no céu…

 

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…aviões de giz
riscam aleatoriamente o azul dos dias,
por rotas que a mente desconhece
mas o olhar aprecia!

Nessas linhas, é fácil imaginar histórias…

 

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Mãe, onde vamos?

 

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Não há duas sem três!

 

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Em breve estarei nas nuvens…

 

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Ponto de fuga…

 

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No céu também há curvas!

 

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Foge nuvem, foge!

 

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Uma estrada no céu…..terá portagens?

 

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A origem!

 

Com céu em tons de azul (ou em qualquer outro tom)… desejo um excelente fim-de-semana!

 

 

(Dulce Delgado, Março 2019)

 

 

 

 

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o sonho

 

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Em verde e azul
entra um poema no meu olhar…

No verde da terra
um barco,
sonhando um dia talvez navegar.

No azul do céu
uma nuvem,
branca
leve
e fluída…

Será esta nuvem…
…o sonho pairando no ar?

 

 

(Dulce Delgado, Janeiro 2019)

 

 

 

carícias ondulantes

 

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Rasga o barco a superfície do rio…

Na água, um arrepio
branco
de espuma
penetrante
e frio.

Mas em breve
surgirá novo sentir…

…porque as ondas
divergentes e ondulantes
nascidas desse frio,
são carícias que percorrem
a pele do rio…

…doce
e lentamente…

…até desaparecerem
no azul,
no meu olhar
e no vazio!

 

 

(Dulce Delgado, Agosto 2018)

 

 

 

pelo ar…

 

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Em voo
levada sou,
nas entranhas
de um ponto
viajante,
no azul
e no instante.

Aventuro o meu olhar…

…e pelo rarefeito ar
vejo que o mar
virou céu
com nuvens a decorar!

Enganou-se o meu olhar?
Será que o céu e o mar decidiram brincar?

E as nuvens…
… gostarão elas de estar
abaixo do humano olhar?

Talvez sim…
talvez não…

Mas,
melhor do que eu estarão
neste meu divagar,
nascido para passar o tempo
e sempre,
sempre pensar…
…que já falta pouco para aterrar!

 

 

(Dulce Delgado, Junho 2018)

 

 

 

 

linha do horizonte

 

A linha do horizonte
saiu do seu lugar,
e num enorme abraço azul
o céu entrou no mar
e o mar sentiu-se ar.

Liberta
e cansada de ser recta,
a linha rodopiou
e dançou,
num azul de encantar.

Depois de tanto bailar,
por instantes
parou,
talvez para pensar
que caminho à vida dar.

E foi com a resposta
na mente
que a linha desenhou,
segura e calmamente
um pássaro azul,
belo
e transparente,
que bateu asas
e voou!

 

(Dulce Delgado, Maio 2016)