árvores do mundo

 

fuji 123a
Hondonero, um dos centenários castanheiros de Temblar, Segura del Toiro, Espanha

 

A Conservação da Natureza teve ontem o seu dia mundial, mas é nossa obrigação dar-lhe atenção todos os dias. Nesse sentido, hoje darei a palavra às árvores, seres que partilham o planeta connosco e que criam raízes neste substrato que também nos recebe e dá guarida. A natureza é una, pelo que tudo o que possa ser realizado no sentido de a preservar, é defender todas as espécies que dela dependem.

A organização Botanic Gardens Conservation International reúne cerca de cinco centenas de Jardins Botânicos de cem países e foi criada para proteger a flora de todo o mundo. Para além de catalogar e descrever as espécies encontradas, tem como objectivo reforçar a plantação das que se encontram em vias de extinção, assim como actuar de forma preventiva sobre espécies que estejam a ser demasiado consumidas ou usadas.

Esta instituição fez há relativamente pouco tempo um recenseamento de árvores a nível mundial, que levou à contabilização de 60.065 espécies diferentes.

Em países como o Brasil, a Colômbia ou a Indonésia, foram encontradas respectivamente 8715, 5776 e 5142 espécies diferentes e, por exemplo, do número contabilizado no Brasil, 4333 são espécies unicamente aí existentes. Por sua vez, 2991 espécies só apareceram em Madagáscar e 2584 apenas na Austrália.
Concluíram ainda que em todo o mundo estão ameaçadas cerca de 9600 espécies.

Estes são apenas alguns números globais desse grande estudo realizado pela primeira vez. Para nós, não especialistas em botânica, eles funcionam como factor de sensibilização e um acréscimo ao conhecimento restrito que possuímos, e que se limita a saber que as árvores formam uma grande família, que são importantes no equilíbrio do planeta e que algumas são magníficas. Porém, há uma floresta “enorme e silenciosa” que nos sustenta apesar de passar indiferente ao nosso olhar e atenção.

Qualquer acção que possa contribuir para que as árvores comecem a ser melhor cuidadas é importante, especialmente numa época em que as alterações climáticas são visíveis, a desertificação uma realidade, e os fogos e a desflorestação continuam cruelmente a destruir muitas das árvores do mundo.

Este estudo, creio que poderá ser um bom contributo.

 

 

 

 

Advertisements

sol

 

IMG_8923a

 

Em cada segundo, ele nasce para milhões de seres vivos deste planeta. Vinte e quatro horas por dia. Ilumina a existência, permite a vida, dá energia e é uma fonte de saúde e de inspiração.

Neste Dia do Sol, este foi o meu segundo…e esta imagem, a forma mais objectiva de reconhecer a sua importância e grandiosidade!

 

 

entre linhas

 

img_7563

 

  • A linha da vida, dizem, está na palma das nossas mãos. Talvez sim…ou talvez não. Eu prefiro pensar na vida como um emaranhado de linhas, ora rectas, ora curvas, ora cruzadas…e de muitas imaginadas!
  • A linha de pensamento precisa de muita segurança para não ter desvios, mas flexibilizá-la revela no mínimo alguma inteligência;
  • A linha do tempo é a história do mundo, mas igualmente a nossa história, com muitos momentos marcantes…e muito outros sentidos como semelhantes. E nesse fluir, o tempo vai alterando o mundo, a natureza e transformando-nos também. E vai escrevendo em nós e na nossa pele, aquelas linhas expressivas, tão belas quanto difíceis… como são as rugas!
  • No olhar, a linha está em tudo. Pura, como contorno ou escondida na perspectiva, ela é a essência. Aliás, basta pensar como o desenho sintetiza a sua presença. De uma forma geral não temos consciência dessa multitude de linhas e de contornos, porque os volumes ou as cores são mais chamativos e atractivos ao nosso olhar. Porém… a linha está sempre, mas sempre presente.
    Pontualmente reparamos nessa essência, nessa linha, mas apenas quando nos provoca uma emoção: ao ver as elegantes linhas arquitectónicas de um edifício, o bonito perfil de um rosto, o contorno de um corpo ou o recorte de uma agradável paisagem. E reparamos na linha do horizonte, pela carga emocional que desperta ao estar associada ao além e ao desconhecido;
  • Visíveis ou invisíveis, as linhas estão nas páginas de um caderno ou nas folhas dos livros. E formam a pauta onde vivem as claves, as notas musicais…e tantos símbolos mais!
  • Na ponta de um lápis ou de uma caneta que seguramos, nascem as infinitas linhas que formam as letras, as palavras e que desenham o mundo. Estas linhas são arte, são prosa, são poesia…e são parte da magia que alimenta o nosso dia!

 

Mas são muitas outras as linhas que nos envolvem:

  • Na terra que habitamos, existem os virtuais paralelos e meridianos, sendo o mais popular o de Greenwich; e existem as linhas de fronteira…a linha de costa…as linhas de água…as linhas férreas… a linha de metropolitano…
  • O céu… é o campo das linhas aéreas e, mais longuiquamente, das linhas-órbita dos planetas e de outros astros, ou ainda das imaginadas linhas que dão forma e nome às constelações de estrelas;
  • Na atmosfera e na meteorologia, temos as linhas isotérmicas…as isobáricas… e outras do género mas que não sei o nome.

 

Também na sociedade que construímos elas são imensas:

  • Começando pelas linhas telefónicas, temos as de emergência…de informação…de apoio ao cliente…de saúde…etc;
  • Noutros campos, temos as linhas de crédito…as linhas de montagem…as de costura, crochet e afins…
  • As linhas de fogo… marcam as guerras deste mundo;
  • E no desporto, temos a linha de partida…a desejada linha da meta…a linha de meio campo…a linha de baliza…etc.

 

E existem ainda as linhas mais invisíveis, psicológicas, de comportamento, de conduta…  linhas  que seguimos…que nos perseguem…que transgredimos… e os “fios da navalha” das nossas vidas…

Estamos rodeados de linhas, visíveis e invisíveis. E muitas haverá que certamente esqueci. É muito interessante pensar nesse “emaranhado”de linhas que nos envolvem… regem… usamos… seguimos… vemos…

…mas curiosamente, neste tão amplo contexto, o “manter a linha” é uma das tarefas mais difíceis!!!

 

 

percursos natalícios

img_7266

 

Foram muitos os que lhe pegaram, miraram ou leram, mas voltavam sempre a colocá-la no mesmo lugar. Nada de diferente acontecia, pelo que não compreendia a razão de continuar naquele confuso lugar onde ninguém se interessava verdadeiramente por ela.

Inesperadamente tudo mudou. Olharam-na com mais atenção, depositaram-na num carrinho com grades e cheio de compras de todo o tipo, embrulharam-na num papel de muitas cores e, por fim, colocaram-lhe à volta uma fita vermelha com um enorme laço. Estava linda!

Rodeada de outros tão bem vestidos como ela e debaixo de uma árvore replecta de luzes que piscavam, permaneceu alguns dias e noites esperando um acontecimento que desconhecia, mas que devia ser muito importante. Feliz e cheia de esperança, viveu o melhor tempo da sua vida.

Uma noite, no meio de uma enorme confusão alguém lhe pegou.

Primeiro arrancaram-lhe o laço à força e rasgaram o papel que a cobria; depois abriram-na para retirar o seu conteúdo; e por fim, sem qualquer cuidado, atiraram-na para um canto, despida por dentro e por fora, para junto de um amontoado de outras caixas como ela,  de papéis rasgados e de laços feridos. Ninguém mais lhe prestou atenção.

No dia seguinte, deu por si num caixote no meio de muito lixo, sujidade e mau cheiro. Muito triste, pensou no porquê da sua existência e principalmente no seu fim…

….” se ao menos me tivessem levado para a reciclagem!…”

 

Com este conto, desejo-vos um BOM… e ecológico NATAL!

– A Internet disponibiliza diversas informações sobre as atitudes mais ecológicas a ter em conta antes, durante e após esta época festiva. Nesse sentido, vale a pena ler aqui o conteúdo de uma  página elaborada pela associação Quercus.

Eu diria que… se todos colocarmos os resíduos resultantes deste Natal (garrafas, papéis, caixas e embalagens de produtos alimentares) nos respectivos contentores de reciclagem e, se devolvermos à terra o que é da terra, como musgos e outras ramagens utilizadas nesta época…já estamos a dar uma boa prenda de Natal a este belo planeta!

 

 

a pele do planeta

 

A crosta terrestre é a pele do nosso planeta. Tem texturas diferenciadas, sendo mais macia ou fina em determinadas zonas e rugosa ou espessa noutras. Como “ser vivo” que é, reflecte em larga escala o que se passa num organismo, apresentando aqui e ali alguma vulnerabilidade e mais sensibilidade e, noutras áreas, maior resistência e dureza. É activa, dinâmica e está em constante adaptação. Possui ainda, tal como nós, um sistema circulatório que a alimenta, zonas mais quentes, outras mais frias, etc.

Essa pele é vasta, imensa, mas o nosso olhar percepciona-a apenas numa ínfima dimensão. Apesar de sabermos que ela contem algumas maravilhas geológicas – que observamos em grutas ou museus temáticos – raramente perdemos tempo a olhar para as texturas que a constituem. Frequentemente passamos ao seu lado e nada vemos porque, na prática, não estamos disponíveis para esse olhar.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é apenas um ponto na superfície do planeta. Mas esse ponto, essa faixa junto ao mar é extremamente rica em pormenores, texturas e olhares, revelando uma poesia muito própria. Encontramo-la nos vastos areais, na dinâmica do mar e das ondas, no céu azul ou cheio de neblinas, mas especialmente na diversidade das rochas e pedras que o cobrem. É neste último ponto que incide este post: nas texturas da “pele” daquela região.

Deixo-vos aqui uma pequena amostra da riqueza geológica que ela nos oferece.

 

IMG_3590

 

IMG_3594a

 

IMG_3595

 

IMG_3598

 

IMG_3601

 

IMG_3603

 

IMG_3605

 

IMG_3607

 

IMG_3611

 

IMG_3599

 

IMG_3606

 

the earth overshoot day

 

Em 2014, The Earth Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra) foi a 19 de Agosto; em 2015 foi a 13, e este ano será amanhã, 8 de Agosto.

Este dia significa que a humanidade consumiu os recursos que o planeta é capaz de renovar num ano e, pior ainda, que até ao final de 2016 viveremos “a crédito” e daquilo que não temos.
Segundo a organização Global Footprint Network, já necessitamos dos recursos de 1,6 planetas por ano, o que obviamente começa a implicar alterações em vários campos: escassez de água, aumento da desertificação e da erosão dos solos, diminuição da produção agrícola e das reservas de peixe, etc, etc. E ainda um aumento das emissões de CO2.

 
Se continuarmos neste caminho, em 2030 consumiremos duas vezes mais do que o planeta produz….

Isto é assustador para todos, mas especialmente para as novas gerações. Para que algo se altere, será necessário uma mudança de estilo de vida, um grande incremento das energias renováveis e especialmente uma forte vontade política a nível mundial.

Seremos nós, habitantes deste planeta capazes de o fazer?

 

man

 

Esta pequena animação da autoria do ilustrador e animador inglês Steve Cutts revela, em pouco mais de três minutos, o impacto negativo e a repercussão que teve o aparecimento do homem sobre o planeta que habitamos.

Abstraindo algum exagero próprio de um filme deste tipo, é bastante clara a forma como a sua evolução e “sabedoria” destruiu e deixou marcas irreversíveis nesta bela terra que o acolheu.

Vale a pena ver e pensar um pouco.