dois dias, um sentir

 

jan 81 - mais leve

 

Sem qualquer objectivo em vista, gosto de passar o olhar pelas datas comemorativas do Calendarr para saber os eventos passados ou futuros.

Hoje, curiosamente, ele revelou-me que ontem foi o Dia de brincar na areia e que hoje, 12 de Agosto, é o Dia do filho do meio. Deliciam-me estes títulos, seja pela factor surpresa seja por chamarem a atenção para aspectos pouco comuns e aparentemente banais. Porém, talvez não seja exactamente assim…

Por um lado a areia…

…qual de nós não se envolveu ou envolve ainda com algum prazer na textura dos infinitos grãos de um areal e aí imagina/cria estranhos mundos ou efémeras construções? Brincar com a areia faz parte do nosso imaginário e do rol de sensações que se guardam nos recantos da memória e da pele. Creio que o nosso lado-criança sempre brinca na areia ao longo da vida, mesmo quando já não o faz ou nem tem areia por perto…

Por outro, aquela sensação de abandono por falta de atenção…

…quantos de nós, tendo ou não irmãos, já não nos sentimos o “filho do meio? E a sensação de ser invisível, indiferente ou quase ignorado em determinadas ocasiões pelo facto de outros, por estatuto, posição ou personalidade conseguirem captar facilmente a atenção e o olhar dos demais…

 

Ambos as datas me levam por aí…

…a sensações guardadas… a solidões sentidas….a detalhes vividos…à infância e aos areais dessa infância….aos castelos de areia…à idade adulta…a uma certa ingenuidade…talvez a tudo isso em conjunto….

Não sei.

Apenas senti que é importante relembrar.

 

 

(Desenho a lápis sobre papel, Janeiro 1981)

 

 

 

 

 

a linha…

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Há uma linha que tudo une. Por vezes é bem perceptível e sentida, noutras invisível e ignorada.
É nossa obrigação, enquanto passageiros do Tempo e da Vida, procurar as pontas dessa linha, tentar uni-las e dar-lhes um sentido ou uma leitura. Seja a que nível for.

Em 2019, entre erros e acertos, espero continuar a construir/compreender a minha história, cujo espírito está subjacente na imagem inicial deste post e que foi composta a partir de pedras que a natureza me ofereceu. Ela revela algo muito simples porque, neste caso, é apenas a história de uma linha.

Oxalá que em 2019 a história de cada um de nós respire essa simplicidade. Seria bom para as energias do mundo. Quanto ao Ano Velho… diria que não foi fácil mas que está perdoado. Que siga em Paz!

Um bom 2019 para todos!