um verão diferente

 

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Um tanto em contradição com a liberdade e com a vontade de exteriorização que o caracteriza, o Verão chegará hoje às 22 horas e 44 minutos de “máscara”, um tanto tímido, meio desconfiado e visivelmente inseguro quanto à forma como será vivido neste setentrional hemisfério.

Em conversa prévia com uma Primavera ainda bastante ressentida do choque vivido nos últimos meses, ele sabe que encontrará alguma contenção de gestos e atitudes, e um distanciamento que está longe da sua filosofia de vida, baseada na liberdade, na socialização, na proximidade, nos gestos fáceis, no convívio e…quantas vezes até no espírito “todos ao molhe e fé em Deus”.

Para uma grande maioria mais consciente, este será um Verão comedido e seguramente mais contido que os anteriores, seja pela forma menos calorosa de nos manifestarmos, seja pelo olhar ao canto do olho que daremos em muitos momento a fim de manter aquela segurança exigida e recomendável. Para outros porém, haverá excessos, pouco cuidado e obviamente  mais riscos associados.

O Verão percebeu durante esse diálogo entre estações que estará no seu tempo a possibilidade de se alcançar o desejado ponto de equilíbrio, como somatório de muitas atitudes conscientes e, claramente, de um desejado bom senso. Que esperemos exista.

Circunstâncias mais complexas encontrará o Inverno no hemisfério sul que hoje o recebe, já que o frio que sempre o acompanha será um factor adicional de risco. Então, que a sul como a norte, que o bom senso impere. Em prol de todos.

Que seja então o melhor Verão… ou o melhor Inverno, consoante a geo-localização do olhar que chegou a este ultimo parágrafo!

 

 

 

 

ele tocou o nosso sentir…

 

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… nos dias mais quentes surgidos entre os frescos e os chuvosos da Primavera que hoje termina;

… na luz do sol que bem cedo invade todos os recantos das nossas casas e teima em nos acordar;

… no dia em que olhamos para o roupeiro e decidimos trocar o vestuário mais quentes por outro mais fresco;

… naquele dia primaveril com sabor a Verão em que voltamos à praia e a sentir o prazer da areia morna em nossos pés;

… na crescente e irrequieta vontade de exterior que nos invade;

… no degustar das primeiras sardinhas assadas da época, de preferência numa esplanada e em boa companhia;

… no prazer daquele gelado saboreado num dia mais quente;

… e ainda, logo no início de Primavera, quando é necessário decidir as datas a inscrever no mapa anual de férias…

…ou, a partir daí, quando as incursões pelo Google Maps começam a ser frequentes a fim de planear essas férias!

 

Contudo, apenas às 16h 54m de hoje, 21 de Junho de 2019, o Verão chegará oficialmente à nossa pele… sentidos… energia… vida… desejos… calendário…etc, neste que é o dia com mais horas de luz no hemisfério onde habito.

Inspiremos esta energia com pensamentos positivos e construtivos, de tolerância pela diferença e de um profundo respeito pela natureza.

Ao entrarmos num período propício a um contacto mais próximo com o exterior e com o ambiente, temos o dever e a obrigação de estar mais atentos e de não contribuir para o agravamento dos problemas que infelizmente ele revela. 

 

Desejo a todos um excelente e consciente Verão!

(e um aconchegante Inverno para os meus leitores do hemisfério sul!)

 

 

 

 

olá primavera!

 

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Folheia hoje a Natureza mais uma página do tempo com a chegada da Primavera.

Curiosa, em vários momentos esta estação já espreitou pelas frestas dos dias e aqueceu demasiado o nosso sentir. O inverno não aceitou bem essa intromissão e esfriou marcadamente as noites das últimas semanas, efeito sentido com amplitudes térmicas diárias que chegaram aos 15 graus, algo dificilmente aceite pelo nosso organismo.

Hoje, finalmente, às 21h 58 m, uma Primavera confiante do seu poder e força abriu a porta do tempo e disse silenciosamente “Estou aqui, cheguei!”

Não sei como o Inverno vai aceitar a sua vinda e os ajustes entre ambos serão certamente por nós sentidos com aceitação ou incompreensão. A Natureza tem humores, mas também discernimento para actuar da forma necessária a partir das premissas e condições a que está exposta, e dos desequilíbrios que nós humanos lhe vamos proporcionando. Infelizmente e da pior forma, diga-se.

Que seja uma doce Primavera nos meandros complexos da história deste hemisfério norte….

Que seja um Outono capaz de harmonizar e acalmar as energias perturbadoras do hemisfério sul….

E por último, que se revele apaziguadora das intranquilidades que habitam em cada um de nós…

 

O planeta terra agradece. E nós também!