entre margens

Somos pêndulos em movimento,
fixos à vida
completos entre dois polos.

Por vezes…
somos dúvida
incapacidade
insegurança
dor,

e noutros momentos …
força
certeza
ternura
amor!

Será esta dualidade
a nossa verdadeira realidade?

Como um rio…
…que flui naturalmente entre margens opostas?

(Dulce Delgado, poema antigo e não datado….mas sempre actual!)

sentir citadino

 

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Sob o sol brilhante
de um dia com meia idade,
o Tejo afaga as margens
num tranquilo
e terno abraço.

Aqui, neste lugar,
sou olhar
rio
luz
e silêncio
no ruído da cidade,
um imenso instante
de profunda igualdade!

 

(Dulce Delgado, Abril 2019)