doce páscoa

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Num mundo em estranha turbulência, o calendário cristão é pontuado por mais uma Páscoa e pela religiosidade a ela associada.

Mais do que a fé de cada um, é um tempo de boas energias porque as famílias se juntam na partilha de afectos, de novidades, de muitas iguarias e de uma doce disponibilidade.

No entanto, em muitas não é assim. Há famílias que são complexas como o mundo, em que há jogos de interesses, oportunismos e invejas, especialmente quando existem bens materiais em causa. Ou egoísmos que precisam de muito alimento.

Seja qual for o registo familiar em que nos integramos, tentemos favorecer a coesão e a partilha. Com ou sem religião associada. Apenas a partilha de algo genuíno, de uma boa energia que possa sair de nós na direcção dos outros e ser bem recebida, apesar das diferenças que sempre nos separam.

É isso que farei no meu pequeno e tranquilo circulo familiar!

E desejo o mesmo a todos vós!

Boa Páscoa!

 

 

 

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que as boas energias…

 

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… nascidas do espírito conciliador, de proximidade e de partilha que estes dias sempre propiciam, ajudem a melhorar os desequilíbrios e a intolerância que circula pelo mundo.

Um Feliz Natal para todos e não deixemos que a esperança se apague!

 

 

ver com outros olhos

 

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O meu olhar permite-me ver e com ele preencher de imagens os meus dias. É naturalmente sentido como um dado adquirido, a que apenas damos o real valor quando confrontados com a sua falta ou perante situações em que nos apercebemos da realidade de outros que estão impedidos de o ter da mesma forma.

Ver com outros olhos é o título de uma exposição que resultou de uma parceria entre o Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) e a Fundação Calouste Gulbenkian através de um projecto associado à arte, no qual foram convidadas pessoas de várias idades e com problemas de visão (amblíopes e cegas totais), para que registassem em imagens algo que tivesse a ver com a sua vida, vivência, percurso, gostos, sonhos, etc. Alguns conseguiram fazê-lo sem ajuda, outros descreveram a sua imagem e construíram-na com o apoio de outros.

Mais do que apostar na criatividade de pessoas com dificuldade de visão, esta exposição aposta na profunda sensibilidade que revelam, quer na escolha de detalhes quer nos pensamentos partilhados e que acompanham as imagens. A exposição é composta por vários módulos baseados em conceitos diferentes.

Todo o espaço expositivo está preparado para ser percorrido e sentido sem o olhar, impondo-se o táctil e o sonoro. Apesar de saber que “Ser cego não é fechar os olhos”, uma das frases que recordo da exposição, em vários momentos tentei agir como se fosse invisual, ou seja, fechei os olhos e senti/ouvi o que me era apresentado. Só posteriormente os abria e confrontava o que tinha percepcionado com a realidade, o que se revelou uma experiência estranha, diferente, mas muitíssimo interessante.

O olhar é uma forma fácil de nos relacionarmos com o mundo. Quem não o tem, desenvolve a “sabedoria dos sentidos” a partir de uma profunda e dorida aprendizagem nascida das dificuldades. E assim constrói um mundo semelhante ao de todos nós e composto igualmente de alegrias, tristezas, sonhos, devaneios, criatividade, paixões e tudo o mais que possamos imaginar. Mas sem facilitismos.

Esta exposição estará patente na Fundação Calouste Gulbenkian (Piso 0), até ao próximo dia 12 de Novembro e tem entrada livre.

 

José Oliveira, um amigo sempre presente neste blog, não só me alertou para a existência desta exposição, como continua a colaborar com o projecto que levou à sua montagem.
A imagem inicial é uma parte de um cartaz sobre a exposição e foi retirada de  https://irisinclusiva.pt/index.php?oid=3138&op=all
A fotografia original é da autoria de Igilcia Andrade / MEF,

 

 

harmonias

 

 

Harmonizar continentes, países, raças, sexos, ideias e sentimentos faz parte do imaginário de muitos de nós. Porém, neste mundo um tanto “cor-de-rosa” em que habito, isso é simples através da música e de algumas vozes que se harmonizam em duetos, como as que hoje partilho.

– No video inicial, Robert Plant, ex- Led Zeppelin e Alison Krauss, cantora country e violinista, juntaram o Reino Unido e os EUA no álbum Raising Sand (2007). Umas das faixas intitula-se Your long journey, um tema antigo e já cantado por outros artistas. Mas as suas vozes harmonizam na perfeição!

 

– Também Vanesa Martín, espanhola, se aliou no final de 2017 ao angolano Matias Damásio e em conjunto cantaram Porque queramos vernos, um dos temas que integra o álbum Munay, editado por esta cantora em 2016.

 

 

– E por último, sugiro o tema Naturalmente Naturalmente incluído no álbum Já É (2015) do artista brasileiro Arnaldo Antunes, aqui cantado em parceria com a portuguesa Manuela Azevedo, um dos elementos do grupo Clã.

 

 

E assim, discretamente, talvez o mundo tenha ficado um pouco mais harmonioso neste domingo à tarde….

 

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No início deste blog, em 2016, partilhei um post com alguns temas igualmente cantados em dueto. De certa forma, o post de hoje complementa esse, pelo que seria interessante passarem por ele e ouvirem as parcerias aí incluídas e que também aprecio bastante.

 

 

 

 

páscoa

 

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Eles não são propriamente discretos como este blog aprecia, mas bastante vistosos, coloridos e algo kitch. Contudo, são umas boas almas que vivem felizes na minha casa no meio de uma colecção de muitos e variados coelhos.

Esta é a sua época de eleição, em que andam por aí numa azáfama a distribuir ovos, amêndoas, desejos e magia. A cenoura não, essa é só deles!

Pedi-lhes para aparecerem no Discretamente e, com alegria, desejarem a todos…

… uma doce Páscoa e uma tranquila vivência deste tempo de passagem e transformação, afinal a ideia que alicerça esta época;

… que essa renovação seja sempre no sentido positivo e para algo de melhor, mesmo que mínima e muito subtil;

E ainda…

… que todos os vossos desejos sejam doces… já bastam os “amargos” que vagueiam pelo mundo!

 

 

 

 

talvez…

 

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Gosto da sublime ideia de que existe algo, talvez uma energia…talvez uma luz …talvez um anjo…talvez uma estrela…que nos acompanha, protege, alerta e orienta em determinados momentos.

Por vezes estará perto, muito perto de nós; noutros, ficará bem mais longe, apenas a “observar”… um pouco à maneira dos “anjos” do filme As Asas do Desejo de Wim Wenders. Mas gosto de imaginá-los como energias transparentes ou luminosas….

…dissolvidas na luz que entra na janela e inunda uma casa…

…voando na aragem sentida de um vento que não existe…

…na sensação de uma presença ausente…

…naquela forte intuição que nos ajuda a decidir…

…na intranquilidade que nos leva a procurar…

…nas situações de perigo em que um efémero segundo nos salva…

…naquele inexplicável sentimento de alegria…

…na estranha repetição de determinados sinais…

…no inesperado abanão que nos desperta de um adormecimento acordado…

 

Qualquer sentir é discutível, porque é apenas pessoal.

Para alguns de nós, a vivência e a experiência dá a esses sentires determinada explicação; para outros, a explicação estará noutra razão; nos mais cépticos, provavelmente não haverá explicação; e noutros, o sentir nem chega a ser sentido ou a ser razão.

A verdade, é que todos estamos certos.

 

 

poema ao novo tempo

 

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Quero um poema
puro
simples
e humano,
para receber o Novo Ano.

Quero-o límpido
diáfano
de luz,
doce de sentir
e fácil de espalhar,
com o meu
o teu
e o nosso olhar.

E com ele sermos faróis
fontes de luz
e de paz,
capazes de iluminar
as névoas que sempre
pairam
neste imenso habitar.

Não,
não é utopia,
apenas um desejo
semente
a receber um novo tempo,
para cultivar com amor
regar
e cuidar em cada dia!

 

Que 2018 revele o que profundamente desejam para vós e para o mundo!

 

 

(Dulce Delgado… no último dia de Dezembro de 2017!)