obrigada!

 

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Como flui o tempo….em tempo de férias!

Agora que esse período terminou e o trabalho, as responsabilidades e este espaço me esperam, verifico que foram muitos os que comentaram o último post que publiquei a fim de me desejarem um bom descanso.

Considerando que não gosto de deixar comentários sem resposta e que não tem sentido estar a responder individualmente passados tantos dias, faço-o através destas palavras… escritas por umas mãos bastante escurecidas pelo sol… sob um olhar em que ainda não se dissipou um agradável filtro em tons de céu, mar e amplos horizontes… e por uma mente que, neste momento, ainda não lhe apetece voltar à realidade e ao dia-a-dia…

É com esta verdade que agradeço os vossos comentários, certa que em breve partilharei convosco um pouco do meu olhar/sentir sobre os lugares que me receberam.

Muito obrigada a todos!

 

 

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férias!

 

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A perspectiva de alguns dias de férias e de praia sem compromissos familiares, é estranhamente inovadora na minha vida. E libertadora!

Será um tempo de tudo e de nada, mas certamente de muito descanso, mar, ondas, areia, caminhadas, amplos horizontes, aves no olhar e, espero, com um céu muito azul a acompanhar. Se aparecerem nuvens… que passem rápido, levando o nosso desejo de boa viagem!

Seremos apenas dois, tranquilamente disponíveis. Connosco, apenas a natureza, alguns pensamentos que a mente nunca deixa ir de férias…talvez outros novos e criativos… livros…papeis, caneta e aguarelas…as máquinas fotográficas de sempre…e tempo, tempo limpo e sem relógios!

O computador irá na bagagem mas sem intenções prévias, porque a mente, o corpo e especialmente os olhos precisam de descansar de monitores. Nessa perspectiva, é muito provável que não apareçam posts nem acompanhe as vossas publicações como sempre tento fazer. Mas se tal vontade surgir, discretamente aparecerei!

Desejo um bom trabalho ou descanso e….até breve!

 

 

 

final de agosto…

 

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Para quem vive no hemisfério norte…termina hoje o mês mais ambíguo do ano!

Sendo o mais desejado para gozo de férias pela maioria, é sobre ele que recai o receio de que não cumpra devidamente os atributos meteorológicos que a fama lhe foi dando ao longo do tempo. Apesar disso, normalmente ele presenteia-nos com alguma chuva!

Curiosamente, ele também é desejado pela minoria que não o escolhe para férias, sendo tranquilamente saboreado nos locais de trabalho, nos transportes públicos agora mais vazios ou pela fluidez do trânsito de acesso às cidades. Porém, para quem é visitante e pretende ver os locais mais turísticos, Agosto é um mês insuportável!

Em Agosto, muitos vêm…e voltam a partir! Refiro-me aos milhares de emigrantes que regressam aos países de origem para descansar e rever a família. Com essa chegada, permitem que temporariamente as saudades se anulem ou que saiam voando pelas janelas das suas habitações, agora abertas e deixando o sol entrar. No final do mês é novamente altura de partir, de agarrar a saudade, fechar as janelas e deixar esses refúgios voltarem à solidão a que já estão habituados.

No entanto, são muitos também os que partem… e depois regressam! Vão para a praia, para o campo, para a cidade de sonho ou para a viagem planeada durante meses. Todos envoltos em expectativas. Depois voltam, cheios de muito, cheios de mundo, talvez com outro olhar, quiçá com alguma desilusão. Mas as suas casas voltam a sorrir e as janelas dessas casas a abrir!

Em Agosto, o Verão atinge o auge e entra rapidamente em decadência. Literalmente. Com o seu fim a sociedade muda de “canal” e de prioridades. Para muitos, as férias e a praia dão lugar ao “cansaço” do início do ano escolar, aos problemas do dia-a-dia e aos problemas do país, às quezílias político-partidárias regressadas de férias ou, ainda, ao campeonato nacional de futebol que entretanto recomeçou. Por outro lado, as preocupações com o fato de banho, com o bikini ou com a celulite, dão lugar às preocupações com a nova colecção Outono/Inverno que felizmente tudo tapa e que, curiosamente, já em Julho estava nas lojas a dar um ar da sua graça e ansiando um olhar.

Agosto chega hoje ao fim. Neste período o mundo deu trinta e uma voltas sobre si próprio e rolou mais um pouco no vazio cósmico..sem suspeitar que leva consigo alguns loucos em fase crescente de loucura!

Eu diria que, para muitos, foram trinta e um dias de…

…chegadas e partidas

…idas e regressos

…saídas e entradas

…abraços e separações

…saudações e despedidas

…desejos e desilusões

…sonhos e realidade

…descanso e cansaço

…amores e desamores

…relaxar e preocupar

…olhares e suspiros

…inspirar…

…expirar…

…e simplesmente perceber… que em breve… o Natal estará a chegar!

 

 

tempo de descansar

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Terminada a azáfama natalícia…apetece parar… e descansar!

Apetece um sofá…

…aquele objecto utilizado por muitos e o recanto preferido de alguns, sendo por isso depositário de muitas e genuínas energias. Passivamente ele recebe o nosso corpo, sendo no seu aconchego que nos aninhamos como se ele possuísse uma vertente humana, ou maternal, sempre pronta a nos receber. Nele assumimos péssimas posturas… é verdade…mas elas sabem tão bem!

Um sofá guarda os nossos pensamentos, os nossos silêncios, risos, alegrias e tristezas. É um lugar de repouso, de inércia e de alguma moleza. Pelo menos para o corpo, porque a mente pode ser alimentada por uma qualquer leitura, pela audição de uma música do nosso agrado, ou ainda pelas incontáveis imagens de uma televisão, aparelho que normalmente se situa na sua proximidade.

Um sofá pode ser palco de mil actividades e de muita criatividade. É igualmente nesse aconchego que saboreamos aquela gulodice a que não resistimos, sendo certo que é nesse lugar que essas “transgressões” sabem melhor. Mas nele também descansamos… dormitamos…ou entramos num maravilhoso e profundo sono sem tempo e sem horas!

Quando, por razões logísticas, somos impedidos por algum tempo de o utilizar, o reencontro é delicioso e muito agradável. Voltamos a “encaixar” no nosso  recanto e naquele lugar em que o corpo nos diz sem palavras: “Agora podes descansar!”

Qual de nós já não sentiu isto?

 

 

férias de praia

 

nossa praia a

 

Falar de férias e de praia, é falar de um tempo de sol e de banhos, activos ou suaves, que envolvem o corpo numa letargia entre o quente e o morno.

As horas de praia são horas de quase nada. Se os olhos querem, fecham, se o corpo quer, dorme. Este, mais relaxado, passeia pelo repouso, como se esse fosse o tema dos seus dias. No torpor das férias de praia, até os gestos são parcos. Imperam os diferentes, aqueles que não se fazem todos os dias, porque são apenas os acessórios. O essencial é simplesmente não fazer!

Os sentidos estão atentos a outros estímulos, sons e olhares que o resto do ano não permite. Também os pensamentos se perdem. Um vai com a onda, outro é levado pelo barco que passa, outro vem com a gaivota ou com as pessoas que passeiam à beira-mar. Ou fica apenas a pairar, porque nada tem a esperar.

Os pensamentos de férias não precisam de ser nem correctos nem claros, porque eles são essencialmente ar, areia e mar!

É obvio que é impossível separar totalmente os tempos. Há pensamentos que permanecem, preocupações que se distendem na nossa mente, como elásticos, todos os dias do ano. Até em férias. Mas as ondas e a espuma deixam-nos mais suaves, a maresia atenua os seus contornos. Ficam mais ar e menos matéria.

No fundo, é esse o papel de umas férias de praia: deixar-nos mais voláteis, mais leves e menos densos!