sol

 

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Em cada segundo, ele nasce para milhões de seres vivos deste planeta. Vinte e quatro horas por dia. Ilumina a existência, permite a vida, dá energia e é uma fonte de saúde e de inspiração.

Neste Dia do Sol, este foi o meu segundo…e esta imagem, a forma mais objectiva de reconhecer a sua importância e grandiosidade!

 

 

entre linhas

 

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  • A linha da vida, dizem, está na palma das nossas mãos. Talvez sim…ou talvez não. Eu prefiro pensar na vida como um emaranhado de linhas, ora rectas, ora curvas, ora cruzadas…e de muitas imaginadas!
  • A linha de pensamento precisa de muita segurança para não ter desvios, mas flexibilizá-la revela no mínimo alguma inteligência;
  • A linha do tempo é a história do mundo, mas igualmente a nossa história, com muitos momentos marcantes…e muito outros sentidos como semelhantes. E nesse fluir, o tempo vai alterando o mundo, a natureza e transformando-nos também. E vai escrevendo em nós e na nossa pele, aquelas linhas expressivas, tão belas quanto difíceis… como são as rugas!
  • No olhar, a linha está em tudo. Pura, como contorno ou escondida na perspectiva, ela é a essência. Aliás, basta pensar como o desenho sintetiza a sua presença. De uma forma geral não temos consciência dessa multitude de linhas e de contornos, porque os volumes ou as cores são mais chamativos e atractivos ao nosso olhar. Porém… a linha está sempre, mas sempre presente.
    Pontualmente reparamos nessa essência, nessa linha, mas apenas quando nos provoca uma emoção: ao ver as elegantes linhas arquitectónicas de um edifício, o bonito perfil de um rosto, o contorno de um corpo ou o recorte de uma agradável paisagem. E reparamos na linha do horizonte, pela carga emocional que desperta ao estar associada ao além e ao desconhecido;
  • Visíveis ou invisíveis, as linhas estão nas páginas de um caderno ou nas folhas dos livros. E formam a pauta onde vivem as claves, as notas musicais…e tantos símbolos mais!
  • Na ponta de um lápis ou de uma caneta que seguramos, nascem as infinitas linhas que formam as letras, as palavras e que desenham o mundo. Estas linhas são arte, são prosa, são poesia…e são parte da magia que alimenta o nosso dia!

 

Mas são muitas outras as linhas que nos envolvem:

  • Na terra que habitamos, existem os virtuais paralelos e meridianos, sendo o mais popular o de Greenwich; e existem as linhas de fronteira…a linha de costa…as linhas de água…as linhas férreas… a linha de metropolitano…
  • O céu… é o campo das linhas aéreas e, mais longuiquamente, das linhas-órbita dos planetas e de outros astros, ou ainda das imaginadas linhas que dão forma e nome às constelações de estrelas;
  • Na atmosfera e na meteorologia, temos as linhas isotérmicas…as isobáricas… e outras do género mas que não sei o nome.

 

Também na sociedade que construímos elas são imensas:

  • Começando pelas linhas telefónicas, temos as de emergência…de informação…de apoio ao cliente…de saúde…etc;
  • Noutros campos, temos as linhas de crédito…as linhas de montagem…as de costura, crochet e afins…
  • As linhas de fogo… marcam as guerras deste mundo;
  • E no desporto, temos a linha de partida…a desejada linha da meta…a linha de meio campo…a linha de baliza…etc.

 

E existem ainda as linhas mais invisíveis, psicológicas, de comportamento, de conduta…  linhas  que seguimos…que nos perseguem…que transgredimos… e os “fios da navalha” das nossas vidas…

Estamos rodeados de linhas, visíveis e invisíveis. E muitas haverá que certamente esqueci. É muito interessante pensar nesse “emaranhado”de linhas que nos envolvem… regem… usamos… seguimos… vemos…

…mas curiosamente, neste tão amplo contexto, o “manter a linha” é uma das tarefas mais difíceis!!!

 

 

percursos natalícios

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Foram muitos os que lhe pegaram, miraram ou leram, mas voltavam sempre a colocá-la no mesmo lugar. Nada de diferente acontecia, pelo que não compreendia a razão de continuar naquele confuso lugar onde ninguém se interessava verdadeiramente por ela.

Inesperadamente tudo mudou. Olharam-na com mais atenção, depositaram-na num carrinho com grades e cheio de compras de todo o tipo, embrulharam-na num papel de muitas cores e, por fim, colocaram-lhe à volta uma fita vermelha com um enorme laço. Estava linda!

Rodeada de outros tão bem vestidos como ela e debaixo de uma árvore replecta de luzes que piscavam, permaneceu alguns dias e noites esperando um acontecimento que desconhecia, mas que devia ser muito importante. Feliz e cheia de esperança, viveu o melhor tempo da sua vida.

Uma noite, no meio de uma enorme confusão alguém lhe pegou.

Primeiro arrancaram-lhe o laço à força e rasgaram o papel que a cobria; depois abriram-na para retirar o seu conteúdo; e por fim, sem qualquer cuidado, atiraram-na para um canto, despida por dentro e por fora, para junto de um amontoado de outras caixas como ela,  de papéis rasgados e de laços feridos. Ninguém mais lhe prestou atenção.

No dia seguinte, deu por si num caixote no meio de muito lixo, sujidade e mau cheiro. Muito triste, pensou no porquê da sua existência e principalmente no seu fim…

….” se ao menos me tivessem levado para a reciclagem!…”

 

Com este conto, desejo-vos um BOM… e ecológico NATAL!

– A Internet disponibiliza diversas informações sobre as atitudes mais ecológicas a ter em conta antes, durante e após esta época festiva. Nesse sentido, vale a pena ler aqui o conteúdo de uma  página elaborada pela associação Quercus.

Eu diria que… se todos colocarmos os resíduos resultantes deste Natal (garrafas, papéis, caixas e embalagens de produtos alimentares) nos respectivos contentores de reciclagem e, se devolvermos à terra o que é da terra, como musgos e outras ramagens utilizadas nesta época…já estamos a dar uma boa prenda de Natal a este belo planeta!

 

 

a pele do planeta

 

A crosta terrestre é a pele do nosso planeta. Tem texturas diferenciadas, sendo mais macia ou fina em determinadas zonas e rugosa ou espessa noutras. Como “ser vivo” que é, reflecte em larga escala o que se passa num organismo, apresentando aqui e ali alguma vulnerabilidade e mais sensibilidade e, noutras áreas, maior resistência e dureza. É activa, dinâmica e está em constante adaptação. Possui ainda, tal como nós, um sistema circulatório que a alimenta, zonas mais quentes, outras mais frias, etc.

Essa pele é vasta, imensa, mas o nosso olhar percepciona-a apenas numa ínfima dimensão. Apesar de sabermos que ela contem algumas maravilhas geológicas – que observamos em grutas ou museus temáticos – raramente perdemos tempo a olhar para as texturas que a constituem. Frequentemente passamos ao seu lado e nada vemos porque, na prática, não estamos disponíveis para esse olhar.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é apenas um ponto na superfície do planeta. Mas esse ponto, essa faixa junto ao mar é extremamente rica em pormenores, texturas e olhares, revelando uma poesia muito própria. Encontramo-la nos vastos areais, na dinâmica do mar e das ondas, no céu azul ou cheio de neblinas, mas especialmente na diversidade das rochas e pedras que o cobrem. É neste último ponto que incide este post: nas texturas da “pele” daquela região.

Deixo-vos aqui uma pequena amostra da riqueza geológica que ela nos oferece.

 

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the earth overshoot day

 

Em 2014, The Earth Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra) foi a 19 de Agosto; em 2015 foi a 13, e este ano será amanhã, 8 de Agosto.

Este dia significa que a humanidade consumiu os recursos que o planeta é capaz de renovar num ano e, pior ainda, que até ao final de 2016 viveremos “a crédito” e daquilo que não temos.
Segundo a organização Global Footprint Network, já necessitamos dos recursos de 1,6 planetas por ano, o que obviamente começa a implicar alterações em vários campos: escassez de água, aumento da desertificação e da erosão dos solos, diminuição da produção agrícola e das reservas de peixe, etc, etc. E ainda um aumento das emissões de CO2.

 
Se continuarmos neste caminho, em 2030 consumiremos duas vezes mais do que o planeta produz….

Isto é assustador para todos, mas especialmente para as novas gerações. Para que algo se altere, será necessário uma mudança de estilo de vida, um grande incremento das energias renováveis e especialmente uma forte vontade política a nível mundial.

Seremos nós, habitantes deste planeta capazes de o fazer?

 

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Esta pequena animação da autoria do ilustrador e animador inglês Steve Cutts revela, em pouco mais de três minutos, o impacto negativo e a repercussão que teve o aparecimento do homem sobre o planeta que habitamos.

Abstraindo algum exagero próprio de um filme deste tipo, é bastante clara a forma como a sua evolução e “sabedoria” destruiu e deixou marcas irreversíveis nesta bela terra que o acolheu.

Vale a pena ver e pensar um pouco.

 

novo tempo

 

Já lá vai o tempo… em que o tempo meteorológico era previsível e as estações acompanhavam o folhear do calendário. Poderiam surgir pequenos desajustes, mas o Verão começava na altura certa, tal como as restantes estações. Sabíamos mais facilmente o que vestir, qual a altura ideal de trocar a roupa no roupeiro ou o momento certo para marcar férias consoante o tempo que se pretendesse.

Porém, mudaram-se os tempos…. e mudou a vontade do tempo! Cansada de tanta afronta ao planeta terra, a atmosfera mudou de táctica. Hoje, ela não segue regras, faz o que quer, tornou-se bipolar. Talvez assim chame a atenção…

Em consequência, tudo se tornou mais complicado: para além de reacções extremadas, em poucos dias podemos ter as quatro estações, a temperatura pode alterar mais de dez graus de um dia para o outro, recorremos a vários locais de previsão meteorológica à espera de encontrar o mais certeiro e…. especialmente para as mulheres, o espaço do roupeiro não chega para manter à mão a roupa adequada a estes golpes e humores atmosféricos.

Mas tudo tem o seu lado positivo e esta mudança de paradigma meteorológico também: hoje, no geral, damos muito mais valor aos dias bonitos, equilibrados e de céu azul, porque eles escasseiam e já não são um dado adquirido que vem indicado no calendário. Eles andam por aí ao sabor das desarmonias que nós cultivamos ao longo de décadas e de mau uso deste planeta. De vez em quando descem sobre nós, ora aqui, ora além, como um presente, para lhes darmos o devido valor. E pensarmos na sua efemeridade. Depois vão embora, até uma próxima visita.

Então… é altura de irmos ao roupeiro buscar mais um casaco ou uma camisola….. pois voltaram os dias cinzentos e voltou novamente o fresco….

….mas como se adaptam os restantes seres vivos deste planeta a estas evidentes alterações?