bolachas

Com ou sem açúcar
glúten
ou lactose,

normais
integrais
ou vegan,

consistentes
macias
ou estaladiças,

redondas
quadradas
ou rectangulares

simples
complexas
ou gourmet,

em pacote
caixa
ou a granel,

etc,
etc,
etc,…

…as bolachas fazem parte dos nossos dias e são aquele detalhe mais ou menos doce, que alimenta, conforta…e que é muito fácil de usar em excesso. A sua enorme variedade enche prateleiras de supermercado e será rara a casa que não possui um pacote num qualquer armário ou dispensa.

As novas regras de nutrição indicam que as bolachas vulgares não devem fazer parte da alimentação antes dos dois anos. O seu excesso em qualquer idade levará certamente à obesidade e será sinónimo de uma má alimentação. Aliás, durante a pandemia e a obrigatoriedade em permanecermos em casa, houve um exagerado consumo de bolachas e alimentos doces com consequência para a saúde de muitos.

Neste Dia da Bolacha, 4 de Dezembro, que o eventual gesto quase automático de ir buscar e comer uma bolacha não seja indiferente. Por um lado, tentando valorizar esse pequeno prazer de fácil acesso, de grande diversidade e disponível para todos os paladares; e por outro, lembrando que é um alimento raro para uma boa parte da população mundial, para quem não existem facilitismos….e muito menos o fácil acesso a esses extras. Para essa fatia da humanidade está em testes um projecto para a criação de bolachas com nutrientes, vitaminas e minerais capazes de equilibrar minimamente a alimentação de populações sub-nutridas e afectadas pela fome. Que ele avance e tenha bons resultados.

Para nós, que as temos sempre à mão…que sejam saboreadas com prazer mas sem escessos!

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genérico/ créditos finais

 

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Seja em casa ou no cinema, a visualização de um filme é um momento de partilha e uma apreciação do trabalho de todos os que nele colaboraram, apareçam ou não no écran.

Especialmente numa sala de cinema em que os créditos finais são bastante perceptíveis pela dimensão das letras, não compreendo que a maioria dos espectadores se levante e abandone a sala mal aparecem as primeiras palavras que se seguem à última cena do filme. Sistematicamente isso acontece, sendo raros os que ficam até ao fim.

Com essa atitude, não apenas tapam a vista e incomodam os que permanecem sentados e atentos ao que continua a acontecer no écran, como perdem por vezes cenas que surgem durante ou após a passagem do genérico e que dão pistas importantes ao próprio filme ou a sequelas que ele possa ter. Mas, principalmente, ignoram as pessoas que contribuíram para aquele momento de lazer que acabaram de usufruir.

Creio que esta atitude estará relacionada com a “aceleração” em que se vive…com o não pensar nos outros… mas, essencialmente, com o facilitismo que prolifera por aí.

Na verdade, tudo é fácil e um dado adquirido. Moldados neste espírito, uma grande maioria consome o imediato, o momento, o que gera estímulo. Pouco mais interessa, muito menos o trabalho dos outros.

Se esses espectadores que se levantam tivessem o seu nome no genérico, certamente ficariam até ao fim. O ego precisa de alimento… então, porque não o fazer como forma de agradecer aos outros, ao “contingente silencioso” que lhes permitiu aquele momento?

Se a leitura deste post tiver como consequência que uma única pessoa permaneça na sala, atenta, até ao final do genérico da próxima vez que for ao cinema… ele já valeu a pena.

 

 

A imagem inicial é um detalhe dos créditos finais do filme Um ano especial, realizado por Ridley Scott (2006)