a imaginação de Rich McCor

 

 

Rich McCor, a.k.a., Paperboyo, é um fotógrafo e artista inglês, muito jovem, que gosta de transformar as imagens, tanto as mais banais como as que guardamos de certos lugares-ícone, acrescentando-lhes recortes de papel em pontos estratégicos.

A ideia é de uma enorme simplicidade, certamente diferente da parte técnica que exigirá algum trabalho desde a concepção até à realização da foto final. Porém, produz um efeito interessante, envolvente e que nos faz sorrir, porque nos transporta de imediato para outra dimensão, para outros lugares e permite um novo olhar sobre o mundo, objectos e situações.

Deixo algumas imagens das suas aventuras fotográficas, assim como o link para a sua página no Instagram, espaço cheio de surpresas e o mais indicado para perceber a amplitude da sua imaginação.

 

 

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Taking to the slopes in Val D'Isere, Rich placed a spray can next to a cloud - with mesmerising results

 

Thanks to a cut out of a snail, London's unusually-shaped City Hall has been transformed into a mollusc 

 

Existe muita informação disponível na Internet sobre este artista. Basta procurar!

 

 

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A criatividade de Los Carpinteros explodiu literalmente nas Carpintarias de São Lázaro.

Los Carpinteros são uma dupla de artistas cubanos – Marco António Castillo Valdés (1971) e Dagoberto Rodriguez Sánchez (1969) – que trabalham há alguns anos em conjunto e que foram recentemente convidados a expor uma das suas obras no interior de um edifício localizado perto da Praça do Martim Moniz, no centro de Lisboa, denominado Carpintarias de São Lázaro.

Como o nome indica, este espaço já esteve associado à indústria da madeira. Está inserido num edifício que ostenta uma fachada Arte Déco e as carpintarias encerraram nos anos noventa após um incêndio. Recentemente, por concurso público, foram cedidas à Associação Cultural Carpintarias de São Lázaro, a fim de lhes dar novo uso, uma nova vida, e aí desenvolver um centro artístico multifacetado e abrangente.

Show room foi a instalação escolhida para a inauguração e ocupa apenas uma parte desse enorme espaço ainda em bruto. Simula uma paragem no tempo durante uma explosão e os seus efeitos no interior de uma casa. A visão que nos proporciona, vale pelo impacto, pela surpresa e pelos pormenores que não foram descurados. Ali, não estão em causa aspectos estéticos ou a busca de beleza, mas sim uma exploração dos limites da criatividade e da imaginação.

O seu dinamismo está na ausência de movimento. Tudo se move sem nada mexer. Transmite-nos ainda a ideia de destruição, mas é do caos que pode sair algo de novo. Por isso, sugere a entrada de algo, quiçá de novas ideias ou energias, mas igualmente a abertura e a descoberta de novos caminhos, certamente todos aqueles que as renovadas Carpintarias de São Lázaro pretendem trilhar no âmbito da criação artística. E depois partilhá-los com a cidade, aumentando o seu crescente dinamismo e oferta cultural.

Esta primeira exposição estará patente até ao próximo dia 31 de Abril.

 

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uma família de artistas

 

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Imaginem uma família de artistas em que o pai, as três filhas e os dois filhos têm como como foco principal a aguarela, uma difícil técnica que todos exploraram de diferentes formas e estilos.

O pai, Alfredo Roque Gameiro (1864-1935), foi um dos mais importantes aguarelistas portugueses, integrando e ensinando desde cedo esta técnica a seus filhos, Raquel, Manuel, Helena, Maria Emília (Mámia) e Ruy.

Segundo ele, a aguarela deveria ser elaborada in loco perante o modelo/paisagem, princípio que ensinou aos filhos e sempre vigorou na família. Seguindo essa linha de pensamento, retratavam-se entre si nas mais diversas situações, mas também no meio da natureza que muito apreciavam. Os passeios e os convívios eram sempre um bom momento para partilharem o gosto pela pintura.

Ministraram cursos de aguarela que eram muito frequentados. Com o tempo, outras áreas artísticas foram exploradas por alguns dos filhos. Foi o caso de Ruy, que veio a dar preferência à escultura, carreira que foi reconhecida na época apesar do seu falecimento precoce. Já a filha Mámia explorou o guache e o óleo. Também os genros que se juntaram à família, se dedicaram inicialmente à pintura com aguarela. É o caso do marido de Helena, o multifacetado Leitão de Barros, que começou pela pintura mas ficou mais conhecido como realizador de cinema; e o marido de Mámia, o artista plástico Jaime Martins Barata, cujo caminho se centrou especialmente no desenho de selos, moedas, ilustrações e pinturas de grande dimensão.

Na passagem do séc. XIX para o séc. XX, a família, que até aí vivia em Lisboa, mudou-se para a zona da Amadora, porque naquela área o horizonte estava longe e permitia ver amplas paisagens, algo que hoje é inconcebível quando pensamos nessa cidade. Foram para um edifício projectado de raiz pelo próprio artista e mais tarde complementado por Raul Lino. Actualmente, a Casa Roque Gameiro está classificada como Monumento de Interesse Público e é um centro de exposições e eventos culturais.

A vida desta família assim como as suas tendências artísticas estão muito bem apresentadas numa exposição que pode ser vista no Centro Cultural de Cascais até ao próximo dia 22 de Março. Vale a pena apreciar a qualidade das obras expostas, especialmente das aguarelas realizadas por Alfredo Roque Gameiro.

Surgindo a oportunidade de aliar esta exposição com um passeio pela vila de Cascais, torna o objectivo ainda mais agradável!

 

 

Imagem retirada de http://www.cm-cascais.pt/evento/exposicao-roque-gameiro-uma-familia-de-artistas

 

 

pelos detalhes da moda

 

Por natureza sou curiosa, gostando muito de saber como se utilizam certos materiais ou se produzem determinados objectos. Sempre que possível tento convictamente contrariar a actual tendência do olhar “rápido e superficial”, porque considero que a compreensão do que nos rodeia só fica completa se o pormenor não for esquecido.

É no âmbito dessa curiosidade que surge este post, mas igualmente por oposição a outro já publicado em que foquei aspectos da moda que, pessoalmente, considero inestéticos e desagradáveis. Hoje, a ideia é mostrar aquele lado que se alimenta da elegância, da criatividade e do detalhe, sendo possível ver cada peça de vestuário como uma obra de arte. Refiro-me ao mundo da alta-costura, que encaro como criações artísticas e cujo lado utilitário não é importante… porque, na verdade, penso que nem a criatividade nem uma obra de arte necessitam de ser “úteis”.

Seguem-se alguns vídeos surpreendentes sobre a elaboração de peças criadas por estilistas e ateliers diferentes. Vale a pena vê-los com atenção, gostemos ou não do resultado final, e apreciar o trabalho dos profissionais que estão para além do criador, do manequim e da passerelle.

Este é um mundo que passa ao lado da maioria de nós mas, estou certa, que após a visualização destes pequenos filmes, o olhar ficará mais atento e sensibilizado para algo que existe, apesar de encarado por muitos como supérfluo.

 

Preparação da colecção Outono -Inverno 2015/16 – Casa Dior

 

Preparação da colecção Outono -Inverno 2015/16 – Casa Chanel

 

Preparação da colecção Outono -Inverno 2015/16 – Schiaparelli

 

Preparação da colecção Outono/Inverno 2015/16 – Mischka Aoki

 

tecnologia

 

A imaginação humana não tem limites. E quando essa imaginação se alia às tecnologicas existentes, os resultados podem ser surpreendentes.

As três obras/instalações mostradas nestes curtos vídeos são da autoria da teamLab, um colectivo multidisciplinar sediado em Tóquio e formado em 2001. Junta artistas, programadores, engenheiros, arquitectos, designers, matemáticos, etc. que, em conjunto, produzem obras no campo digital, fazendo a simbiose entre a arte, a criatividade, a ciência e a tecnologia. Este conjunto é apenas uma pequena amostra dos muitos trabalhos que essa equipa tem criado.

Porque gosto de “viajar” neste tipo de instalações, hoje partilho uma dessas incursões. Não é ao vivo…mas a imaginação tem muito poder!