pela beira-mar…

 

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À beira-mar, a areia, a luz do sol e o mar convivem numa harmoniosa parceria, dando origem a belíssimas “obras de arte” especialmente durante a maré vazia.
Um olhar mais atento encontra pinturas…desenhos…baixos-relevos…ou apenas simples detalhes que alimentam a imaginação em tempo de férias e de disponibilidade.

Pessoalmente deliciam-me esses momentos com cheiro a maresia!

 

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Agradeço o vosso olhar!

 

 

(Dulce Delgado, Julho 2017)

 

 

 

junho…

 

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Para quem vive no hemisfério norte, o mês de Junho é, claramente, o tempo que faz a transição para o Verão e para o principal período de férias do ano.

Há medida que o mês avança e a temperatura atmosférica vai subindo, vamos sentindo na pele e no corpo uma vontade de movimento e de exterior, numa espécie de antecipação ao que está para vir. Diria que é o mês em que as férias saem do “mapa de férias” afixado no placard dos locais de trabalho e deixam de ser apenas uma ideia, uma perspectiva ou um desejo, passando a algo mais físico e emocional.

Se por um lado o corpo fica mais irrequieto, também começa a ser muito mais fácil a nossa mente sair por aí e iniciar um imenso voo em tons de céu, de verde ou de mar e, num ápice sem tempo nem conta-quilómetros, nos levar àquele lugar que está planeado na agenda, escrito no bilhete de avião real ou electrónico, ou apenas guardado como projecto ou desejo.

Depois… tão naturalmente como partiu, a mente volta à casa-mãe e, com um sorriso invisível leva-nos a pegar novamente na caneta, no teclado do computador ou em qualquer objecto/tarefa que faça parte do nossa actividade diária e pede que continuemos… e nós vamos continuar, certos que o processo se vai repetir… até chegar o primeiro dia de férias!

Digamos que o mês que o antecede, Maio, ainda nos permite estar na quietude do tempo, do espaço e das rotinas que nos envolvem com uma certa tranquilidade. Mas Junho, o irrequieto mês de Junho, é sinónimo de uma agradável inquietude, de um fervilhar e do desejo de outro respirar. E muitas vezes, vontade de outro lugar!

Indiscutivelmente…Junho está comigo!

 

 

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Olhei o céu,
depois o mar,
segui a linha do horizonte
e encontrei o teu olhar.

Era azul como o céu
e verde como o mar
aconcheguei-me na sua luz
e simplesmente deixei-me estar…

…até a noite nascer
a linha desaparecer
e a tua mão me encontrar!

 

Que este novo patamar da tua vida seja longo, saudável, feliz… e sempre em tons de verde, de azul e de partilha!

 

(Dulce Delgado, Outubro 2016)

 

nevoeiro de verão

 

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Manhã de Setembro…Praia de Santo Amaro de Oeiras…

 

O nevoeiro
apareceu em onda gigante
a partir do horizonte.
Em breve engoliu
o farol do Bugio,
e de cinzento vestiu
o céu
o mar
e o meu olhar.

Na praia,
procurei no céu
o azul que se escondia,
e no mar,
as velas do barco
que o olhar já não via.

Figuras esbatidas
percorriam a beira mar,
visão invulgar
que o olhar absorvia,
pela magia
e beleza sem par.

Muitas ondas
depois
recuou o nevoeiro,
deixando um azul
ténue e rasteiro.
Sem pressa,
retomou a praia o seu lugar,
envolta agora
num manto
quente,
abafado,
mudo e sem ar.

E eu afastei-me
sem pena
nem dor.
Aquele Verão incolor,
fora lindo
refrescante
profundamente envolvente
e bem mais inspirador!

 

(Dulce Delgado, Setembro 2016)

 

 

no mar e na vida

 

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As ondas do mar…como as ondas da vida…

…ora se ultrapassam com facilidade… ora somos arrastados pelo seu ímpeto, o que exige alguma força e um empenho especial no restabelecimento do equilíbrio …ora nos permitem flutuar com toda a calma e serenidade, sentindo o prazer da sua passagem.

São tempos e sentires que intercalam entre si, sendo certo que em qualquer das situações, algo será sentido, aprendido ou compreendido por cada um de nós.

Isto é tão verdadeiro, como certa será a presença de novas ondas….no mar…e na nossa vida!