pela areia

 

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Percorrer a beira-mar,
é afagar a fronteira entre a terra e o mar.

Caminho
de olhares que se cruzam,
de conversas
perdidas na maresia
e de memórias,
que contornam a maré cheia
e preenchem a vazia.

Deixa cada passo
uma marca na areia,
afagos
de humana energia
que suavemente se unem
sem medo de se tocar.

Marcas efémeras
que as ondas irão apagar,
e com elas levar
a doce energia
que no mar ficará
para sempre a flutuar!

 

 

(Dulce Delgado, Setembro 2017)

 

 

 

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olhar neblina

 

nebla

 

Atraente,
espreguiça-se a praia pela beira-mar
levando consigo o meu olhar.

E ele vai,
leve
livre
feliz
voando pelo ar
ou nas ondas a saltitar.

Ao longe,
encontra as neblinas
e com elas se envolve
num breve dançar.

Muito breve…

…depressa ele se esfuma
na magia do ar,
perdendo-se
na luz
na maresia
e no amar,
belo e com sabor a sal,
que une a areia e o infinito mar!

 

 

(Dulce Delgado, Agosto 2017)

 

 

pela beira-mar…

 

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À beira-mar, a areia, a luz do sol e o mar convivem numa harmoniosa parceria, dando origem a belíssimas “obras de arte” especialmente durante a maré vazia.
Um olhar mais atento encontra pinturas…desenhos…baixos-relevos…ou apenas simples detalhes que alimentam a imaginação em tempo de férias e de disponibilidade.

Pessoalmente deliciam-me esses momentos com cheiro a maresia!

 

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Agradeço o vosso olhar!

 

 

(Dulce Delgado, Julho 2017)

 

 

 

beira-mar

 

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A beira-mar oferece um manancial de formas, fragmentos e pormenores com linguagens atraentes. Gosto de os recolher, observar, eventualmente de os desenhar, devolvendo-os depois ao lugar de origem. Eu serei apenas uma paragem no seu percurso.

Pontualmente algumas permanecem mais tempo porque o olhar assim o pede. Ou ficam, para alimentar aquela ancestral faceta recolectora que nos caracteriza e que nos leva a guardar o útil e o inútil, o duradouro e o efêmero.

Em certa medida, essas formas que vivem à beira-mar são breves e transitórias porque estão em contínua transformação. Elas são alvo da erosão provocada pelo mar, mas igualmente pelo ar, sol e vento, elementos de uma natureza que gosto de ver como uma “eterna escultora” que todos os dias trabalha nestas suas obras e as altera… sem tempo e sem objectivo. Apenas porque é assim.