vida de kiwi…

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Alinhadas em redor do centro e como sempre vestidas de negro, as sementes de kiwi convivem numa ambiência verde natureza. Será que conversam?
Não sei! Não faço a mínima ideia que assuntos interessam às sementes de um kiwi!

Bem…não faço ideia, mas posso imaginar……talvez…

… questões familiares, uma vez que são uma família numerosa vivendo em espaço reduzido

… problemas relacionados com o amadurecimento do fruto, algo bastante problemático nesta espécie

… talvez a qualidade das suas propriedades vitamínicas e alimentícias

… aspectos de identidade e de nacionalidade… porque muitos kiwis são migrantes e grandes viajantes!

… insegurança emocional, derivada de muitos não os apreciarem

… o facto de nunca se sentirem realmente desejados como uns morangos ou umas cerejas…porque o seu fruto está disponível durante todo o ano…

… ou ainda, o estranho aparecimento no seio da família de kiwis amarelos, vermelhos e baby…

Sim…este é apenas um post nascido do olhar…

…mas tendo o hábito diário de comer um kiwi (muito rico em vitaminas e outros nutrientes), sempre fico fascinada com o interior deste fruto…sendo por isso muito fácil aliar a imaginação a esse deliciado olhar!!

 

 

 

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esquinas…

 

b

 

Numa “esquina da rua”…

… procuramos orientação
… mudamos de direcção
… é fácil chocar com outro
… apanham-se sustos
… marcam-se encontros
… acontecem momentos inesperados
… cruzam-se olhares
… passa o efémero

 

Nas “esquinas da vida”…

… travamos
… equacionamos o percurso seguido
… sentimos medo de mudar
… estão as surpresas desagradáveis
… habitam os problemas
… repensamos situações
… tomamos decisões/opções
… mudamos de rumo
… resistimos
… lutamos
… somos corajosos
… saímos da zona de conforto

 

E nas “esquinas do céu”, um lugar que a imaginação concebeu:

… encontramos o receio de voar/viajar
… adormecem os sonhos
… perdemos a fé
… procuramos a contemplação
… caímos das nuvens
… esconde-se a vertigem
… divaga o olhar

…e, estou certa,

poderemos encontrar… duas nuvens a conversar!

 

 

(Dulce Delgado, Maio 2018)

 

 

e por vezes…

 

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… por muito positivos que sejamos, em certas circunstâncias é fácil que o cansaço se alie à imaginação e nos leve a construir “filmes” com um guião complexo, pesado e sem perspectiva.

Mas sendo a vida uma constante surpresa e perita em dar “voltas”, inesperadamente as circunstâncias podem mudar, as situações difíceis serem resolvidas sem dramas, e tudo ficar mais leve, nítido e clarificado.

Respira-se então com outro fôlego, renasce um novo olhar e, no silêncio da nossa mente, diremos novamente a nós próprios que…
… complicar realmente não ajuda nem resolve…
… da próxima vez a atitude será diferente…
… e que não vale a pena sofrer por antecipação…basta fazê-lo no “agora”!

Um dia…um dia aprenderemos isso!

Talvez.

 

 

arco-íris

 

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A atmosfera é rica em eventos meteorológicos ou luminosos, que vão de um tranquilo nascer ou pôr-do-sol a um destruidor furacão. Estas situações desencadeiam em nós sentimentos de prazer ou de bem estar, mas igualmente de desconforto, receio ou medo. E muitas vezes de pura indiferença…

Existe porém um fenómeno que tem a capacidade de nos provocar um certo encantamento, como é o caso do arco-íris. Sejamos velhos, novos, sensíveis ou um pouco mais rudes, esse fenómeno retém o nosso olhar como um íman, provocando um sentimento de admiração, talvez um sorriso ou mesmo um certo prazer interior. Os mais fantasiosos facilmente deixam a imaginação tocar-lhe ou percorrê-lo numa breve, longa ou alucinante viagem. Quantos de nós já não fizemos isso!

Sendo o arco-íris um fenómeno óptico, o mais curioso é que cada um verá o seu arco-íris, consoante o lugar onde se encontra. Para uns será maior, para outros menor, eventualmente duplo, de cores fortes ou atenuadas, apenas com algumas cores, etc.

Perante esta realidade…

… sempre que vejo um arco-íris gosto de imaginar a atmosfera não apenas com o “meu arco-íris”, mas igualmente com todos os que estarão a ser vistos por outros observadores naquele momento e região… formando esse conjunto de arcos de luz uma força positiva, envolvente e com a capacidade de melhorar a energia deste nosso planeta ou de atenuar um pouco o sofrimento nele existente.

Uma utopia certamente…mas no mínimo, é uma imagem bonita!

 

(Esta foto foi captada ontem nos arredores de Lisboa)

 

talvez…

 

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Gosto da sublime ideia de que existe algo, talvez uma energia…talvez uma luz …talvez um anjo…talvez uma estrela…que nos acompanha, protege, alerta e orienta em determinados momentos.

Por vezes estará perto, muito perto de nós; noutros, ficará bem mais longe, apenas a “observar”… um pouco à maneira dos “anjos” do filme As Asas do Desejo de Wim Wenders. Mas gosto de imaginá-los como energias transparentes ou luminosas….

…dissolvidas na luz que entra na janela e inunda uma casa…

…voando na aragem sentida de um vento que não existe…

…na sensação de uma presença ausente…

…naquela forte intuição que nos ajuda a decidir…

…na intranquilidade que nos leva a procurar…

…nas situações de perigo em que um efémero segundo nos salva…

…naquele inexplicável sentimento de alegria…

…na estranha repetição de determinados sinais…

…no inesperado abanão que nos desperta de um adormecimento acordado…

 

Qualquer sentir é discutível, porque é apenas pessoal.

Para alguns de nós, a vivência e a experiência dá a esses sentires determinada explicação; para outros, a explicação estará noutra razão; nos mais cépticos, provavelmente não haverá explicação; e noutros, o sentir nem chega a ser sentido ou a ser razão.

A verdade, é que todos estamos certos.

 

 

feliz natal!

 

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Esta bola de Natal que me ofereceram recentemente é curiosa, pois a ideia que lhe está subjacente é muito interessante e estimula a imaginação.

Sendo uma esfera transparente que se abre ao meio, tudo permite colocar no seu interior, dependendo apenas da criatividade de cada um. É suficientemente versátil para guardar objectos decorativos associados a esta época, mas igualmente doçuras, pequenos brinquedos, fragmentos da natureza, etc, etc.

Contudo, no momento de a pendurar na árvore, optei por nela guardar algo invisível, transparente e luminoso. Não é uma ideia…nem um sonho em espera…mas apenas um desejo simples e adequado a estes dias do ano:

…que seja uma época vivida em paz, com saúde, ternura, verdade, tolerância e solidariedade;

…que a esperança e a atitude sejam mantidas, apesar das dificuldades da vida;

…que cultivemos com empenho aquele desejo de sermos um pouco melhores porque, se todos o tentarmos, será um passo positivo no nosso caminho individual…

…e talvez melhoremos a energia desta esfera gigante e por vezes tão pouco transparente que habitamos!

 

Um doce e Feliz Natal para todos os meus leitores!

 

 

 

 

ontem…hoje…amanhã

 

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Na humanidade, sempre houve e haverá migrações voluntárias em busca de melhores condições de vida; já as migrações forçadas continuam a acontecer porque a intolerância é uma realidade e, para sobreviver, alguns povos fogem e deixam tudo para trás. Um dos casos mais recentes é o do povo Rohingya, em fuga de uma Birmânia que os considera apátridas e não os aceita, o que se revela como um dramático exemplo de falta de solidariedade humana.

Apesar da solidariedade e do respeito existirem sob diversas formas, não são suficientemente fortes para evitar o aparecimento da intolerância e do extremismo quando estão em causa opções religiosas, realidade que leva uma parte da humanidade ao maior absurdo: fazer da religião uma fonte de conflito. Embora a Essência seja semelhante, são muitos os que se agarram a nomes e conceitos, valorizando a forma de olhar em detrimento do Essencial, da Luz, do Divino, do que lhe queiramos chamar. E, em nome desse olhar são capazes de acusar, impor, negar ajuda, perseguir, expulsar, torturar, violar ou matar.

Pensando no dia de hoje, neste “dia-ponte” que nasceu aconchegado entre aquele que nos relembrou o fenómeno das migrações (18 de Dezembro), e o de amanhã, que alertará para a importância de ser solidário (20 de Dezembro)…

…um dia que, naturalmente, nos coloca entre duas realidades que se interligam…

…que bom seria se na humanidade nascesse também um “espírito-ponte” com o dom de harmonizar e de fomentar a paz ou, simplesmente, de ser um “fiel de balança” capaz de equilibrar conceitos, espalhar a tolerância e de construir pontes entre pessoas, princípios e pensamentos. Respeitando todos, não obstante a fé e as opções de cada um.

 

E assim, neste íntimo viver dos dias e do calendário, permite-me a imaginação um verdadeiro espírito natalício!

 

 

 

Imagem retirada de  https://news.sky.com/story/pimp-says-rohingya-plight-good-for-business-11124977