pelas cores de águeda

 

Em 2006 a criatividade passou por Águeda pela primeira vez, tal como os baldes de tinta coloridos. Inspirou-se a cidade e os artistas que aderiram ao projecto para a animar de pormenores que são uma delícia.

Tendo o chapéu-de-chuva como mote e certamente o símbolo mais conhecido deste evento, ele é rei em algumas ruas mas também espreita em muitos recantos ou mesmo em edifícios públicos ou casas particulares.

Se a cor e a imaginação invadiram os equipamentos urbanos, também a arte urbana associada aos murais está presente em muitos locais, sejam eles mais expostos ou mais recônditos. Criatividade não falta por ali, basta procurá-la percorrendo aleatoriamente as ruas ou seguindo um folheto-roteiro publicado, esta sem dúvida a melhor forma de nada perder.

Apesar de saber da existência deste evento denominado AgitÁgueda há alguns anos, neste aliaram-se informações mais concretas com a passagem pela região, o que proporcionou um momento muito agradável.

Os concertos e performances terminam hoje, dia 24 de Julho, mas as instalações coloridas permanecerão na cidade até ao final de Setembro. Muitas já são permanentes.

Vale a pena a deslocação. Para melhor a planearem, Águeda é uma cidade que fica na região centro do país, a 25 quilómetros a este de Aveiro.

 

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turismo industrial

 

O termo “curiosidade” é vasto e abrange inúmeras vertentes, por vezes opostas. É o caso da curiosidade intelectual pura, aquela que se alimenta de leituras filosóficas e abstractas, por oposição à curiosidade tipo “paparazzi”, cujo único objectivo é saber e explorar a vida dos outros. Entre esses extremos encontram-se muitas alternativas, tal como a curiosidade que se centra nos mistérios da vida e da natureza, ou aquela que se foca  em gostar de saber como algo é fabricado ou funciona.

Este post é para este último tipo de curiosos e integra-se no âmbito de um turismo em desenvolvimento denominado Turismo Industrial.

  • S. João da Madeira é a cidade do país mais avançada neste conceito. Sendo uma área predominantemente industrial, resolveu apostar nessa vertente também para estimular o turismo. Nesse sentido, disponibiliza visitas guiadas a baixo custo a uma série de fábricas durante o período de laboração, o que é muitissimo interessante para os curiosos do tipo “como se faz?” Abrange fábricas de sapatos, lápis (a tão nossa conhecida Viarco!), peles, chapéus e passamanarias (elásticos, fitas, cordões). Este site, permite conhecer o projecto e fazer marcações. Para além desta vertente, S. João da Madeira é uma cidade muito agradável e com um grande parque urbano que se desenvolve ao longo do rio Ul, permitindo usufruir de excelentes passeios. Uma boa escolha para os curiosos fazerem uns dias de férias!
  • A zona da Marinha Grande possui igualmente vários projectos nesta área, permitindo a visita a fábricas de vidros, moldes e plásticos. Deixo aqui o link com toda essa informação.
  • Ainda nesta região, mais precisamente no concelho de Alcobaça, encontra-se a Vista Alegre Atlantis, que há muitos anos disponibiliza visitas à sua fábrica.
  •  Também a Autoeuropa em Palmela, indica no seu site que disponibiliza visitas, mas neste momento estão canceladas por tempo indeterminado. Creio que possa estar relacionado com o facto de estarem a preparar a produção de um novo modelo de carro.
  • Numa vertente bastante diferente, ou seja, no ramo alimentar, encontra-se o Lagar de Oliveira da Serra em Ferreira do Alentejo. Permite visitas durante todo o ano, mas a melhor altura para o fazer é no Outono, período em que ocorre a apanha da azeitona. É uma visita gratuita, muito educativa, que se desenvolve em instalações relativamente recentes e num edifício muito bonito.

Muitos destes polos têm associados museus que complementam a história dessas industrias nas respectivas regiões.

Haverá certamente outros locais deste tipo para visitar, mas este conjunto é muito interessante e asseguro que é um bom “alimento” para os mais curiosos.

 

passadiços

 

Não me vou debruçar sobre as estruturas construídas na envolvente do rio Paiva e no último ano tão largamente divulgadas por bons e maus motivos, simplesmente porque ainda não as conheço. Passeei por aquela região no verão que antecedeu a sua construção mas não sei quando a ela voltarei, sendo certo que, quando isso suceder, será para os percorrer em toda a sua extensão. Para já, limito-me a ir conhecendo as estruturas desse tipo que estão mais perto de Lisboa.

Os passadiços em madeira sobre zonas ambientalmente sensíveis são uma inovação relativamente recente e advêm não só de uma maior consciencialização para as questões ambientais, mas igualmente como resposta ao pouco cuidado que muitos demonstram ao pisotear zonas frágeis e em risco, caso dos cordões dunares, zonas de costa, sapais, etc.  Por outro lado funcionam também como chamativos turísticos, ou como locais agradáveis para a prática de actividade física ao ar livre e em ambiente natural. associados a estas finalidades, eles vão aparecendo por todo o país, esperando-se que sejam usufruídos por muitos e respeitados por todos.

Na zona de Lisboa e arredores é possível que existam outros que ainda desconheço. Não obstante, fica aqui uma referência a alguns que permitem uns agradáveis passeios:

– Junto à costa ocidental, na base da serra de Sintra e perto da praia do Guincho, encontram-se vários passadiços que permitem visitar o sistema dunar Areia-Guincho. Formam três percursos que acompanham as ondulações da duna da Cresmina e que, associados a um pequeno centro de interpretação, permitem conhecer a dinâmica natural da zona.

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– Um pouco mais a este, na zona de Murches e no limite do Parque Natural Sintra-Cascais, situam-se as Penhas do Marmeleiro, integradas no parque urbano com o mesmo nome. É uma área arejada, algo agreste por ser escarpada, mas muito bonita. Integra um circuito de passadiços, escadas e miradouros, que oferecem amplas vistas sobre a região. Com um espírito explorador, outros passeios são possíveis para além dos limites destas estruturas.

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– Perto da Póvoa de Santa Iria, ou seja, numa área adjacente ao estuário do Tejo, encontra-se um consistente e largo passadiço em madeira, denominado Trilho do Tejo. Foi construído sobre uma área de sapal e dá acesso a outros trilhos de terra, como o trilho da Verdelha e o do Forte da Casa. Toda esta zona, para além de proporcionar um agradável passeio de vários quilómetros, tem potencialidades ornitológicas a explorar.    A paisagem e as cores que o passadiço e os trilhos proporcionam na Primavera são fantásticos, o que já não deve acontecer durante a época mais quente, em que toda a vegetação deve estar seca. Não tem qualquer sombra, pelo que deve ser evitado nas horas de mais calor.

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– Por último e para além destes, não posso deixar de referir o conhecido percurso existente no Parque das Nações e que liga a torre Vasco da Gama (agora Myriad, Sana Hotel) à foz do rio Trancão. Possui diversas áreas de passadiços em madeira, que infelizmente estavam muito degradadas da última vez que os percorri. Entretanto passou algum tempo, pelo que espero que essa já não seja a realidade actual.

Bons passeios!

 

  • Se conhecerem outros no distrito de Lisboa partilhem-nos, pois gostaria de saber.