o trilho

Neste trilho que é a Vida, qual passadiço de muitos momentos e elementos justapostos…

…sobrepostos
…quebrados
…instáveis
…frágeis
…fugidios
…escorregadios
…estabilizados
…seguros
…fluidos
…harmoniosos
…emocionantes
…belos

…nós seguimos. E caminhamos.

Sós.

Sós com as nossas escolhas…

…desvios
…indecisões
…arrependimentos
…certezas
…dúvidas
…tropeções
…feridas
…conquistas
…vitórias
…superações

Há um trilho que, indiscutivelmente, é só nosso.

(Dulce Delgado, Fevereiro 2021)

os trilhos da vida…

 

1

 

Vivemos em sociedade…

…mas o nosso trajecto é individual, mesmo que partilhado com outros. A marca que nele deixamos é pessoal, única, adaptada ao contexto em que vivemos e em função dos  objectivos traçados.

 

2

 

Mas não é fácil esse “caminho”. Normalmente ele tem muitas curvas…

3

 

… e exige um constante equilíbrio a fim de manter o propósito previamente definido.

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Por vezes, andamos solitariamente “em volta”, sem saber bem como sair daquele círculo criado por nós próprios e pelas nossas escolhas…

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…ou precisamos de nos isolar num qualquer recanto e, por tentativa e erro, encontrar a melhor solução ou a resposta para os problemas que a vida gratuitamente nos oferece.

4

 

Próximos ou mais afastados, com os outros vamos criando relações e partilhando este nosso solitário caminho…

6

 

…em trajectos que se cruzam com ou sem objectivo definido …

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…acabando por resultar numa troca de experiências mais ou menos gratificante. A verdade é que sempre aprendemos ou sentimos algo de novo ao lado dos outros.

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Contudo…

…o mais importante é que neste caminho, não obstante as escolhas e as dificuldades, haja sempre um recanto, um espaço ou um tempo para o aconchego e para o Amor!

9

 

(Levam-me a divagar… estes trilhos do caracol-do-mar!)

 

 

 

escolhas

 

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A vida é uma escolha
livre,
entre caminhos que se bifurcam
pessoas que nos tocam
opções que nos atraem
emoções que se negam
ou razões
que não se encontram.

Conscientes ou inseguros
seguimos por aqui
ou por ali,
acertando
errando
aprendendo
mas sempre tentando
e sempre escolhendo.

Difícil
é viver com a escolha errada,
ter coragem de o dizer
humildade para aceitar,
força para resolver
ou para seguir por outro lado!

 

 

(Dulce Delgado, Agosto 2017)

 

 

 

eles podem ser …

 

…sólidos…naturais…de aromas…com pedaços…magros…0%…líquidos…com cereais…cremosos…infantis…bifidus…biológicos…contra o colesterol…de soja…sem lactose…açucarados…bi-compartimentado mix…com gelatina…gregos…búlgaros…etc.

 

Certamente que neste momento têm a palavra “iogurte” na vossa mente, a única que pode anteceder todas as características acima mencionadas.

Apesar de todos os iogurtes resultarem de uma fermentação láctea com bactérias, como por exemplo os Lactobacillus bulgaricus ou o Streptococus thermophilus, o momento de escolher um pack num expositor com dezenas de marcas e centenas de embalagens diferentes, não é tarefa fácil, especialmente quando existe a preocupação de olhar para os seus rótulos. Talvez essa seja a área do supermercado em que o acto de decidir é mais difícil e demorado, a não ser que já exista um produto de eleição…ou que não haja a preocupação de olhar para o rótulo!

A complexidade maior está em conciliar o “desejo de variar de iogurte” com a leitura dos seus constituintes, porque é assustador o que os rótulos oferecem a quem os lê com atenção, especialmente sobre a quantidade de açúcar ou a presença de substitutos ainda menos saudáveis, caso do aspartamo. E assim, de prateleira em prateleira e de decepção em decepção, passam-se largos minutos no tal corredor em busca do iogurte perfeito. Gigantesca tarefa!

Pontualmente somos levados a transgredir, porque o apelo sentido por determinada embalagem, conteúdo ou novidade supera aquele princípio já adquirido: que os melhores iogurtes para o paladar..são sempre os menos saudáveis! É triste, mas é assim!

Neste momento estarão a perguntar: um post sobre iogurtes…qual o interesse?

Nenhum! Mas não resisti a fazê-lo quando li que o dia 17 de Maio, hoje portanto, é o Dia do Iogurte. Nunca imaginei que um iogurte também tivesse o seu dia!

 

 

 

dúvida

 

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Entre o avançar e o retroceder, existe um ponto. De paragem, de dúvida.
Um lugar de reflexão, de ouvir a mente e  o coração.

Avançar, pode significar abertura, o novo, a aventura, o sair da zona de conforto. O enfrentar o medo e superá-lo. Ou não.
Retroceder, é excluir hipóteses, fechar, interiorizar. Fugir ao risco em favor do conforto e da contenção. Guardar o medo.

Ambos são caminhos possíveis e ambos estão certos. E tão difícil pode ser um, como pode ser o outro.

Por isso, deixemos o coração escolher!