pausa

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Sinto a palavra “pausa” como uma das mais belas do nosso léxico, pois a sua sonoridade e ritmo acompanham tranquilamente o que significa revelando uma total consonância com a ideia que transmite.

A presença do ditongo AU estende a palavra no tempo e permite-nos consciencializar o caminho que o som percorre. Além disso, sendo o A a primeira vogal da sequência conhecida e o U a última, gosto de imaginar que entre elas se aninham carinhosamente as restantes numa sonoridade comprimida, invisível, mas sentida.

A sua energia sonora acalma como um mantra. Revela uma paragem física mas essencialmente anímica, reflexiva, de onde poderá nascer algo diferente, uma mudança, uma decisão ou simplesmente um recomeço.

Pausa transcende o momento presente e facilmente pode ser sentida como estando “grávida” de uma nova energia.

Esta é a minha Pausa.