olá verão!

 

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A repetição dos ciclos da natureza marca o tempo da nossa vida. Entre um solstício e outro passam seis meses…até ao seguinte outros seis….o que na prática significa um ano que fluiu em nós como um vento, por vezes brisa, por vezes vendaval.

Hoje, no hemisfério norte, damos as boas vindas a um novo Verão e ao dia com mais horas de luz do ano. Para outros será o oposto. E para os que vivem nos extremos norte e sul desta belíssima esfera viajante do espaço, haverá respectivamente 24 horas de sol ou 24 horas de sombra.

Nesse instante que acontece precisamente às 11h 07m de hoje, os sensores da pele e da retina de quem habita nos quatro “cantos do mundo” estarão a receber informações totalmente diferentes. A relatividade da vida está aqui bem expressa: todos estamos certos, sentindo sensações diferentes ou até opostas!
Que bom seria que esta constatação fosse bem mais ampla e abrangesse outros campos que separam a humanidade! Ou que a diversidade fosse tão naturalmente aceite!

Voltando ao tema de hoje, e ao Verão…

…nos últimos dias, uma irrequieta e instável Primavera foi surpreendida por um calor repentino, abafado, tropical e que deixou o ar quase irrespirável. O corpo não apreciou tão brusca mudança e relaxou. O cérebro, pelo contrário, activou as sinapses e os processos do pensamento mas, curiosamente, orientando-os apenas numa direcção: vontade de férias e de descanso!

Sendo o Verão um tempo de energias positivas, simbolicamente um tempo em que a luz supera as trevas, que essa imagem seja nossa mentora mesmo quando cansados e precisando urgentemente de parar e de descansar. Que se reflicta nas pequenas coisas, no detalhe, na vontade de sentir, de estar, de partilhar. De dar algo.

É esse o desejo que me acompanha hoje…aqui… neste cantinho europeu… neste recanto do mundo…neste Universo infinito em que somos apenas um ínfimo ponto….

…e neste dia em que o Verão decidiu nascer cinzento, ventoso e chuvoso em Portugal!

 

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A vida é sempre uma surpresa!

Para uns, que seja um bom Verão…e para outros um Inverno de aconchego!

 

 

 

 

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pelo mundo do ambiente…

 

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A Costa Rica é um pequeno país da América Central, actualmente com importantes preocupações ecológicas. Li há algum tempo que, para além da energia gasta ser quase na totalidade proveniente de fontes renováveis, há alguns anos baniu a pesca ao tubarão porque algumas espécies estavam ameaçadas, fechou os seus zoos, está na vanguarda do ecoturismo e, numa próxima etapa, pretende ser o primeiro país do mundo a banir o uso de plástico de uso único, como garrafas de água, palhinhas, sacos, pratos e talheres, substituindo-os por materiais biodegradáveis, não derivados do petróleo e possíveis de compostagem.
Esta vontade não surgiu do acaso, mas da constatação que o próprio país estava a sofrer um grave problema com os plásticos produzidos. Então decidiu actuar e pretende fazê-lo até 2021.

Posto isto…

… neste Dia Mundial do Ambiente, em que os portugueses ficaram a saber que estão a produzir mais lixo (não sei especificamente de que tipo, se corresponde a lixo reciclável e, muito menos, se o país está a dar a devida resposta a esse aumento), e ainda,

… uma semana depois da divulgação pela Comissão Europeia do plano estratégico até 2030 para redução dos plásticos e sua total reciclagem….

…apetecia-me um pouco mais de ambição a este nível!

 

Pergunto:

– Porquê o ano de 2030, o que significa na prática mais doze a contribuir para a poluição do planeta, especialmente dos oceanos, onde já se acumulam enormes ilhas de plástico?

– Porque não assumir a Europa, como “velho continente e por isso talvez mais sábio”, as rédeas de uma intensa campanha de sensibilização, pesquisa e inovação, impondo a ela própria um prazo de quatro ou cinco anos para mudança de um modelo que, definitivamente, está a ser prejudicial a esta bela esfera que nos abriga e sustenta? Não poderia ela abraçar essa grande causa, a par, por exemplo, da Organização das Nações Unidas?

As campanhas resultam, desde que sejam bem organizadas e seriamente divulgadas. As pessoas adaptam-se, mesmo que inicialmente essa mudança de hábitos gere alguma controvérsia. Esse processo é natural.

A verdadeira razão de um “plano estratégico a doze anos” num contexto em que deveria ser urgente, não são as pessoas. Não somos nós que, em percentagem sempre crescente, temos todo o cuidado em separar os diferentes materiais e de os colocar no devido contentor para reciclar; não será também daquele que, apesar de não fazer isso, facilmente se adaptaria a um novo modelo/material menos poluente, mais ecológico e biodegradável; provavelmente a grande razão desse timing exagerado são os interesses económicos associados a uma enorme, produtiva e rentável indústria que “vive e se alimenta” de um material que já foi inovador, mas que o tempo, o mau uso e o abuso tornou prejudicial: o plástico!

 

 

(Imagem retirada de https://marcioantoniassi.wordpress.com/2016/11/12/reciclagem-de-garrafa-pet-bacterias-que-comem-plastico/)

 

 

árvores do mundo

 

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Hondonero, um dos centenários castanheiros de Temblar, Segura del Toiro, Espanha

 

A Conservação da Natureza teve ontem o seu dia mundial, mas é nossa obrigação dar-lhe atenção todos os dias. Nesse sentido, hoje darei a palavra às árvores, seres que partilham o planeta connosco e que criam raízes neste substrato que também nos recebe e dá guarida. A natureza é una, pelo que tudo o que possa ser realizado no sentido de a preservar, é defender todas as espécies que dela dependem.

A organização Botanic Gardens Conservation International reúne cerca de cinco centenas de Jardins Botânicos de cem países e foi criada para proteger a flora de todo o mundo. Para além de catalogar e descrever as espécies encontradas, tem como objectivo reforçar a plantação das que se encontram em vias de extinção, assim como actuar de forma preventiva sobre espécies que estejam a ser demasiado consumidas ou usadas.

Esta instituição fez há relativamente pouco tempo um recenseamento de árvores a nível mundial, que levou à contabilização de 60.065 espécies diferentes.

Em países como o Brasil, a Colômbia ou a Indonésia, foram encontradas respectivamente 8715, 5776 e 5142 espécies diferentes e, por exemplo, do número contabilizado no Brasil, 4333 são espécies unicamente aí existentes. Por sua vez, 2991 espécies só apareceram em Madagáscar e 2584 apenas na Austrália.
Concluíram ainda que em todo o mundo estão ameaçadas cerca de 9600 espécies.

Estes são apenas alguns números globais desse grande estudo realizado pela primeira vez. Para nós, não especialistas em botânica, eles funcionam como factor de sensibilização e um acréscimo ao conhecimento restrito que possuímos, e que se limita a saber que as árvores formam uma grande família, que são importantes no equilíbrio do planeta e que algumas são magníficas. Porém, há uma floresta “enorme e silenciosa” que nos sustenta apesar de passar indiferente ao nosso olhar e atenção.

Qualquer acção que possa contribuir para que as árvores comecem a ser melhor cuidadas é importante, especialmente numa época em que as alterações climáticas são visíveis, a desertificação uma realidade, e os fogos e a desflorestação continuam cruelmente a destruir muitas das árvores do mundo.

Este estudo, creio que poderá ser um bom contributo.

 

 

 

 

sol

 

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Em cada segundo, ele nasce para milhões de seres vivos deste planeta. Vinte e quatro horas por dia. Ilumina a existência, permite a vida, dá energia e é uma fonte de saúde e de inspiração.

Neste Dia do Sol, este foi o meu segundo…e esta imagem, a forma mais objectiva de reconhecer a sua importância e grandiosidade!

 

 

entre linhas

 

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  • A linha da vida, dizem, está na palma das nossas mãos. Talvez sim…ou talvez não. Eu prefiro pensar na vida como um emaranhado de linhas, ora rectas, ora curvas, ora cruzadas…e de muitas imaginadas!
  • A linha de pensamento precisa de muita segurança para não ter desvios, mas flexibilizá-la revela no mínimo alguma inteligência;
  • A linha do tempo é a história do mundo, mas igualmente a nossa história, com muitos momentos marcantes…e muito outros sentidos como semelhantes. E nesse fluir, o tempo vai alterando o mundo, a natureza e transformando-nos também. E vai escrevendo em nós e na nossa pele, aquelas linhas expressivas, tão belas quanto difíceis… como são as rugas!
  • No olhar, a linha está em tudo. Pura, como contorno ou escondida na perspectiva, ela é a essência. Aliás, basta pensar como o desenho sintetiza a sua presença. De uma forma geral não temos consciência dessa multitude de linhas e de contornos, porque os volumes ou as cores são mais chamativos e atractivos ao nosso olhar. Porém… a linha está sempre, mas sempre presente.
    Pontualmente reparamos nessa essência, nessa linha, mas apenas quando nos provoca uma emoção: ao ver as elegantes linhas arquitectónicas de um edifício, o bonito perfil de um rosto, o contorno de um corpo ou o recorte de uma agradável paisagem. E reparamos na linha do horizonte, pela carga emocional que desperta ao estar associada ao além e ao desconhecido;
  • Visíveis ou invisíveis, as linhas estão nas páginas de um caderno ou nas folhas dos livros. E formam a pauta onde vivem as claves, as notas musicais…e tantos símbolos mais!
  • Na ponta de um lápis ou de uma caneta que seguramos, nascem as infinitas linhas que formam as letras, as palavras e que desenham o mundo. Estas linhas são arte, são prosa, são poesia…e são parte da magia que alimenta o nosso dia!

 

Mas são muitas outras as linhas que nos envolvem:

  • Na terra que habitamos, existem os virtuais paralelos e meridianos, sendo o mais popular o de Greenwich; e existem as linhas de fronteira…a linha de costa…as linhas de água…as linhas férreas… a linha de metropolitano…
  • O céu… é o campo das linhas aéreas e, mais longuiquamente, das linhas-órbita dos planetas e de outros astros, ou ainda das imaginadas linhas que dão forma e nome às constelações de estrelas;
  • Na atmosfera e na meteorologia, temos as linhas isotérmicas…as isobáricas… e outras do género mas que não sei o nome.

 

Também na sociedade que construímos elas são imensas:

  • Começando pelas linhas telefónicas, temos as de emergência…de informação…de apoio ao cliente…de saúde…etc;
  • Noutros campos, temos as linhas de crédito…as linhas de montagem…as de costura, crochet e afins…
  • As linhas de fogo… marcam as guerras deste mundo;
  • E no desporto, temos a linha de partida…a desejada linha da meta…a linha de meio campo…a linha de baliza…etc.

 

E existem ainda as linhas mais invisíveis, psicológicas, de comportamento, de conduta…  linhas  que seguimos…que nos perseguem…que transgredimos… e os “fios da navalha” das nossas vidas…

Estamos rodeados de linhas, visíveis e invisíveis. E muitas haverá que certamente esqueci. É muito interessante pensar nesse “emaranhado”de linhas que nos envolvem… regem… usamos… seguimos… vemos…

…mas curiosamente, neste tão amplo contexto, o “manter a linha” é uma das tarefas mais difíceis!!!

 

 

percursos natalícios

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Foram muitos os que lhe pegaram, miraram ou leram, mas voltavam sempre a colocá-la no mesmo lugar. Nada de diferente acontecia, pelo que não compreendia a razão de continuar naquele confuso lugar onde ninguém se interessava verdadeiramente por ela.

Inesperadamente tudo mudou. Olharam-na com mais atenção, depositaram-na num carrinho com grades e cheio de compras de todo o tipo, embrulharam-na num papel de muitas cores e, por fim, colocaram-lhe à volta uma fita vermelha com um enorme laço. Estava linda!

Rodeada de outros tão bem vestidos como ela e debaixo de uma árvore replecta de luzes que piscavam, permaneceu alguns dias e noites esperando um acontecimento que desconhecia, mas que devia ser muito importante. Feliz e cheia de esperança, viveu o melhor tempo da sua vida.

Uma noite, no meio de uma enorme confusão alguém lhe pegou.

Primeiro arrancaram-lhe o laço à força e rasgaram o papel que a cobria; depois abriram-na para retirar o seu conteúdo; e por fim, sem qualquer cuidado, atiraram-na para um canto, despida por dentro e por fora, para junto de um amontoado de outras caixas como ela,  de papéis rasgados e de laços feridos. Ninguém mais lhe prestou atenção.

No dia seguinte, deu por si num caixote no meio de muito lixo, sujidade e mau cheiro. Muito triste, pensou no porquê da sua existência e principalmente no seu fim…

….” se ao menos me tivessem levado para a reciclagem!…”

 

Com este conto, desejo-vos um BOM… e ecológico NATAL!

– A Internet disponibiliza diversas informações sobre as atitudes mais ecológicas a ter em conta antes, durante e após esta época festiva. Nesse sentido, vale a pena ler aqui o conteúdo de uma  página elaborada pela associação Quercus.

Eu diria que… se todos colocarmos os resíduos resultantes deste Natal (garrafas, papéis, caixas e embalagens de produtos alimentares) nos respectivos contentores de reciclagem e, se devolvermos à terra o que é da terra, como musgos e outras ramagens utilizadas nesta época…já estamos a dar uma boa prenda de Natal a este belo planeta!

 

 

a pele do planeta

 

A crosta terrestre é a pele do nosso planeta. Tem texturas diferenciadas, sendo mais macia ou fina em determinadas zonas e rugosa ou espessa noutras. Como “ser vivo” que é, reflecte em larga escala o que se passa num organismo, apresentando aqui e ali alguma vulnerabilidade e mais sensibilidade e, noutras áreas, maior resistência e dureza. É activa, dinâmica e está em constante adaptação. Possui ainda, tal como nós, um sistema circulatório que a alimenta, zonas mais quentes, outras mais frias, etc.

Essa pele é vasta, imensa, mas o nosso olhar percepciona-a apenas numa ínfima dimensão. Apesar de sabermos que ela contem algumas maravilhas geológicas – que observamos em grutas ou museus temáticos – raramente perdemos tempo a olhar para as texturas que a constituem. Frequentemente passamos ao seu lado e nada vemos porque, na prática, não estamos disponíveis para esse olhar.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é apenas um ponto na superfície do planeta. Mas esse ponto, essa faixa junto ao mar é extremamente rica em pormenores, texturas e olhares, revelando uma poesia muito própria. Encontramo-la nos vastos areais, na dinâmica do mar e das ondas, no céu azul ou cheio de neblinas, mas especialmente na diversidade das rochas e pedras que o cobrem. É neste último ponto que incide este post: nas texturas da “pele” daquela região.

Deixo-vos aqui uma pequena amostra da riqueza geológica que ela nos oferece.

 

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