sentir de avó

Neste Dia Mundial dos Avós já sei o que é sentir o aconchego (e o peso!) de um neto nos braços e uma nova ternura no coração!

O nascimento do Vasco em Agosto de 2020 permitiu recordar alguns detalhes já desfocados na minha memória de mãe e, especialmente, perceber que o empirismo intuitivo, a tradição familiar e também a simplicidade logística da maternidade de há quase quatro décadas foi bastante ultrapassada, dando agora lugar a uma maternidade centrada em conhecimentos e conceitos, assediada pelo marketing, e onde a tecnologia está bastante presente através de um mundo de aplicações disponíveis num telemóvel.

Isso leva a adaptações que os avós de hoje têm necessariamente que fazer. Que eu continuo a fazer. Contudo, essas clivagens associadas à passagem do tempo tornam-se secundárias porque as emoções têm muita força e nada interfere com o amor que generosamente cria raízes entre avós e netos.

Sou apenas avó, papel que assumo com alegria, com prazer e com a necessária distância que separa este “segundo” encontro com a maternidade da verdadeira maternidade que vivi por duas vezes nos anos oitenta do século passado.

Percorro um tempo na minha vida em que impera o que me dá prazer e já não tanto o dever, desfrutando cada momento da presença, crescimento, aprendizagens e aquisições do meu neto como algo novo e encantador. E assumo: é realmente um deleite ser avó deste bebé de sorriso cativante e forte personalidade!

——————-

A foto acima foi tirada há precisamente três semanas. Deste então, o Vasco aprendeu a deslocar-se rastejando, chegando onde quer com todo o dinamismo e muita curiosidade, o que requer atenção redobrada.

Dentro de duas semanas, ele já fará um ano!

E eu, dentro de duas semanas…também farei um ano como avó do Vasquinho!💛🤗

(26 Julho – Dia Mundial dos Avós)

de volta!

Em dia de regresso…

…começo por agradecer os muitos comentários deixados no ultimo post desejando-me boas férias e a que não dei resposta. O compromisso que fiz de me afastar duas semanas deste espaço foi literalmente cumprido, sendo certo que é importante distanciarmo-nos um pouco do que nos “prende” pois sempre voltamos com um olhar mais atento e renovado.

Agradecer faz parte dos meus dias, muitas das vezes em silêncio e centrada em pequenos detalhes. Hoje porém, para além do agradecimento inicial, também em palavras escritas eu gostaria de…

…agradecer o facto de tudo ter corrido sem precalços nestas duas ultimas semanas;

…agradecer os belíssimos dias de praia e de sol que aqueceram o corpo e aquietaram a alma;

…agradecer ao vento pelos dias em que decidiu soprar sem exagero do quadrante sueste e assim aquecer a água do mar algarvio como tão bem sabe fazer;

…agradecer ao mar não ter exagerado nas ondas e permitido deliciosos banhos entre o tranquilo e o activo;

…agradecer ao céu o seu belíssimo azul…e às nuvens, por não terem aparecido durante toda a semana de praia…mas apenas após esse período!

…agradecer à natureza alguns agradáveis passeios, assim como a possibilidade de observar e fotografar bastantes aves… apesar de Julho e Agosto serem os piores meses do ano para o fazer!

E por último…

…agradecer o facto de ter saúde e condições para poder desfrutar destes períodos fora de casa e das rotinas habituais… e em que os relógios, as notícias e a pandemia quase foram esquecidos!

…e por ter a meu lado um companheiro em doce sintonia na partilha de todos estes agradáveis momentos!

(E já agora agradeço o estarem a ler isto… e a me acompanharem novamente!🙂)

férias!

Começando neste fim-de-semana a “respirar férias”, seguirei à risca o espírito desse período e irei afastar-me tanto quanto possível dos gestos e hábitos de todos os dias.

Nessa perspectiva, também o blog irá discretamente de férias nas próximas duas semanas, pelo que não será “alimentado” nem acompanharei as publicações de outros autores como normalmente tento fazer.

Não quero obrigações nem compromissos… mas apenas estar disponível para os dias e para a natureza que me irá envolver.

Até breve!🌞

 

 

vento meu…

Gosto de pensar que o vento que empurra aquele barco está repleto de pensamentos e sentimentos de diversas formas, de sonhos e vontades, tristezas e desejos, alegrias e ternuras, e de muitas das energias que constroem ou destroem cada momento das nossas vidas.

A algumas dessas energias damos toda a liberdade, permitindo que o vento as leve para bem longe; outras porém, ficarão para sempre connosco, ajudando ou impedindo o nosso barco de andar.

Estará naquele “vento” algum bocadinho de mim?

arriba fóssil

Atraí-me imenso tudo o que se relaciona com a geologia do nosso planeta e com os efeitos, formas e texturas que os elementos naturais lhe provocam através da erosão.

O território português é pequeno, mas apresenta uma grande diversidade de ambientes naturais, uns convertidos em parques naturais, outros em paisagens protegidas e muitos sem qualquer classificação mas igualmente interessantes.

A Área Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica foi criada em 1984 e, entre as suas várias componentes, tem uma arriba paralela à zona costeira constituída por estratos de rochas sedimentares com cerca de 10 milhões de anos (do período Pliocénico). Uma arriba fóssil é uma zona costeira alta, mas “morta”, ou seja, onde o mar já não chega e não lhe provoca erosão. Contudo, é afectada pelas chuvas, vento, temperatura, etc, que a vai desgastando e dando origem a formas muito peculiares.

Na costa portuguesa existem outros locais com arribas fósseis, mas creio que pelas características e antiguidade, esta é a única integrada numa área protegida.

Um percurso de alguns quilómetros ao longo do areal que separa o mar desta arriba permitiu-nos visualizar muitas formas de grande beleza e expressividade, imagens que hoje gostaria de partilhar.

A deposição de sedimentos diferenciados deu origem a estratos com várias colorações e sobretudo com diversos graus de resistência à erosão. Este facto levou ao aparecimento de formações não uniformes, seja em volumetria seja em textura.

Por tudo isso, esta paisagem é propícia a aliar a imaginação com o olhar e a vislumbrar o que a criatividade quiser. Nesta foto que se segue, por exemplo, facilmente encontro um conjunto de silenciosos seres numa marcha parada no tempo…

Uma aproximação à arriba através da máquina fotográfica (era difícil chegar perto devido ao terreno acidentado e à vegetação), permitiu perceber melhor a textura e os elementos constituintes de alguns desses estratos.

A par deste olhar mais terreno, outro bem mais aéreo ia acompanhando o voo das gaivotas sobre o mar…ou, na imensidão do azul do céu, estas “nuvens-ave” gigantes que livremente se deslocavam na tranquilidade do momento.

Num plano mais intermédio – entre esta terra que nos sustenta e o céu que nos aconchega – aproveitamos com prazer mais este momento de contacto com a natureza e a boa energia de um belíssimo dia de Primavera.

Depois de muitos quilómetros percorridos em areia, sentíamos bem o cansaço nas pernas. Mas estávamos felizes!

Boa semana!

dizer não ao plástico

Desde que haja vontade e um objectivo em mente, as mudanças criam raízes.

Estes nove sacos reutilizáveis – a maioria costurados em casa aproveitando restos de um tecido e outros adquiridos a baixo custo – sempre vão connosco no momento de ir às compras, o que levou a uma diminuição drástica do número de sacos de plástico por nós utilizados .

O objectivo não é deixar de os usar definitivamente uma vez que são importantes para certos fins, mas sim diminuir o mais possível a sua presença em usos onde podem ser substituídos.

Porque hoje é o Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, não podia deixar de o referir através da minha experiência prática. Além disso, quem sabe, talvez consiga recrutar um qualquer leitor para esta opção amiga do planeta.

O que tenho verificado, infelizmente, é que são raras as pessoas que os usam nas suas compras do dia a dia…..

…..pelo que é importante insistir…….e insistir…….para sensibilizar!