a árvore do ano

 

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A maioria das árvores são importantes para o equilíbrio ambiental. Algumas porém são especiais, tendo em conta a sua idade, porte, localização ou história, requerendo por isso atenção redobrada.

Este post é uma espécie de alerta para esse grupo de seres vivos, uma vez que permite que possamos contribuir de uma forma simples para a sua preservação e cuidado. Como? Participando na votação para a Árvore Europeia do Ano (Tree of the Year – Europe), eleição que está a decorrer até ao próximo dia 28 de Fevereiro.

Como é referido no site deste evento, esta votação tem permitido todos os anos consciencializar muitos milhares de pessoas para a natureza, focando a atenção de treze países e de treze comunidades locais para uma causa, neste caso focada na protecção de treze árvores que fazem parte da sua herança natural.

Não se pretende escolher a árvore mais bonita, mas a árvore com a história mais marcante. São portanto treze histórias da natureza que estão a concurso, sendo certo que a do nosso Sobreiro assobiador, o escolhido por Portugal e que vive em Águas de Moura no Alentejo, é uma das mais interessantes. Além de estarmos perante uma magnífica árvore!

Este concurso  tem o patrocínio da Comissão Europeia e é organizado pela Environmental Partnership Association, entidade que engloba seis países (Bulgária, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia), todos apoiantes de projectos comunitários locais com o objectivo de proteger o ambiente e de lhes dar melhores meios. Nos últimos vinte anos, esta associação cedeu 10 milhões de euros de financiamento para variados fins.

Por tudo isto e porque as árvores merecem toda a nossa atenção, não custa nada colaborarmos!

 

 

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fim-de-semana

 

dormir

 

A necessidade de sustento leva-nos a manter um trabalho/profissão e, de uma forma geral, a levantar bastante cedo todos os dias.

O corpo habitua-se a essa rotina, sendo o “imposto” ciclo biológico cumprido com mais ou menos vontade quando o despertador indica que chegou a hora. Para que esse momento seja menos agressivo e mais suave, muitas vezes é o nosso corpo/cérebro já programado que dá ordem para sairmos do sono profundo alguns minutos ou segundos antes do despertador tocar, sendo então esse acordar um pouco mais tranquilo.

Ao fim-de-semana o processo é um pouco diferente. Não há despertador…mas há programador, pelo que inúmeras vezes acordamos à hora habitual. Um primeiro pensamento diz-nos “tenho de me levantar”, mas o seguinte, bem mais lúcido, informa-nos “não…é fim-de-semana…não tenho de me levantar!”

Nesse instante, vivenciamos um dos mais agradáveis e reconfortantes sentimentos do nosso dia-a-dia: perceber que podemos ficar na cama, virar para o outro lado e continuar a dormir pelo tempo que quisermos, seja ele muito ou pouco. E, melhor ainda… é perceber isto quando se ouve a chuva a cair lá fora!

Por ser “sentido na pele” e surgir naturalmente na nossa vida de rotinas, talvez este seja um dos momentos que melhor nos permite sentir gratidão e apreciar o prazer de ter um aconchego… uma cama… uma casa… e até um emprego!

 

 

 

isaac cordal

 

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A arte urbana é uma área artística extremamente abrangente e difícil, seja pelas dimensões pouco comuns das obras, pela sua localização, ou ainda pelas dificuldades logísticas necessárias à sua realização. Além disso, sendo a criatividade dos street artists versátil e imprevisível, permite o constante aparecimento de obras bastante invulgares.

É o olhar de um desses artista que hoje quero partilhar convosco. Descobri-o recentemente numa passagem por Estarreja, urbe do concelho de Aveiro que realizou este ano o segundo festival ESTAU – Estarreja Arte Urbana. Contudo, foi no primeiro realizado em 2016, que Isaac Cordal (Espanha,1974) deixou a sua mensagem nos locais mais inusitados da cidade.

Cement Eclipses é o título da série de pequenas figuras que coloca em locais estratégicos, sempre com o intuito de alertar para comportamentos da nossa sociedade. Uma visita ao site do autor permite ter uma ideia geral da mensagem que ele pretende divulgar  quando coloca as suas figuras, solitárias ou em grupo, interagindo em ambientes e situações muito variadas.

Em Estarreja, estes pequenos homens solitários estão colocados em cabos eléctricos ou de comunicações, desníveis das paredes, esquinas ou noutros recantos menos visíveis. É um tipo de intervenção bastante singular, pelo jogo que se cria entre a diminuta dimensão das figuras e a grande expressividade que revelam. Diria mesmo que encontrá-los, é um encontro de nós com nós próprios, com os habitantes desconhecidos das cidades e com a solidão e a tristeza que habita muitas vidas.

A pequenez das figuras não impede a percepção da mensagem, desde que as encontremos. Isto implica uma espécie de jogo de descoberta pelas ruas, sendo certo que sem o folheto editado sobre este festival, essa busca seria bastante difícil.

Para melhor exemplificar o que escrevi, a imagem que se segue ajuda a perceber a verdadeira dimensão e a localização da pequena figura com que iniciei este post.

 

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Seguem-se as imagens de outras igualmente encontradas:

 

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Porque considero o trabalho de Isaac Cordal inovador e pouco comum, fica aqui o meu contributo para a sua divulgação.

Gostaria ainda de acrescentar que os dois festivais já realizados nesta cidade deram origem a um interessante conjunto de pinturas murais merecedoras de uma visita.

 

 

poema ao novo tempo

 

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Quero um poema
puro
simples
e humano,
para receber o Novo Ano.

Quero-o límpido
diáfano
de luz,
doce de sentir
e fácil de espalhar,
com o meu
o teu
e o nosso olhar.

E com ele sermos faróis
fontes de luz
e de paz,
capazes de iluminar
as névoas que sempre
pairam
neste imenso habitar.

Não,
não é utopia,
apenas um desejo
semente
a receber um novo tempo,
para cultivar com amor
regar
e cuidar em cada dia!

 

Que 2018 revele o que profundamente desejam para vós e para o mundo!

 

 

(Dulce Delgado… no último dia de Dezembro de 2017!)

 

 

 

 

feliz natal!

 

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Esta bola de Natal que me ofereceram recentemente é curiosa, pois a ideia que lhe está subjacente é muito interessante e estimula a imaginação.

Sendo uma esfera transparente que se abre ao meio, tudo permite colocar no seu interior, dependendo apenas da criatividade de cada um. É suficientemente versátil para guardar objectos decorativos associados a esta época, mas igualmente doçuras, pequenos brinquedos, fragmentos da natureza, etc, etc.

Contudo, no momento de a pendurar na árvore, optei por nela guardar algo invisível, transparente e luminoso. Não é uma ideia…nem um sonho em espera…mas apenas um desejo simples e adequado a estes dias do ano:

…que seja uma época vivida em paz, com saúde, ternura, verdade, tolerância e solidariedade;

…que a esperança e a atitude sejam mantidas, apesar das dificuldades da vida;

…que cultivemos com empenho aquele desejo de sermos um pouco melhores porque, se todos o tentarmos, será um passo positivo no nosso caminho individual…

…e talvez melhoremos a energia desta esfera gigante e por vezes tão pouco transparente que habitamos!

 

Um doce e Feliz Natal para todos os meus leitores!

 

 

 

 

ontem…hoje…amanhã

 

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Na humanidade, sempre houve e haverá migrações voluntárias em busca de melhores condições de vida; já as migrações forçadas continuam a acontecer porque a intolerância é uma realidade e, para sobreviver, alguns povos fogem e deixam tudo para trás. Um dos casos mais recentes é o do povo Rohingya, em fuga de uma Birmânia que os considera apátridas e não os aceita, o que se revela como um dramático exemplo de falta de solidariedade humana.

Apesar da solidariedade e do respeito existirem sob diversas formas, não são suficientemente fortes para evitar o aparecimento da intolerância e do extremismo quando estão em causa opções religiosas, realidade que leva uma parte da humanidade ao maior absurdo: fazer da religião uma fonte de conflito. Embora a Essência seja semelhante, são muitos os que se agarram a nomes e conceitos, valorizando a forma de olhar em detrimento do Essencial, da Luz, do Divino, do que lhe queiramos chamar. E, em nome desse olhar são capazes de acusar, impor, negar ajuda, perseguir, expulsar, torturar, violar ou matar.

Pensando no dia de hoje, neste “dia-ponte” que nasceu aconchegado entre aquele que nos relembrou o fenómeno das migrações (18 de Dezembro), e o de amanhã, que alertará para a importância de ser solidário (20 de Dezembro)…

…um dia que, naturalmente, nos coloca entre duas realidades que se interligam…

…que bom seria se na humanidade nascesse também um “espírito-ponte” com o dom de harmonizar e de fomentar a paz ou, simplesmente, de ser um “fiel de balança” capaz de equilibrar conceitos, espalhar a tolerância e de construir pontes entre pessoas, princípios e pensamentos. Respeitando todos, não obstante a fé e as opções de cada um.

 

E assim, neste íntimo viver dos dias e do calendário, permite-me a imaginação um verdadeiro espírito natalício!

 

 

 

Imagem retirada de  https://news.sky.com/story/pimp-says-rohingya-plight-good-for-business-11124977

 

 

presépio de emoções

 

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Regressou o presépio à luz do dia, numa espécie de ritual anual de preservação de memórias. As diferenças surgidas durante a sua montagem estarão certamente associadas a questões estéticas, porque a carga emocional presente renova-se em cada ano nos dias 1 ou 8 de Dezembro. Porém, muito mais do que o significado religioso de um presépio, na minha vida ele é essencialmente um recordar de pessoas e momentos…

…com ele regressa a minha avó materna através das figuras de barro que ofereceu há cinquenta e muitos anos;

…regressa a minha mãe da sua viagem pelo tempo sem tempo, para me recordar a  genuína aptidão que tinha para presépio, construções que sempre fazia com musgo, montes, cavernas e um lago. O meu, é apenas uma versão muitíssimo simplificada dos seus!

…voltam os meus filhos-crianças, quando se divertiam a complementá-lo com bonecos que colocavam no meio das figuras tradicionais. Hoje, ainda mantenho uma ovelha em plástico dessa época;

…e regressamos nós, eu e o meu companheiro, a um dia de gestos que se repetem com alegria há mais de vinte anos….

Primeiro, fazendo um passeio matinal à Serra de Sintra em busca de musgo, incursão este ano envolta em frio, chuviscos e num denso manto de nevoeiro que deu uma magia especial ao momento; depois, passando a tarde a erigi-lo, começando por construir um monte e uma gruta que permita proteger aquele eterno recém-nascido do frio ou a encontrar a localização adequada para cada figura…porque as ovelhas , por exemplo, não se podem perder do seu pastor, e seria um triste Natal para o anjo se desse uma queda e partisse uma asa ou uma perna! Também a estrela, já meio desfeita, continua ano a ano a emanar uns ténues raios de luz sólida que orientam os Reis Magos…

Por fim, uma vela …

…a luz que ilumina e aquece aquele lugar, que aquece o nosso olhar e todas estas memórias e, principalmente, que agradece mais um ano de vida e de saúde concedido a esta família!