crescimento

Tempo de tudo
e de nada,

de disponibilidade
e humildade

de procura
e abertura,

de sentir
e de agir,

de silêncio
e de palavras,

de gestos
e decisões,

de intenção
e de transformação,

Do novo e de não desistir!

(Poesia e desenho de Dulce Delgado, Fevereiro 2021)

nascimento

 

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O Vasco nasceu hoje para o mundo, para a família e para uns pais vibrantes de felicidade.
A chegada do meu primeiro neto despoletou uma infinidade de sentimentos que apenas as horas e os dias ajudarão a acalmar e a colocar no devido lugar. Agora as emoções ainda estão ao rubro.

Eu não senti no meu corpo as transformações desta gravidez nem os desconfortos do parto que o fez nascer. Apenas revivi tudo isso através da minha filha durante os últimos meses e senti a ansiedade natural das horas que hoje antecederam o seu nascimento. Depois chorei de emoção e alegria. Que mais poderia eu realmente fazer?

Por questões de segurança apenas o verei daqui a dois dias, quando mãe e filho saírem da maternidade. Até lá, a sua presença estará em imagens, em detalhes reais e imaginados, em palavras emocionadas e no desejo que a vida seja simpática e que me permita ir acompanhando o seu crescimento.

Bem-vindo meu neto, a este estranho, difícil…e belo mundo!

E obrigada aos pais por nos proporcionarem este feliz momento!

 

(Fotografia de Diana Oliveira)

 

 

 

 

experimentações #6

 

#6 - dez 77 mais leve

 

Num tempo de imensas descobertas, a natureza no geral e a Serra de Sintra em particular tiveram um grande impacto no meu percurso de vida,  assim como a integração/socialização num grupo de pessoas com objectivos e filosofia comuns.

Foi um tempo de exploração e expansão, de grande envolvimento, de muitas emoções e partilha, mas também de tentar perceber o meu lugar neste mundo.

A lápis/grafite fui desenhando essas experiências e esse entendimento/crescimento. Hoje, quando olho para alguns desses desenhos… sorrio…e sinto uma enorme ternura!

 

#6 - dez 77 mais leve 2

 

(Dulce Delgado, lápis sobre papel, Dezembro 1977)

 

 

 

diversidade

 

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Os fetos (samambaias) são plantas ancestrais, leves, aéreas e um tanto intemporais. Aprecio a elegância, o movimento e os detalhe das suas folhas, assim como a forma como estas desabrocham e exteriorizam a sua essência. 

São milhares as espécies de fetos que existem. Coabito com quatro diferentes, mas há uma que atrai amiúde o meu olhar pela forma como se processa o seu desenvolvimento e crescimento.

Neste feto (a que chamo de “frisado” mas desconheço o nome cientifico), são poucas as folhas que mantêm a estrutura inicial, pois a maioria mais cedo ou mais tarde inicia um processo de transformação muito curioso, replicando em cada folíolo a forma da folha mãe.

Mais do que as minhas palavras, deixo as imagens desses detalhes que mostram sequencialmente essa transformação. Este evoluir permite-nos sentir de uma forma muito bela a força do tesouro genético que todos nós, seres vivos, silenciosamente transportamos e que se manifesta na diversidade e na beleza que somos.

 

1a

 

2ab

 

3a

 

4a

 

5a

 

6a

 

Reforço o facto de algumas folhas adultas não manifestarem esta modificação. Esta coabitação da diferença em perfeita harmonia é um detalhe genético maravilhoso e uma lição de democracia para qualquer olhar.

Pelo menos para o meu.

 

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