o que é nosso

 

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No complexo contexto económico em que vivemos a solidariedade entre países é importante, mas neste momento é fundamental que todos apostemos um pouco mais no recanto onde nascemos. Como portuguesa, creio que apostar naquilo que é fabricado e produzido em Portugal nunca foi tão urgente como agora. Este é o nosso terreno, tem as nossas raízes e precisa de nós. Como tal, nunca serão demais os alertas que nos orientem para uma mudança de paradigma na forma de comprar/adquirir produtos.

Tudo começa no acto de verificar a etiqueta/rótulo antes de comprar, assim como na opção pelo comércio local/pequeno comércio, em regra mais associado a produtores de proximidade. Mas não só. Os tempos mudaram e outras formas de comércio são agora banais, pelo que muitos produtores e fabricantes nacionais apostaram e/ou reforçaram a venda dos seus produtos por meios digitais. Vejamos alguns exemplos:

 

Não vivendo o corpo só de alimentos, são muitas as áreas de actividade em que é possível apostar no fabrico nacional. Seguem-se alguns exemplos:

 

Longe de mim fazer qualquer publicidade neste blog. Apenas estou focada no termo made in Portugal e estas marcas são representativas desse princípio. Muitas outras poderão ser encontrados na plataforma afabricaportuguesa, apenas acessível através do Instagram e que abrange diversas áreas

O mesmo tipo de pensamento deverá acompanhar os portugueses que este ano pretendem e podem fazer férias, dando preferência ao nosso país e ao seu enorme potencial. Dessa forma estaremos directamente a contribuir para a manutenção de muitos postos de trabalho. Não será essa uma boa premissa a ter em conta no momento de desfrutar as nossas férias?

 

(Apesar deste espírito em “apostar no que é nosso” já estar presente em muitos portugueses, relembrar e actuar em conformidade é o mínimo que todos podemos fazer)

 

 

 

 

 

 

27 thoughts on “o que é nosso

    1. Eu penso que neste momento exacto da nossa vida, como consumidores, esse tipo de pensamento de circular o dinheiro dentro do país é vital. Daí a razão deste post.
      E devemos tê-lo sempre como base nas nossas escolhas ao longo da vida. É uma questão de cidadania.
      Contudo, em alturas de maior equilíbrio económico uma certa flexibilidade é importante, assim como é importante na dinâmica económica de um país o jogo entre as importações e as exportações.
      Obrigada Alberto e um tranquilo fim-de-semana!

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  1. Muito bom, Dulce. Acho que esta atitude de apoiar os negócios e produtos locais está na hora certa.

    Aqui em Toronto, Canadá, onde vivo, começamos pela primeira vez, por acaso à poucas horas, a receber um cabaz da semana, cheio de legumes frescos vindo das hortas perto da cidade. Vamos agora experimentar a cozinhar com produtos locais. Temos que apoiar o mais possível os que trabalham perto de nós.

    Eu sei que a globalização é também importante, mas agora que a pandemia mudou tudo na nossa vida, temos que ser mais do “recanto” donde vivemos.

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    1. É exactamente isso Emanuel, disse tudo.
      Dito de uma outra forma…agora, por uma boa causa, temos que ser um pouco mais “egoístas”! Seja qual for a forma escolhida de apoiar, pensemos na nossa terra e no solo que nos dá guarida.
      Desejo um bom fim-de-semana!

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    1. Para mim é simples Luisa: é sempre importante (re)lembrar que, como cidadãos, a nossa atitude e as nossas escolhas são a chave do nosso futuro. Então…se este belo país que nos acolhe está “doente”… ele precisa de nós. Por isso, façamos algo mais por ele, começando pelos gestos mais simples.
      Muito obrigada e desejo um bom fim-de-semana!

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    1. Temos que contribuir, seja através dos gestos do dia-a-dia, seja nas atitudes e posições tomadas. E relembrar… também é actuar!
      Obrigada e desejo um tranquilo fim-de-semana!

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  2. Às vezes, situações trágicas como a que estamos vivendo nos “obriga” a olharmos para dentro, seja de nós mesmos seja do outro. E tem esse ingrediente a mais que nunca é demais: o dentro do nosso próprio lugar. Tanto para viver e assim participar de uma forte contribuição para o fortalecimento do que produzimos e possuímos de melhor. Penso que o turismo interno, por exemplo, é extraordinário no Brasil pela diversidade de paisagem, de cultura, de gente, de arquitetura, gastronomia, enfim, um infinito de possibilidades. Dentro da nossa “cada” também tem vida. Muito oportuno e lúcido post. Um abraço e feliz fim de semana.

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    1. Apesar do turismo interno ter muitos adeptos e o país grande potencial, é o turismo externo que está na base da nossa economia. E neste momento, nós não temos turistas!
      As fronteiras estão fechadas e só aos poucos começam agora a abrir. Este ano o Verão precisa dos portugueses como nunca precisou. Infelizmente haverá muitos de nós que não o poderão fazer porque economicamente estão com grandes dificuldades, perderam os empregos, etc
      Eu felizmente posso e darei o meu contributo nesse campo.
      Obrigada Fernando, desejo uma boa semana…e que este período louco melhore no vosso país!

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  3. Dulce, nem sei se concordo, acho em princípio que todos dependemos de todos agora. A ideia me parece um convite ao fechamento e um viés de “se não é nosso, não é bom”. Mas devo estar tão intoxicado com o separatismo do governo brasileiro que não entendi o ponto

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    1. As vivências de cada um no seu território levam certamente a visões diferentes.
      Pessoalmente sou uma adepta do espírito da comunidade europeia onde me insiro e da livre circulação de pessoas e bens, mesmo sabendo que tudo não é perfeito. E em situações normais tenho atenção ao que é português, mas não sou radical. De modo nenhum. E faço férias fora com todo o gosto, desde que tal se proporcione.
      Este ano, dadas as circunstâncias, torço pelo meu país e, mais do que nunca, estou atenta aos rótulos do “made in portugal” e farei férias dentro de fronteiras.
      A forma como o meu país está a ser gerido e como toda esta crise foi gerida, dá-me confiança para apostar nele. Eles fizeram bem, então eu vou dar o meu melhor. Daí a razão deste post e da minha visão.
      Seguindo o espírito da frase do Mariel, diria que “o nosso é tão bom como o dos outros”, mas agora eu escolho o “nosso”. Empenhadamente.
      Muito obrigada e uma boa semana!

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      1. Super entendi. No caso do Brasil, a gestão dessa crise tem sido um desastre, como de resto tudo que esse governo defende ou representa. Fico imensamente feliz que Portugal esteja se saindo bem, temos ligações históricas e culturais profundas. Pessoalmente, amigos queridos daqui vivem aí, sendo recebidos com muito carinho. E também tenho a sorte de conviver de modo virtual com pessoas generosas como você, Dulce. Super semana.

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  4. Completamente de acordo.
    E espero também que as entidades percebam, com esta situação toda, que é preciso cativar o Nosso Povo. Não me esqueço que, até há bem poucos anos, queria fazer férias em Portugal (aqui nos Açores, mas fora da minha ilha) e o custo das férias era estupidamente alto, tendo em conta os custos que simulei para ir para uma ilha nas Canárias (com tudo incluído). Obviamente, naquela altura, optei por ir para as Canárias…
    Por isso, nesta fase, acredito que aprendam com isto e que, para se cativar o nosso povo, temos que oferecer bons pacotes (no que toca a férias) e não só, de forma a agarrar o povo.

    Portugal tem tanto de bom!! Não podemos desperdiçar. 🙂

    Abraço

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  5. Concordo em absoluto consigo. O momento não é apenas de entreajuda janela a janela, é de partir para o campo do agir a favor do bem estar de todos, que o desemprego espreita a cada porta.

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