uma concha…

…cresceu…guardou vida…viajou ao sabor das correntes…e foi casa de minúsculos seres que sobre ela viveram e morreram. Haverá imensas conchas semelhantes mas esta despertou a minha curiosidade e levou-me a um olhar mais atento sobre a sua estrutura e superfície, sobretudo por ter sido palco de vida de outros seres.

Tentei entender um pouco mais sobre estas imagens junto de uma amiga bióloga, o que me permitiu saber que as estruturas fossilizadas no exterior são essencialmente da família das poliquetas (vermes tubículas/que viveram nos pequenos tubos) e de crustáceos cirrípedes, vulgarmente chamados de cracas (estruturas ovais).

A maior dimensão desta concha é de 4 cm, sendo portanto diminutas as estruturas que estão sobre ela, Na realidade passam quase despercebidas num primeiro olhar.

Perante estas imagens, questiono-me:


Há quanto tempo terá havido vida no interior e no exterior desta concha?

Quantos mares e areias terá ela percorrido e conhecido até ser recolhida numa praia do Algarve?

E ainda…

Quão atentos estamos nós aos imensos e gratuitos detalhes que nos cercam e que pacientemente esperam o nosso olhar?

(Obrigada Lilia! 🌼)

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