feliz natal!

 

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Esta bola de Natal que me ofereceram recentemente é curiosa, pois a ideia que lhe está subjacente é muito interessante e estimula a imaginação.

Sendo uma esfera transparente que se abre ao meio, tudo permite colocar no seu interior, dependendo apenas da criatividade de cada um. É suficientemente versátil para guardar objectos decorativos associados a esta época, mas igualmente doçuras, pequenos brinquedos, fragmentos da natureza, etc, etc.

Contudo, no momento de a pendurar na árvore, optei por nela guardar algo invisível, transparente e luminoso. Não é uma ideia…nem um sonho em espera…mas apenas um desejo simples e adequado a estes dias do ano:

…que seja uma época vivida em paz, com saúde, ternura, verdade, tolerância e solidariedade;

…que a esperança e a atitude sejam mantidas, apesar das dificuldades da vida;

…que cultivemos com empenho aquele desejo de sermos um pouco melhores porque, se todos o tentarmos, será um passo positivo no nosso caminho individual…

…e talvez melhoremos a energia desta esfera gigante e por vezes tão pouco transparente que habitamos!

 

Um doce e Feliz Natal para todos os meus leitores!

 

 

 

 

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escolhas

 

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A vida é uma escolha
livre,
entre caminhos que se bifurcam
pessoas que nos tocam
opções que nos atraem
emoções que se negam
ou razões
que não se encontram.

Conscientes ou inseguros
seguimos por aqui
ou por ali,
acertando
errando
aprendendo
mas sempre tentando
e sempre escolhendo.

Difícil
é viver com a escolha errada,
ter coragem de o dizer
humildade para aceitar,
força para resolver
ou para seguir por outro lado!

 

 

(Dulce Delgado, Agosto 2017)

 

 

 

dúvida

 

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Entre o avançar e o retroceder, existe um ponto. De paragem, de dúvida.
Um lugar de reflexão, de ouvir a mente e  o coração.

Avançar, pode significar abertura, o novo, a aventura, o sair da zona de conforto. O enfrentar o medo e superá-lo. Ou não.
Retroceder, é excluir hipóteses, fechar, interiorizar. Fugir ao risco em favor do conforto e da contenção. Guardar o medo.

Ambos são caminhos possíveis e ambos estão certos. E tão difícil pode ser um, como pode ser o outro.

Por isso, deixemos o coração escolher!

 

 

balanço

 

A necessidade de fazer balanços e pontos de situação faz parte da condição humana, estando sempre no horizonte a possibilidade de proceder a ajustes ao caminho escolhido. Ou não seja a dúvida uma componente sempre presente na nossa racionalidade.

Dois meses após ter iniciado este blog, quando revejo os posts que nele inseri, uma parte de mim questiona-se relativamente ao caminho que estou a seguir, especialmente quando ouço ou leio diariamente notícias que me incomodam e revoltam. Ao viver num mundo como o nosso, onde se mata uma ou cinquenta pessoas apenas porque pensam e sentem de maneira diferente; onde milhares de outras continuam a fugir de países em guerra e muitos outros se recusam a ajudá-las; onde existem desigualdades gritantes a todos os níveis; onde falta a liberdade por questões religiosas e se cometem atrocidades em nome de um Deus; onde a guerra e as armas são um negócio em que a vida humana não tem valor; e onde, entre muito mais coisas que poderia apontar, crianças são vitimas de abusos sexuais ou crescem no corredor da morte à espera de atingir os 18 anos. Se a isto juntar o egoísmo desenfreado de alguns a nível económico e o mal que essa atitude tem trazido ao mundo…..por momentos dou comigo a questionar-me…. que sentido tem o meu blog, tal como o estou a construir? Que importância tem o “meu mundinho”, os meus poemas, os meus desenhos ou o que penso sobre determinado assunto, quando são tantas e tantas as realidades duras e cruéis que poderiam ser alvo de um comentário?

Se, em certos momentos, uma parte de mim tem sérias dúvidas…… no momento seguinte aparece o outro “eu”, aquele que constitui a minha vertente mais positiva a dizer que, se seguisse esse caminho mais sombrio e realista, pouco mais poderia acrescentar a estas “dores do mundo”, diariamente analisadas e comentadas por muitas pessoas bem mais especialistas do que eu. No entanto, o facto de até aqui não ter optado por certos assuntos, não quer dizer que não sinta revolta. De modo nenhum. Porém, ao seguir maioritariamente por essa via estaria a “remexer” em energias que nada constroem. E pouco acrescentaria às pessoas que me seguem ou que têm acompanhado o desenrolar dos posts, todas bem conscientes dos problemas do mundo e, provavelmente, até mais actuantes do que eu.

Ou seja, ao colocar numa balança estas duas vertentes… a que mais pesa, a que mais tem a ver comigo é, sem dúvida, a que alimenta a positividade, a que acredita nos pensamentos e nas energias positivas como forma de alterar e neutralizar o que de menos bom existe. O prato da balança que melhor me define é, seguramente, o que acredita que a pequena energia de cada um, se for orientada no bom sentido, pode contribuir para uma grande energia que ajude este mundo a se equilibrar e a melhorar. Talvez seja utópica…. ou talvez não!
E acredito que essa contribuição pode estar nos pequenos actos, nomeadamente no dar, partilhar, criar, construir, levar a um pensamento agradável, a um sorriso, mostrar outras perspectivas, alimentar a imaginação ou tocar alguém de uma forma diferente da habitual. No fundo aquilo que eu tenho tentado fazer neste dois meses de vida do blog.

Apesar das dúvidas, creio que será essa a via que vou essencialmente continuar a percorrer. Mas não posso nem quero impedir-me de, em determinado momento, seguir por outra mais realista ou negativa, porque algo me indignou especialmente. Porque em todos nós, há dias e dias.