de férias!

Como sempre tem sucedido no meu período de férias, o Discretamente também irá descansar temporariamente para um qualquer virtual lugar longe de mim.

Esta mudança de estação levar-me-á por aí, por caminhos e descanso, entre verdes e mar, e com os sentidos bem alerta. Preciso muito de tranquilizar as emoções da vida e as preocupações com o mundo, algo que quase três semanas em contacto com a natureza deverão certamente ajudar.

Assim, neste ultimo dia de Primavera e em véspera de mudança de estação, desejo um bom Verão a uns e um tranquilo Inverno para outros. E desejo especialmente melhores noticias para o mundo e para todos nós!

Um abraço e até meados de Julho! 🤗🌳😎🌞⛱🍉

para amenizar o olhar…

Com nevoeiro ou céu azul, as gruas continuam ali impávidas e metálicas perturbando certamente muitos olhares. O meu, como já partilhei aqui, é um deles. Ponto final.

Porém…e porque há sempre um “porém” que inventamos para tentar amenizar as questões que tendem a perturbar-nos, apercebi-me há poucos dias que, quando o sol se encontra a oeste – portanto na parte da tarde – as quatro gruas-gigantes que se intrometeram no meu olhar ficam mais “simpáticas” pois adquirem uma cabeça, um rosto e, vejam só, também uma boca aberta!

É então com um sorriso um pouco amarelo a rondar-me as emoções que nessa altura do dia eu consigo ver esta parte do porto de Lisboa invadida por quatro gigantes criaturas com pernas/corpo…um enorme pescoço e, na face, talvez um grito de desespero… talvez um sorriso….não sei. Na verdade, não percebo nada sobre as emoções de gruas gigantes!

Há um provérbio que diz ”se não consegues vencê-los junta-te a eles”. Eu não me irei aliar porque definitivamente não compreendo a sua localização nesta zona de Lisboa. Apenas tento coabitar…e nessa tarefa a imaginação pode ter muita, mas muita força.

Desejo um bom fim-de-semana!🤗

coisas pequeninas

Luisa Sobral é uma cantautora portuguesa que se rege pela simplicidade e onde se sente um bater de coração em tudo o que faz. Para além de ter sido a autora do tema cantado pelo seu irmão Salvador Sobral e que permitiu a Portugal em 2017 vencer o Festival da Eurovisão, tem vários álbuns editados com temas carregados de emoções, alguns com dedicatória aos seus filhos e direccionados para um publico mais infantil.

Ao seu estilo, sempre nos alerta para aquilo que vale realmente a pena enquanto seres humanos, para o valor das emoções, o amor que a vida merece, o respeito, mas também para aquele gesto de nada que pode ser tanto no nosso dia-a-dia. É nessa linha que no final de 2021 editou um tema intitulado

Terça-feira (coisas pequeninas)

que já ouvi várias vezes no rádio e que integra o álbum Camomila composto de sete canções de embalar, cada uma dedicada a um dia da semana.

Neste desvario dos dias, das emoções pessoais, das notícias do mundo ou de uma guerra que tanto nos doi… deixemo-nos embalar por algumas das imensas “coisas pequeninas” que animam a vida, a ternura dos dias e que, sem darmos por isso, esquecemos amiúde de apreciar devidamente.

Este post associado a um momento de embalar está um pouco relacionado com a circunstância do meu neto Vasco ficar connosco quatro dias /três noites, uma estadia com uma duração bem acima da média. É nosso desejo que corra bem, mas não deixa de ser uma experiência diferente e um novo sentir para nós, para ele e especialmente para os pais, bastante necessitados de um descanso.

Entre instantes de deleite e outros eventualmente menos simples, vou vivenciar de coração aberto os momentos, os passeios, as brincadeiras, a ternura, os abraços…mas também alguma birra que possa surgir ou as três noites pior dormidas que provavelmente me esperam.

Tudo faz parte das emoções da Vida…sejam elas mais doces e “pequeninas”, sejam elas mais intensas, dolorosas ou exigentes!

Bom fim-de-semana!🌞

ternura em duas rodas

Como sabemos, são muitas as características que as identificam. Na prática poderão ser fixas ou dobráveis, tradicionais, híbridas ou eléctricas, urbanas, de estrada ou de montanha, para adulto ou criança, duplas, de carga etc, etc., e materialmente poderão ser em alumínio, fibra de carbono, titânio ou de outros materiais mais ou menos nobres e/ou acessíveis.

Refiro-me obviamente às bicicletas, sendo que muito mais poderia dizer sobre este meio de deslocação neste Dia Mundial da Bicicleta. Mas não o vou fazer pois quero essecialmente falar de uma especial, pequenina, feita de arame e que não roda.

Esta bicicleta tem uma história curiosa; no final de 2021 estava eu a descer muito tranquilamente a Rua do Carmo em Lisboa e a pensar o que poderia comprar para oferecer ao companheiro da minha filha que fazia anos em breve quando, de repente, olho para o lado e vejo uma banqueta com várias pequenas bicicletas de arame. Logo tive a resposta que precisava, pois seria impossível encontrar lembrança mais adequada para alguém que é um grande apreciador de bicicletas.

Foi uma sensação estranha e quase arrepiante a de estar no sítio certo à hora certa. Apenas tinha que adquirir uma e agradecer aos anjinhos…aos gnomos… ao acaso…ou a quem de direito tão rápida resposta ao meu questionar.

Quem as fazia e vendia era um senhor já idoso, muito simples, alguém que certamente encontrou na manufactura destes ternurentos objectos um hobby e um modo de se expressar. E eventualmente também uma forma de complementar a sua reforma, apesar de as vender a um preço bastante baixo.

Adquiri uma para oferta, arrependendo-me horas depois de não ter comprado outra para mim pois, quanto mais a olhava mais a apreciava. Voltei ao mesmo local várias vezes, sempre na esperança de encontrar a dita banqueta ambulante….mas tal ainda não aconteceu, para grande pena minha. Restam-me estas imagens e a ternura que sinto sempre que a vejo em casa da minha filha.

Esta é uma bicicleta sui generis. Pequenina, frágil, leve, cheia de detalhes e um objecto que emana a ternura, o empenho, o jeito e a dedicação das mãos que lhe deram forma.

Gosto de bicicletas, mas delicia-me esta pequena bicicleta!

Entretanto, bicicletando ou não… desejo a todos um bom fim-de-semana!🍀