o livro

Ideias, histórias e pensamentos
descansam no silêncio
aconchegante
de um livro.

Um respirar de mãos
gestos
e ar,
acordam o livro
do seu dormitar.

Despertas,
logo as palavras se acomodam
em suas páginas e lugar,
desejosas de ouvir
o som de um folhear
e de sentir
o calor de um olhar.

Abre-se o livro…

…e uma doce energia abraça-as
na magia da leitura,
um misto de atenção e ternura
que as guiará até à mente,
onde serão novamente
ideias
histórias
e sempre pensamento!

(Ao Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor que hoje se celebra….e àquela magia que um livro sempre encerra!)

entre praias (II)

Nenhum lugar é verdadeiramente compreendido sem um olhar que detalhe e oriente a atenção para o menos óbvio e para o particular. Na natureza como na vida, o generalizar não é caminho, sendo necessário parar para conhecer e “dialogar” para compreender.

Não sei se este será o termo certo, mas gosto de perceber as “presenças” que constroem os lugares e o que lhes permite ser como são. E os nossos sentidos são o meio disponível para o fazer, sendo o olhar talvez um dos mais importante nessa compreensão de relações, posições, movimentos, jogos de luz, texturas, etc. Diria que penetrar no grafismo dos lugares é sempre um objectivo que me acompanha e que me envolve totalmente.

Hoje irei publicar alguns detalhes captados durante um passeio que aqui partilhei há algumas semanas e que ocorreu durante a baixa-mar entre as praias do Magoito e da Aguda, no concelho de Sintra. O facto de encontrar uma relação temática ou gráfica entre essas imagens levou-me a agrupá-las, porque sinto que cada uma fica mais completa ao lado da outra. Antes porém, gostaria de me centrar um pouco na imagem que inicia este post.

Esta fotografia nada mais é do que um pequeno detalhe do vasto areal percorrido. Encontro nela uma certa beleza pela sua estética, pelas “presenças” que revela, mas igualmente pelas respostas que não me dá. Ao observá-la, eu sei que por ali passou alguém calçado… sei que existem marcas/sulcos resultantes do escorrer continuo da água rumo ao mar…mas não sei a causa dos três finos traços que aleatoriamente a atravessam. Tentei seguir o rasto ou encontrar a origem, mas não percebi o que poderia ser, pois eles simplesmente desapareciam na areia mais molhada. 

Esta possibilidade de relacionar pormenores, de tentar compreender “presenças” ou de levar o imaginar a passear por aquilo que o olhar encontra é algo que me cativa imenso. E no post de hoje, essa forma de olhar está igualmente na base das relações existentes entre as imagens que escolhi.

Como peças que se encaixam….

No fundo, todos estes detalhes são histórias que a natureza conta!

dois dias, duas imagens

 

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Se o nascer do sol é um instante que a orientação da minha casa sempre permite  acompanhar, já o seu ocaso apenas é visível nos dias mais curtos do ano.

Nos restantes, a presença de um alto edifício impede tal visão, pelo que a imaginação tem um papel importante no seu entendimento, que se baseia apenas na forma como o céu e as nuvens ficam iluminados.

Ontem, dia 11 de Abril, ao ir à janela ao fim do dia, senti que estava num filme de ficção científica ao me deparar com a imagem acima. Imediatamente visualizei uns seres gigantes e alongados olhando para a terra e aparentemente “congeminando” um forma de aproximação ao nosso planeta….

Fiquei encantada com a visão….e rindo de mim própria pela forma como a imaginação pode ser prolifera a criar cenários e histórias.

A máquina fotográfica registou de imediato o momento, bem diferente do observado no dia anterior, como poderão verificar no final deste post.

A diferença entre estas duas imagens é abismal e revela bem a diversidade de olhares que nos são oferecidos pela natureza quando estamos disponíveis para os encontrar.

Além disso, as rotinas de todos os dias ficam mais leves com estes detalhes a intervalar!

 

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Desejo que o fim-de-semana seja doce e vos proporcione bons momentos e muitas surpresas no olhar!