texturas e detalhes

 

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Nos primeiros dias de Setembro voltamos à Costa Vicentina para usufruir de umas curtas férias. Esta região de Portugal é um lugar de tranquilidade e de imensos olhares, seja o mais amplo que facilmente se envolve nas neblinas locais ou aquele mais minucioso que encontra magníficos detalhes/texturas resultantes da acção do tempo e dos elementos naturais sobre este solo que pisamos.

Restringimos os dias disponíveis a quatro praias, sendo as imagens aqui publicadas captadas unicamente nas Praias de Odeceixe, Vale dos Homens, Carreagem e Amoreira, um troço de pouco mais de 10 Km da costa oeste do Algarve e uma pequena parte dos 130/140 Km do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

A maré vazia em praias que perderam alguma areia nos últimos anos facilitou o acesso a zonas rochosas de grande personalidade. Geologicamente é uma área muito rica, mas a minha ignorância e a complexidade dessa matéria não me permitem complementar este post com dados mais científicos como gostaria. Será por isso uma apreciação puramente visual, emocional e centrada nas texturas encontradas.

 

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Em toda esta área os veios de quartzo “decoram” as rochas de forma diferenciada e quase incompreensível para a nossa mente limitada no tempo. São milhões de anos de história desenhada que está ali perante o nosso olhar em resultado das movimentações dos solos e dos seus sedimentos, de infiltrações, de compactações e, especialmente, de muita, muita erosão.

 

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A interacção da água do mar com a areia, algo que sempre me fascina, cria verdadeiras obras de arte ao ar livre.

 

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A par desta natureza-artista instalou-se a natureza-vida sob muitas e diferentes formas. Mexilhões, lapas/cracas, ouriços e caracóis do mar, caranguejos, camarões, anémonas, algas, musgos, peixes, etc. assumem um papel importante no equilíbrio do ecossistema e deliciam qualquer olhar, mesmo o mais distraído.

 

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Mas a natureza é mestra nas mensagens que silenciosamente nos revela, mensagens que quer eu quer a minha imaginação apreciamos deveras descobrir.

Seguindo esse pensar, diria que a fotografia que se segue (e última deste post) encerra uma dessas mensagens. De uma forma muito simples a natureza diz-nos que o equilíbrio é possível através da diversidade e que em paz se pode viver lado a lado com a diferença, seja ela a que nível for.

Algo que muitos de nós no geral e alguns em particular, sobretudo alguns “leaders” deste mundo,  ainda não entenderam verdadeiramente.

 

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Termino, assegurando que este é realmente um belo recanto de Portugal, especialmente para os apreciadores de tranquilidade, de texturas e de detalhes!

 

 

 

 

 

23 thoughts on “texturas e detalhes

  1. obras de arte muito bem “capturadas” pelo olhar. e para quem à distância, como eu, olha as imagens e palavras chegam acompanhadas de imensa paz e equilíbrio. Portugal, em definitivo, na agenda. maravilha de lugar que o post trouxe com muita sensibilidade. o meu abraço, Dulce.

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    1. Fico sempre satisfeita quando as imagens e as palavras são bem recebidas por quem lê o post, e especialmente por ter mais uma vez partilhado detalhes deste país que tanto aprecio.
      Obrigada Fernando pela presença e desejo um tranquilo fim-de-semana!

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    1. Foi mesmo, mas sempre a par do espírito de descoberta. Porque a costa vicentina é um local de constante descoberta!
      Obrigada minha filha por estares sempre presente neste meu recanto!

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  2. Adoro as fotos, Dulce. Faz-nos imaginar um sem número de cenários artísticos, permite o imaginário divagar. Gosto muito dos seus olhares sobre a natureza. Mais um incrível post que nos trouxe, muito obrigada por partilhar. Beijo.

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    1. É essa mesma “arte”, um tanto minimalista que me atrai nestas fotos e neste tipo de lugar. Tudo parece estar no lugar certo. Nós apenas temos que olhar e apreciar a beleza que a natureza aqui nos oferece.
      Ainda bem que a Irina percebeu a essência do post e apreciou esse meu olhar.
      Bj e obrigada!

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    1. Sem dúvida! Eu própria adoraria entender geologicamente esta área do meu país.
      Ainda procurei na internet alguma informação para tentar complementar o post, mas era tudo tão complexo que simplesmente me perdi. E desisti, ficando apenas o olhar e as emoções do lugar!
      Muito obrigada pela presença!

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      1. No passado estudei geologia, mas já não me recordo de grande coisa.
        Parece q há uma boa equipa na UÉvora, mas de certeza q na região transmontana tb.
        Tlvz exista alguma publicação da Gulbenkian.
        Um tema q uma vez interessei me foi sobre os relógios de Sol. Acabei por ter contato com um professor de arqueologia q tinha uma coleção de informações sobre estes em Portugal, mas ele não conseguia publicar. É triste.

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    1. Sendo uma fã incondicional das belezas lusitanas, gosto sempre de partilhar, seja de que forma for, aqueles lugares e detalhes que me emocionam. E fico obviamente muito feliz quando isso é apreciado!
      Obrigada Fernanda por ir aparecendo por aqui e votos de uma boa semana!

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  3. Wow! I wish I could come along with you, but I have, haven’t I? Don’t worry about leaving out the science, since you’re bringing such rich, beautiful images to the table – what a feast this is! It’s especially exciting to see some of the same kinds of patterns and formations and textures that I have seen over here, far, far away from the Costa Vincentina. I’m glad you included the first shot, which shows the context, and then of course I love the closer abstracts. The curved formation in the second photo is amazing. I have seen something like what we see in the 7th – those crazy shapes – in Oregon. You used a great angle – down low – for the 8th. #11 feels like it could almost be in outer space, it’s so flat – wonderful! Then showing what’s in the water is an extra treat. Some of those creatures are familiar, too. You must have been in heaven, thanks for sharing it so beautifully.

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    1. Yes, for me this kind of landscape and details is always a pleasure to see and photograph. In addition, this area of the portuguese coast still has few people compared to other areas, which is also very pleasant.
      Interesting are the similarities between such remote areas of our planet. We really are just a tiny and beautiful “pebble” rolling through the universe!
      Thank you for your appreciations and of course for your presence!

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      1. I’m surprised to learn there are fewer people there – often people seem to clock to coastal areas, for obvious reasons. The part of northern California we visited recently is unstable because of seismic activity, so they have trouble building adequate roads, which means far fewer people. These places are good for reminding us that we’re not so big or important in the greater scheme – we’re tiny and so is our planet, as you say. To me, that’s always reassuring. Enjoy your weekend!

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