ética II

 

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A óbvia satisfação que sinto pela nomeação do Eng. António Guterres para Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, é agradavelmente superada pela satisfação de constatar que a falta de ética e o oportunismo demonstrado por alguns países membros durante o processo de eleição, foi claramente superado pelos bons princípios e pelo bom senso da maioria da comunidade internacional.

Ganhou o mundo, ganhou a transparência e ganhou o Eng. António Guterres, cuja integridade e postura foram simplesmente inatacáveis.
Acredito que fará um excelente mandato e que terá a capacidade de dialogar e de gerar consensos, num mundo que tanto deles necessita.

 

Imagem retirada de  https://www.paris.embaixadaportugal.mne.pt/pt/a-embaixada/noticias/263-candidatura-do-eng-antonio-guterres-a-secretario-geral-das-nacoes-unidas

 

 

ética

 

A candidatura tardia da búlgara Kristalina Georgieva a Secretário-Geral das Nações Unidas mostrou duas perspectivas (des)interessantes do mundo em que nos movemos.

Por um lado, os jogos de poder e as manobras políticas levadas a cabo para chegar a determinados objectivos; e por outro, a falta de integridade que prolifera por aí, especialmente nas pessoas que deveriam dar o exemplo.

Se esse primeiro detalhe já não nos choca demasiado porque infelizmente faz parte da realidade de todos os dias, o segundo incomoda, porque não se entende como alguém é capaz de entrar para a disputa de um alto cargo mundial no final das provas de selecção, sem passar por nenhuma das fases preparatórias que todos os outros cumpriram. Em português chama-se a isto oportunismo…ou uma boa cunha!

Como pode esta senhora sentir-se confortável nesta situação, quando o cargo em causa defende a união, a ética, a solidariedade e, teoricamente, os bons princípios? Na verdade tudo isto é muito estranho e nada transparente.

Se fosse eticamente correcta, Kristalina Georgieva não teria cedido a pressões fosse de quem fosse, inclusive da chanceler Merkel, a grande impulsionadora da sua candidatura. Recusaria peremptoriamente fazê-lo nesta fase da eleição, por respeito a si própria e a todos os candidatos que seguiram as fases de selecção estabelecidas.

Mas ética… é algo que raramente existe em política!