Brilhante reflexão, Dulce. Já tive a oportunidade de passar em vários países onde esses dois pilares não são dados adquiridos e sei bem da estima que lhes temos de ter 🙂

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    1. Sim, certamente. Como em tudo o que se conquista, é necessária a devida atenção para que seja mantido e cimentado. Contudo, num sentido mais lato, creio que são princípios bastante enraizados na sociedade portuguesa.
      Muito obrigada pelo comentário. E aproveito para desejar um bom fim-de-semana!

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    1. Todos os dias são dias de aprender!
      Na verdade, antes da revolução militar de 1974 que implantou a democracia em Portugal, vivemos quase cinco décadas de regimes autoritários e fascistas. Por isso podemos dizer que a nossa democracia é ainda bastante jovem.
      Obrigada Cris e um bom fim-de-semana!!

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