2022

A proximidade de um novo ano enche-nos de esperança e de futuro, mas é igualmente a altura em que surge o maior pensamento-incógnita de todos, ou seja, irá a Vida permitir-nos usufruir dos próximos…

… doze meses

… cinquenta e duas semanas

… trezentos e sessenta e cinco dias?

Pessoalmente e em seu seguimento, logo outros pensamentos surgem na minha mente…“Se assim for, como evidentemente gostaria, ficarei muito grata, tal como estou grata por este ano que agora termina; mas se tal não se concretizar, será certamente porque terei outro caminho a percorrer. E aí, onde quer que esteja, gosto de imaginar que também estarei grata pela Vida que tive e pelo que nela partilhei…”

……..

O futuro…

… o futuro está neste bater de coração que a minha mão sente quando a encosto ao peito. Muito objectivamente são, em média…

… 72 batimentos por minuto

… 4320 numa hora

… 102 680 num dia

Perante esta evidência tão orgânica como maravilhosa, SIM, prefiro ir vivendo e saboreando um dia de cada vez. Prefiro ir vivendo as imensas 102 680 batidas diárias do meu coração e apreciando o facto de me manterem viva, activa e até aqui saudável.

Mesmo que nestes dias de transição de ano vagueemos pelo futuro, pela esperança, pelos sonhos, desejos e por toda essa panóplia que a mente adora envolver-nos, agarremos com as nossas mãos cada momento que nos é oferecido por este coração que bate dentro de nós. Com apreço, ternura e gratidão.

Seja qual for o significado desta passagem para cada um de vós, que seja um bom 2022 para todos!

cinco anos!

Já aqui partilhei o quanto aprecio um belo prado, seja pela liberdade que concedem à sua própria natureza, seja por acompanharem naturalmente o ritmo das estações do ano e, especialmente, por serem espaços abertos e repletos de possibilidades. Talvez por isso, neste dia em que faz precisamente cinco anos que publiquei o primeiro post no Discretamente, apetece-me divagar sobre a natureza de um prado e com ele fazer uma analogia.

O sentimento que me invadia no dia 28 de Abril de 2016, era algo semelhante à sensação de ter um pequeno terreno pela frente mas não saber se seria bom ou se nele cresceria algo. E especialmente questionava-me se ele seria o lugar mais propício ao desenvolvimento da minha vontade de partilha criativa.

O tempo foi passando, as estações do ano e a vida acontecendo, as emoções e sensações brotando….assim como o prazer e a alegria de ver nascer “naquele terreno” um pouco de tudo. Assim, ao longo destes cinco anos e muito para além do que eu alguma vez possa ter imaginado, brotaram 625 posts que incluíram centenas de textos, 145 poemas, 160 desenhos, assim como muitas centenas de fotografias, tudo de autoria própria.

Se estou grata por ter dado a mim própria a oportunidade de avançar com o objectivo de superar muitas inseguranças e intranquilidades criativas, estou ainda mais grata por ter uma filha que me ajudou na construção do blog e ensinou a lidar com a plataforma WordPress. Estou igualmente agradecida a todos os que me têm acompanhado, comentado, incentivado e que, de certa forma, já fazem parte da minha “outra família”. A todos discretamente agradeço.

Por fim, que a vida me permita continuar a apreciar e a “regar” com alegria este prado imaginário!

gratidão e paz

Ao sol pedi…
…aquece-me

Ao vento…
…leva-me

À chuva…
…refresca-me

Ao amor…
…abraça-me

E por fim,
à Natureza e à Vida…
…tudo agradeci!

(…inclusive o menos bom, mas que sempre vale de aprendizagem!)

Dia 21 Setembro 2020 – Dia Mundial da Gratidão e Dia Internacional da Paz
Gratidão também é Paz!

entre a água… e a música!

 

Um breve movimento
e a vida sai em torrente,
liquida
fresca
e transparente.

Vida
quase ignorada
nesse acto banalizado
de abrir uma torneira,
acção breve
e rotineira
a que apenas damos valor
quando a água aí rareia.

Gesto simples
mas vital
que de nós merecia,
atenção
e gratidão
ao longo do dia-a-dia!

 

Este poema não é recente e surgiu após um corte de água em minha casa, situação sempre incómoda mas muito interessante pela reacção que nos provoca.

Esperava uma ocasião propícia para ser partilhado, momento que surgiu quando há pouco percebi que hoje se comemora em Portugal o Dia Nacional da Água e que se inicia o ano hidrológico, eventos que acontecem num período em que as reservas hídricas do país estão assustadoramente abaixo do desejável. Contudo, a água ainda continua a sair das torneiras… e a cair na nossa indiferença!

Mas este nosso dia nacional é hoje acompanhado por algo maior em dimensão, o Dia Mundial da Música. Esta complexa arte que brota da criatividade de muitos, existe igualmente de uma forma mais simples e minimalista na natureza e nos imensos sons que ela produz e nos oferece, sendo talvez um dos mais agradáveis e tranquilizadores o da água a correr num riacho ou a jorrar de um fontanário.

A água alimenta o corpo…e a sua “música” alimenta a alma…

…por isso, neste dia de água e de música… apreciemos devidamente e com gratidão as “fontes” que estão na sua origem!