um ponto imenso

 

 

Tal como eu, que já o conheço há algum tempo, muitos de vós já visualizaram certamente este vídeo. Contudo, revê-lo de vez em quando é sempre um momento interessante porque nos relembra e recoloca no nosso devido lugar.

Cientificamente pode ter falhas, mas sinceramente creio que tal não é importante. Ele vale como um todo e pela mensagem que encerra…

…por um lado, ao recordar humildemente a nossa verdadeira dimensão e vulnerabilidade neste infinito espaço que nos cerca e, de uma forma mais indirecta, ao levar-nos a questionar o que somos, os nossos valores, atitudes e o que construímos como sociedade;

…por outro, coloca-nos perante o fantástico e maravilhoso universo que é a Vida existente na Terra, escolhendo o nosso corpo como exemplo dessa vida;

…e por último, intrinsecamente ele revela as capacidades que caracterizam o espírito humano, tendo por base a curiosidade, a criatividade, o conhecimento e a tecnologia. Sem elas, este vídeo simplesmente não existiria.

Ele é sempre uma boa viagem para o pensamento!

 

 

(Desconheço a autoria do vídeo)

 

 

 

o silêncio dos introvertidos

 

 

No âmbito das relações humanas é vasto o leque de personalidades e diversificada a forma de interagirmos uns com os outros.

Este pequeno filme de animação realizado por Sofja Umarik, uma ilustradora natural da Estónia, expõe de uma forma muito simples e interessante o sentir dos mais introvertidos, grupo onde é possível que muitos de nós nos enquadremos.

Espero que o apreciem.

 

(Obrigada Augusta!)

 

(Video retirado de https://www.youtube.com/watch?v=o1Y4Z0oh1GE)

 

 

 

 

olá primavera!

 

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Folheia hoje a Natureza mais uma página do tempo com a chegada da Primavera.

Curiosa, em vários momentos esta estação já espreitou pelas frestas dos dias e aqueceu demasiado o nosso sentir. O inverno não aceitou bem essa intromissão e esfriou marcadamente as noites das últimas semanas, efeito sentido com amplitudes térmicas diárias que chegaram aos 15 graus, algo dificilmente aceite pelo nosso organismo.

Hoje, finalmente, às 21h 58 m, uma Primavera confiante do seu poder e força abriu a porta do tempo e disse silenciosamente “Estou aqui, cheguei!”

Não sei como o Inverno vai aceitar a sua vinda e os ajustes entre ambos serão certamente por nós sentidos com aceitação ou incompreensão. A Natureza tem humores, mas também discernimento para actuar da forma necessária a partir das premissas e condições a que está exposta, e dos desequilíbrios que nós humanos lhe vamos proporcionando. Infelizmente e da pior forma, diga-se.

Que seja uma doce Primavera nos meandros complexos da história deste hemisfério norte….

Que seja um Outono capaz de harmonizar e acalmar as energias perturbadoras do hemisfério sul….

E por último, que se revele apaziguadora das intranquilidades que habitam em cada um de nós…

 

O planeta terra agradece. E nós também!

 

 

 

isaac cordal

 

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A arte urbana é uma área artística extremamente abrangente e difícil, seja pelas dimensões pouco comuns das obras, pela sua localização, ou ainda pelas dificuldades logísticas necessárias à sua realização. Além disso, sendo a criatividade dos street artists versátil e imprevisível, permite o constante aparecimento de obras bastante invulgares.

É o olhar de um desses artista que hoje quero partilhar convosco. Descobri-o recentemente numa passagem por Estarreja, urbe do concelho de Aveiro que realizou este ano o segundo festival ESTAU – Estarreja Arte Urbana. Contudo, foi no primeiro realizado em 2016, que Isaac Cordal (Espanha,1974) deixou a sua mensagem nos locais mais inusitados da cidade.

Cement Eclipses é o título da série de pequenas figuras que coloca em locais estratégicos, sempre com o intuito de alertar para comportamentos da nossa sociedade. Uma visita ao site do autor permite ter uma ideia geral da mensagem que ele pretende divulgar  quando coloca as suas figuras, solitárias ou em grupo, interagindo em ambientes e situações muito variadas.

Em Estarreja, estes pequenos homens solitários estão colocados em cabos eléctricos ou de comunicações, desníveis das paredes, esquinas ou noutros recantos menos visíveis. É um tipo de intervenção bastante singular, pelo jogo que se cria entre a diminuta dimensão das figuras e a grande expressividade que revelam. Diria mesmo que encontrá-los, é um encontro de nós com nós próprios, com os habitantes desconhecidos das cidades e com a solidão e a tristeza que habita muitas vidas.

A pequenez das figuras não impede a percepção da mensagem, desde que as encontremos. Isto implica uma espécie de jogo de descoberta pelas ruas, sendo certo que sem o folheto editado sobre este festival, essa busca seria bastante difícil.

Para melhor exemplificar o que escrevi, a imagem que se segue ajuda a perceber a verdadeira dimensão e a localização da pequena figura com que iniciei este post.

 

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Seguem-se as imagens de outras igualmente encontradas:

 

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Porque considero o trabalho de Isaac Cordal inovador e pouco comum, fica aqui o meu contributo para a sua divulgação.

Gostaria ainda de acrescentar que os dois festivais já realizados nesta cidade deram origem a um interessante conjunto de pinturas murais merecedoras de uma visita.

 

 

renovação

 

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A Primavera acordou instável. Talvez por ter chegado a uma segunda-feira, o dia mais difícil da semana… veio com um certo mau humor, fresca, enevoada e até chuvosa.

As perspectivas meteorológicas dizem que esta instabilidade se irá manter por mais algum tempo. Seja qual for a sua duração não vamos dar-lhe importância, porque a energia que a nova estação tem em latência é real e já bem visível.

Essa vida está em todo o lado. Encontra-mo-la nos novos rebentos que brotam em cada árvore, nas plantas que temos em nossa casa, nas flores e na vegetação espontânea que cresce em qualquer pedaço de terra, nas ervas que decoram as fendas dos muros que ladeiam as estradas ou que naturalmente nasce nos interstícios da calçada de pedra que pisamos todos os dias.

Também para a maioria das espécies animais, o apelo da Primavera já é uma realidade. Chegaram as andorinhas para mais uma estadia e, na generalidade das aves, os rituais de acasalamento começam a surgir com os voos e cantos de chamamento. Aliás, bem no centro das nossas cidades, basta ver os movimentos de sedução dos muitos pombos que as habitam. Os instintos de procriação vão atingir o seu auge e a descendência aparecerá nos próximos meses.

O objectivo único de todo este processo será a renovação de gerações. Na espécie humana, a inteligência e a consciência puseram um controle a esses instintos de procriação. Felizmente, acrescente-se. Resta-nos o prazer, e a possibilidade de não nascerem filhos todos os anos, mas apenas quando o desejamos.

Cingindo-me aos aspectos mais físicos que nos suportam, essa necessidade de exteriorização, de movimento, de respirar profundamente, de expor e partilhar a pele seja com o outro, com o o ar ou com o sol, é real e sentida por todos nós.

Essa é a nossa Primavera! Por isso aprecie-mo-la com ternura e alegria à medida que ela se for manifestando com mais intensidade. Afinal, é a Vida em estado puro. Tudo o resto que nos possa incomodar será certamente importante mas, de certa forma, são derivações do facto de estarmos vivos. E isso, é o mais relevante!