ao mar do meu olhar…

 

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…neste Dia Nacional do Mar!

Este poema é um “mar-divagar” pessoal e nada diz sobre a real importância deste elemento na vida de todos os portugueses. O mar é a nossa história, o nosso percurso e estou certa que será uma parte fundamental do nosso futuro.
Pretende-se apenas que, neste dia, cada um relembre o seu próprio Mar!

 

Mar,
de longo e infinito olhar
onde é fácil imaginar
aquele lado da vida
que a vida não nos quer dar.

Horizonte de poesia
que me leva a passear,
deixando os pensamentos
profundos
ou em fragmentos,
pelas águas navegar.

Uns mergulham nas ondas
e ficarão sempre a nadar,
outros preferem voar
levados por um véu de água
que se evapora no ar,
e muitos,
felizes e sem mágoa,
diluem-se na branca espuma
que na areia vai descansar.

Tranquilamente,
percorro a beira-mar…

…talvez a procurar
um pensamento
meu,
escondido numa concha,
morando no coração
de um búzio,
ou dormindo na areia
que os meus pés estão a pisar!

 

(Dulce Delgado, Novembro 2017)

 

 

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oceano

 

oceano-pacifico

 

Imenso,
suave
e soberano,
estende-se o olhar
pela planura do oceano.

Puro engano!

O oceano
não é plano
nem linear,
mas um amplo e vasto monte
formado de mil horizontes
unidos por longas pontes
nascidas do nosso olhar!

 

(Dulce Delgado, Fevereiro 2017)

 

 

Imagem retirada de http://www.techenet.com/2014/02/ventos-sobre-o-oceano-pacifico-podem-ter-travado-o-aquecimento-global/

 

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Olhei o céu,
depois o mar,
segui a linha do horizonte
e encontrei o teu olhar.

Era azul como o céu
e verde como o mar
aconcheguei-me na sua luz
e simplesmente deixei-me estar…

…até a noite nascer
a linha desaparecer
e a tua mão me encontrar!

 

Que este novo patamar da tua vida seja longo, saudável, feliz… e sempre em tons de verde, de azul e de partilha!

 

(Dulce Delgado, Outubro 2016)

 

o tejo e a ponte

 

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Todos os dias,
o Tejo e a ponte
recebem o meu olhar.

Pelo rio,
deslizo ondulante
sonhando chegar ao mar,
e na ponte,
sou linha a flutuar
suspensa no horizonte.

Viajando entre margens,
sou livre de imaginar
de riscar novas viagens
ser ideia
e ser pensar,
ou seguir rumo ao sul
porque o norte quero encontrar.

Tudo vale
nesse meu olhar…

…até uma gaivota passar,
e em silêncio o levar
o pousar noutro lugar.

Novo dia,
outro estar,
mas à ponte e ao Tejo
eu sei que vou voltar!

 

(Dulce Delgado, Junho 2016)

linha do horizonte

 

A linha do horizonte
saiu do seu lugar,
e num enorme abraço azul
o céu entrou no mar
e o mar sentiu-se ar.

Liberta
e cansada de ser recta,
a linha rodopiou
e dançou,
num azul de encantar.

Depois de tanto bailar,
por instantes
parou,
talvez para pensar
que caminho à vida dar.

E foi com a resposta
na mente
que a linha desenhou,
segura e calmamente
um pássaro azul,
belo
e transparente,
que bateu asas
e voou!

 

(Dulce Delgado, Maio 2016)