relativizar…

Em Lisboa, o dia e a semana nasceram em tons de cinzento e com previsão de pluviosidade. Pouco depois de nascer logo o sol ficou tapado por densas nuvens ficando desagradável e incómodo para enfrentar uma segunda-feira… talvez o dia da semana em que a capacidade de relativizar é bastante menor…

Porém, as previsões não se concretizaram e logo o cinzento deu lugar a um lindíssimo céu azul com nuvens muito dispersas e temperatura agradável.

Lição a tirar (para além das cada vez mais constantes falhas meteorológicas): quantas vezes olhamos para uma situação com um dramatismo negro e desagradável…para posteriormente verificarmos que tudo foi ultrapassado sem causar perturbação de maior? E que a dificuldade prevista não se concretizou e que tudo fluiu naturalmente?

Certamente muitas vezes e em demasiados momentos da nossa Vida!

É obvio que a chuva se atrasou…desviou o rumo…não sei. Agora a previsão é que comece a cair em Lisboa amanhã, terça-feira, ao fim do dia.

Que venha e nos nolhe!

Afinal já passou a segunda feira……… e precisamos urgentemente da sua presença!

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mensagens

Que mensagem quererá a mãe natureza transmitir nos sinais que vai deixando pela matéria que a constitui e de que ela própria é escultora?

Que linhas e grafismos são estes, pequenos universos indefinidos, desenhados por mão tão hábil em pedras, rochas, cristais, troncos, folhas, nervuras ou flores?

Estarão nestas linhas as respostas ao que interminavelmente procuramos e queremos entender?

Perante esta dúvida imensa, apenas entendo algumas coisas muito simples, porque as vejo, porque as sinto, porque são perfeitas, quase perfeitas…

…como a linha descrita por um ramo de árvore no ar, linha mágica que é o seu caminho, porque foi aquele que a natureza escolheu…como uma pincelada de artista… espontânea… e lentamente escrita no vazio;

…ou os efeitos da paciente erosão sobre certos materiais, como por exemplo sobre as pedras da imagem acima, onde deixou visíveis estas linhas e não outras, estas formas e não outras…transformando cada pedra numa obra de arte;

…ou o maravilhoso processo que leva ao aparecimento de cristais, alguns de forma e perfeição quase incompreensível…

…ou ainda a beleza que encontramos na forma e cor de cada flor, no recorte das folhas, no traço de cada nervura…

 …

Não é importante dar um nome à força/energia que controla estas dinâmicas que nos rodeiam e sensibilizam. Ou que se manifestam em nós próprios, no processo maravilhoso que modelou o nosso corpo, emoções e pensamento.

O que é realmente importante é estarmos alerta para ver, apreciar, “absorver” e equacionar este enorme leque de mensagens disponíveis. Tal atitude apura a sensibilidade, o que de certa forma favorece a capacidade de relativizar aspectos e circunstâncias da nossa vida, muitos certamente não essenciais.

E sobretudo, ajuda-nos a valorizar apenas o que deve ser valorizado.