de regresso… III

 

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Voltando ao tempo de férias…

No segundo post publicado com este título centrei-me numa área mais específica do meu país, o nordeste transmontano. Hoje vou alargar este olhar português até à costa atlântica e partilhar alguns lugares com história que resistiram ao tempo, lugares com passado, presente e desejo de futuro. Alguns foram agora apreciados pela primeira vez e outros revisitados com prazer.

 

Partindo do passado…

…com o selo de um tempo bem longínquo (30 000 a 10 000 aC), continua bem gravado numa pedra de xisto perto do rio Douro o Cavalo Paleolítico de Mazouco (Freixo de Espada à Cinta), sendo a primeira gravura ao ar livre descoberta na região do Douro-Vale do Côa. Com ela iniciei este post e com ela sigo, detalhando melhor a sua textura;

 

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…a cultura castreja (séc. VIII a séc. I aC) deixou marcas em muitos lugares do Noroeste da Península Ibérica, sendo a Cividade do Terroso (Póvoa do Varzim) o que resta de um desses importantes povoado. Como muitos outros castros que existiram no nosso território, também este não resistiu às investidas romanas, sendo incorporado nesse império;

 

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…a civilização romana (Séc. I aC a séc.IV dC) deixou muitas marcas nos territórios conquistados. Em Portugal, a ponte romana de Gimonde, perto de Bragança, é apenas um desses exemplos;

 

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…foram muitos os povos que invadiram a Península Ibérica, mas foi a invasão muçulmana (séc. VIII ao séc. XII dC) que levou a uma estratégia de reconquista dos territórios perdidos. Daí o empenho em reforçar as defesas com castelos e fortalezas capazes de dar protecção aos habitantes. O Castelo de Pinhel com as suas torres e uma cerca que envolve a antiga vila é apenas uma dessas estruturas. As marcas de pedreiro inscritas em muitas das suas pedras humanizam de certa forma as suas muralhas.

 

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…o crescente poder da Igreja levou ao aparecimento de construções austeras, também com a função de apoio aos cruzados e peregrinos. O chamado estilo românico proliferou em Portugal, sendo o Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro (Felgueiras) um desses exemplos. Este monumento está inserido na chamada Rota do Românico.

 

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… Dentro do mesmo estilo mas ainda com forte influência islâmica, a Igreja/mosteiro de Castro de Avelãs (Bragança) é um dos poucos exemplos dessa mistura no nosso país;

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…mais tarde, no início do séc. XVI, o estilo manuelino, também denominado de gótico tardio, mistura o gosto estético que proliferava na Europa com elementos decorativos associados aos descobrimentos portugueses. Encontramos essa junção de detalhes na Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta, em que se penetra para um interior com algumas características góticas por um portal nitidamente manuelino;

 

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…avançando no tempo, os solares brasonados construídos maioritariamente entre os séculos XVII e XIX estiveram no nosso trajecto em muitos lugares. Eles são a imagem de uma época de afirmação económica de uma classe em ascensão. Muitos estão ainda bem conservados, mas outros não resistiram às vicissitudes do tempo e da sociedade, estando ao abandono;

 

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…se qualquer aqueduto é uma construção para admirar por toda a engenharia que requer, o Aqueduto de Vila do Conde merece uma referência. Foi no princípio do século XVIII,  quase cem anos após o inicio da sua construção e de muitas contrariedades pelo meio, que os seus quase mil arcos de volta perfeita transportaram pela primeira vez e por alguns quilómetros água até ao Mosteiro de Santa Clara, localizado naquela cidade. Ainda no final desse século, uma forte tempestade destruiu uma parte da estrutura;

 

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…apesar de estar longe do séc. XIX em que viveu, o escritor Camilo Castelo Branco continua presente num recanto da cidade de Pinhel. A obra é da autoria do escultor Eugénio de Macedo e foi erigida no âmbito dos 150 anos da edição do livro O Bem e o Mal.

Foi um prazer estar a seu lado e, sem falar bem nem mal, com ele manter um silencioso diálogo sobre este século XXI…

 

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…mas esta viagem termina com um olhar para o futuro e com uma experiência que a nossa idade e certamente outros interesses ainda não permitira: percorrer em realidade virtual várias épocas da vivência do Parque de Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar).

Esse momento foi possível no final da visita ao Pedras Experience, um interessantíssimo museu inaugurado em meados de 2018 e que nos dá a conhecer a história da água gasosa natural Pedras Salgadas.

 

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De histórias se faz o tempo. Todos os dias.

Hoje foi o momento de partilhar um pouco da história e alguns sentires nascidos em vários lugares do norte do meu país.

Momentos que ficaram na história destas férias!

 

 

 

 

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de regresso… II

 

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Portugal é um pequeno país em área, mas grande na diversidade que agrega e que oferece ao nosso olhar. É um pouco dessa variedade que pretendo partilhar convosco neste segundo post sobre o recente período de férias vivido e que já foi anteriormente abordado de uma forma muito genérica.

A maioria desses dias foram passados em Trás-os Montes e Alto Douro, naquele território quente e agreste que forma o nordeste português. Apesar do calor e das esperadas curvas das estradas nacionais dessa região, algumas memórias precisavam de ser reavivadas e novos lugares conhecidos. Não sendo fácil, era o que queríamos e assim o fizemos.

Cada lugar tem uma orografia própria, uma textura de “pele” e detalhes que o personalizam. É esse olhar que hoje gostaria de partilhar sobre esta região de Portugal, território de montes e vales, de rios e escarpas, de uma vegetação muito própria e de dois Parques Naturais, o do Douro Internacional e o de Montesinho, espaços que têm sabido manter as suas características e personalidade.

O rio Douro, que marca a sul este território e a leste faz fronteira com Espanha, esteve presente em diversos momentos no nosso olhar, mas não ladeado dos socalcos e dos vinhedos que tanto o caracterizam em certas áreas e que lhe permitiram obter o título de Património Mundial da Unesco. Nesta região as vinhas aparecem como parte de uma manta de xadrez e riscas, como uma parte da decoração da paisagem. O que realmente  predomina são as oliveiras e as amendoeiras, numa harmonia de verdes diferenciados que pontuam encostas suaves ou em socalcos.

 

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É em Barca de Alva, onde descansam cruzeiros-hotel que percorrem o rio Douro, que esta linha de água nos começa a separar de Espanha. Adquire então o nome de Douro Internacional, titulo que empresta ao Parque Natural que atravessa. No outro lado da fronteira este espaço preservado toma o nome de Parque Natural de Arribes del Duero

O rio separa os dois países, mas Espanha está ali tão perto. Na paisagem de um qualquer miradouro dos muitos que observam esta região, basta estender um braço e o rio quase é nosso. Como uma linha. Como um abraço.

Nessa fronteira leste, as arribas são mais mais altas e sinuosas, mais agrestes e intranquilas. Mas o Douro não se importa e segue o seu rumo. Na paisagem destaca-se um penedo, sendo Durão o seu nome. Um ex-libris da região, bem protegido pelas aves de rapinas que o sobrevoam e que as imagens não pretendem hoje mostrar.

 

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A um miradouro, segue-se outro. E outro mais. Sempre com aquela linha de água azul esverdeada a serpentear entre montes.

 

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Deixemos o rio Douro em paz e voltemos o olhar mais para oeste, para o interior daquela terra quente transmontana onde correm outros rios, como o Tua e o Sabor. O segundo deteve até há poucos anos o titulo de “último rio selvagem de Portugal”. Mas as barragens domaram os seus ímpetos porque outros valores “mais altos” se levantaram.

Hoje, mais tranquilizado, o Sabor deu lugar a uma sequência de “lagos” que marcam uma paisagem ainda desconhecidos para muitos.

 

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Já o rio Tua, um pouco mais a oeste, ainda oferece recantos maravilhosos e de paz em pleno Verão.

 

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Seguimos depois para norte e para o já mencionado Parque Natural de Montesinho, terra pouco povoada e ainda habitada pelo lobo, o que revela a sua natureza mais selvagem. Os montes ondeiam no horizonte e as curvas na estrada são presença constante. Mas a vegetação mudou e agora são os carvalhos e os castanheiros  que aconchegam a paisagem. Estes últimos, individualizados e imponentes ou formando soutos são presença no nosso olhar, assim como várias espécies de pinheiros (?) o faz noutros recantos.

 

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Aqui, numa região oficialmente preservada, são as espécies autóctones que predominam. A seu lado, também a actividade agrícola se desenrola em lugares próximos da presença humana, seja nas hortas que todos possuem, seja nos campos com cereais maduros, dourados e prontos a serem colhidos.

 

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Se a paisagem faz a textura de uma região, outros detalhes são o complemento que a consolida. Encontramos muitos, imensos, mas o post já vai longo e o objectivo é essencialmente um olhar aéreo sobre esta parte de Portugal.

Contudo, não resisto a partilhar alguns aspectos que o olhar guardou e que são uma parte importante da textura da paisagem, como os telhados vermelhos no xadrez caótico mas cheio de personalidade de muitas vilas; as casas em pedra e xisto que continuam a resistir aos tempo; ou ainda as flores, que aqui, ali e além pontuaram o nosso olhar de cor e de prazer.

 

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E é assim, com cor, que termino por hoje. Mas regressarei em breve, com outros olhares e mais lugares!

 

 

Mapa retirado de https://www.google.pt/maps/@40.3483617,-6.0232678,6.14z

 

 

 

de regresso…

 

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…começo por agradecer a todos os que apreciaram o meu ultimo post e nele deixaram de uma forma mais ou menos objectiva o desejo de umas boas férias. Neste momento já não tem sentido responder individualmente a esses comentários, pelo que o faço colectivamente, agradecendo a vossa gentileza.

Para cada um de nós, e dependendo de várias situações, o termo “boas férias” terá uma leitura diferente. Ele é suficientemente ecléctico para, em termos práticos e entre inúmeras possibilidades significar uma viagem pelo mundo…..o prazer em percorrer uma região do país fora da rapidez e da “efemeridade” das auto-estradas…. ou apenas ficar num mesmo lugar a descansar e a usufruir de um tempo de tranquilidade mais ou menos absoluto. E férias pode ser simplesmente o quebrar das habituais rotinas.

No momento em que escrevo estas linhas, reservo-me ao prazer de ainda estar em férias, mas agora em casa. O tempo anterior foi de estrada, de quase dois mil quilómetros partilhados com o meu companheiro, de muitos lugares novos e outros revisitados, de descobertas, de surpresas… e de muita, muita natureza!

A decisão de nada publicar durante duas semanas foi uma premissa que impus a mim própria. Porque não queria o computador no meu olhar nem o blog na minha mente. Como um “filho”, um blog acaba por nos absorver e por capitalizar muita da nossa energia. Queria liberdade de tempo e de compromissos. E foi com esse espírito que parti para férias.

Contudo…

… tal como um filho se aloja na alma, na pele e é uma parte de nós para toda a vida, também o blog se “entranha” nos nossos sentidos, olhar, pensamentos, etc. E assim, naturalmente e sem avisar, ele apareceu sorrateiro associado a uma imagem, a um momento ou lugar, a um detalhe ou sensação.

E com ternura voltei discretamente a este meu espaço em vários momentos, como exemplificarei de seguida.

Assim…

…recordei a natureza artista quando o olhar se cruzou com a expressiva árvore da imagem com que iniciei este post ou ainda com o tronco da fotografia abaixo, ambas captadas no Parque La Salette em Oliveira de Azeméis;

 

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…em vários momentos os passadiços de madeira guiaram-nos por trajectos  ambientalmente mais sensíveis. Com eles eu viajei pela natureza mas igualmente até ao blog, seja aos posts já publicados sobre essas estruturas, seja ao conteúdo que futuramente partilharei sobre outros locais onde estão implantados;

 

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…nas terras quentes de Trás-os-Montes recordei os afectos primaveris ao encontrar este casal de percevejos (Pyrrhocoris apterus, Linnaeus, 1758 ), que indiferentes à agreste envolvente continuavam a sua actividade reprodutora ou, quiçá… talvez partilhassem apenas um afecto veranil!

 

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…foi na periferia da albufeira da Barragem do Azibo (Bragança), que encontrei o lilás de lisboa, não em flores de jacarandá mas nos  vários arbustos de alfazemas que ali espalhavam a sua cor e odor;

 

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…também o humor dos dias esteve no meu sentir e pensamento através das mudanças imprevistas da meteorologia, seja no sol aberto e calor difícil, no fresco desejado, numa inesperada trovoada, na efémera chuva ou no irrequieto vento. Tudo a natureza nos ofereceu!

 

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…este belíssimo castanheiro descoberto num recanto do Parque Nacional de Montesinho trouxe à minha memória o post sobre a árvore europeia do ano. Esta árvore nunca terá certamente esse título, mas proporcionou um encontro cheio de boa e centenária energia!

 

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…e na cidade  de Pinhel, no distrito da Guarda, encontrei o galo do meu cata-vento pousado no cimo da torre de uma Igreja. E sinceramente…pareceu-me tranquilo e bastante feliz!

 

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O que significa tudo isto?

Apenas que não somos estanques e que dentro de nós tudo se relaciona. Essencialmente, este blog sou eu, o meu olhar, o meu sentir e o meu pensar. Como tal, ir sem ele para férias é impossível…porque em muitos momentos ele me apareceu com um sorridente “olá! Talvez as férias tenham sido apenas do computador!!

Por último…

…como sucedeu em anos anteriores, farei outros posts partilhando locais e detalhes destes dias de viagem. Sem tempo nem pressa…porque o tempo ainda é de férias!!

 

(E calmamente também começarei a acompanhar as vossas publicações!)

 

 

 

dino parque

 

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A minha vertente mais céptica não põe minimamente em causa as descobertas e as certezas científicas sobre a presença de dinossauros neste planeta, mas creio que a imaginação humana tem uma significativa quota parte no que se refere a certos detalhes morfológicos como o aspecto e a cor que esses curiosos animais teriam. Contudo, essa minha dúvida não obsta a que aconselhe vivamente um passeio à zona da Lourinhã, vila localizada no extremo NW do distrito de Lisboa e ao Dino Parque que se situa na periferia daquela localidade.

Muito recentemente, junta-mo-nos sete adultos da família, sendo a presença infantil limitada à parcela de criança que todos guardamos dentro de nós e que em determinadas situações rapidamente vem ao de cima e se manifesta. Éramos  portanto sete adultos-crianças que naquele dia primaveril aprenderam alguma coisa mais, partilharam um piquenique e tiveram um dia bem passado pelos meandros da história deste nosso planeta.

Este parque temático possui cinco percursos que abrangem vários períodos geológicos da terra e as espécies que neles habitaram: o primeiro percorre o Paleozóico, que ocorreu há uns “meros” 500 e tal milhões de anos (Ma); o segundo, terceiro e quarto percorrem as três eras do Mesozóico, respectivamente o Triásico (250 a 210 Ma),  o nosso conhecido Jurássico (210 a 140 Ma)  e o Cretácico (140 a 65 Ma); e o quinto percurso, inaugurado recentemente, é dedicado unicamente aos monstros marinhos.

A maioria dos trajectos está muito bem conseguida pela simbiose entre os dez hectares de pinhal que o parque ocupa e os animais presentes. Possui detalhes engraçados e muito bem conseguidos, assim como uma sinalética perfeita e rica em informação. Os modelos, construídos à escala real a partir dos dados existentes, estão no geral  bem concebidos e todos revelam expressividade suficiente para nos levarem àqueles remotos tempos e até a sentirmos a sua vibração.

Por tudo isto, se têm crianças na família ou se ainda guardam a vossa curiosidade de criança, aconselho uma visita a este espaço, pois estou certa que o irão apreciar.

Como imagens, partilho apenas a inicial que mostra um aspecto do portal de acesso ao recinto e este detalhe que se segue, bem mais humano e emocional.

 

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As surpresas estão lá dentro e revelar mais imagens seria quebrar esse efeito.

Saliento ainda que a Lourinhã, para além de ser a área de Portugal onde existem mais vestígios de dinossauros, está inserida numa região com muitos locais de interesse e que merecem uma visita.

Por tudo isto, vale a pena o passeio!

 

 

 

 

quinta do pisão

 

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A Quinta do Pisão é um espaço de natureza integrado no Parque Natural Sintra-Cascais e gerido pelo município desta ultima vila.

Em 2016 mencionei-o num post a propósito da exposição Landart Cascais que nele se realiza anualmente e na qual são expostas ao ar livre obras de vários artistas convidados.

Este ano voltei a ele, pela primeira vez fora do contesto desse evento que normalmente se realiza entre a Primavera e o Verão, ou seja, numa época de maior calor e secura. Visitado agora em pleno Inverno e após uns dias de chuva, ofereceu uma paisagem exuberante e muito verde. Fomos igualmente surpreendidos com a recuperação de espaços degradados, um dos quais adaptado a centro de interpretação.

Este espaço rural tem ainda uma horta biológica com venda directa ao público e muitas outras actividades educativas e de lazer.

Para terminar, é importante dizer que possui vários percursos interpretativos que proporcionam um belíssimo e bucólico passeio, como revelam as imagens que se seguem.

 

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o humor dos dias

 

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Limpo
alaranjado
cinzento
ou chuvoso,
o dia acorda
lento
e silencioso.

No ar,
uma energia
que gosto de acompanhar,
com o corpo
e o olhar
num calmo respirar.

Então…

…no meu trajecto diário
e matinal
pelas margens da capital,
em vários dias parei
naquele lugar,
a fim de fotografar
a poesia
a energia
e o humor de cada dia.

Seis dias…seis imagens…

Em cada uma
um sentir
único e pessoal,
talvez alimento visual
para o humor do meu dia!

 

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Imagens captadas em Lisboa perto das oito horas da manhã, nos dias 28, 29, 30  e 31 de Janeiro e a 1 e 4 de Fevereiro, de um ponto localizado entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém.

 

(Dulce Delgado, Fevereiro 2019)