musgo…

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A natureza é pródiga em ocorrências cheias de beleza, mas quantas vezes invisíveis ao nosso olhar. É por isso que é tão importante estar atento, para explorar e apreciar o que ela nos oferece a todo o momento.

Vem isto a propósito do musgo que utilizei na elaboração do presépio deste ano. Um olhar mais cuidadoso permitiu-me ver estas elegantes, singelas e minúsculas estruturas, que contribuem certamente para a macieza que sentimos ao afagar uma planta desta tipo. Não resisti a tirar-lhe uma fotografia, obtendo este interessante detalhe…assim como não resisti à curiosidade de perceber um pouco melhor a sua elegante anatomia…

…os musgos pertencem ao grupo das briófitas, as primeiras plantas que evoluíram no ambiente terrestre. Não possuem vasos condutores de seiva e a água que necessitam é absorvida do ambiente, passando por osmose de célula em célula. Este lento processo justifica a sua pequena dimensão e a necessidade de um meio húmido para viverem.

No interior das pequenas cápsulas visíveis na imagem estão os minúsculos esporos que, quando maduros, são libertados. Ao caírem numa superfície húmida, desenvolvem-se, dando origem a novas plantas que têm uma componente masculina e outra feminina. Será a união dos seus gâmetas que dará origem a novos filamentos… a novas cápsulas… e a novos esporos. E assim sucessivamente!

Para complementar o que escrevi, deixo-vos um pequeno vídeo que resume muito bem este processo.