para amenizar o olhar…

Com nevoeiro ou céu azul, as gruas continuam ali impávidas e metálicas perturbando certamente muitos olhares. O meu, como já partilhei aqui, é um deles. Ponto final.

Porém…e porque há sempre um “porém” que inventamos para tentar amenizar as questões que tendem a perturbar-nos, apercebi-me há poucos dias que, quando o sol se encontra a oeste – portanto na parte da tarde – as quatro gruas-gigantes que se intrometeram no meu olhar ficam mais “simpáticas” pois adquirem uma cabeça, um rosto e, vejam só, também uma boca aberta!

É então com um sorriso um pouco amarelo a rondar-me as emoções que nessa altura do dia eu consigo ver esta parte do porto de Lisboa invadida por quatro gigantes criaturas com pernas/corpo…um enorme pescoço e, na face, talvez um grito de desespero… talvez um sorriso….não sei. Na verdade, não percebo nada sobre as emoções de gruas gigantes!

Há um provérbio que diz ”se não consegues vencê-los junta-te a eles”. Eu não me irei aliar porque definitivamente não compreendo a sua localização nesta zona de Lisboa. Apenas tento coabitar…e nessa tarefa a imaginação pode ter muita, mas muita força.

Desejo um bom fim-de-semana!🤗