o sonho

 

img_2479ab

 

Em verde e azul
entra um poema no meu olhar…

No verde da terra
um barco,
sonhando um dia talvez navegar.

No azul do céu
uma nuvem,
branca
leve
e fluída…

Será esta nuvem…
…o sonho pairando no ar?

 

 

(Dulce Delgado, Janeiro 2019)

 

 

 

triciclo

 

Resultado de imagem para desenho triciclo antigo

A maioria de nós teve um triciclo quando era criança. Pessoalmente, recordo bem o quanto gostava desse brinquedo e as corridas que nele fazia ao longo de um corredor exterior que existia na casa onde vivia, numa distância que, naquela época, me parecia enorme e exigia muitas pedaladas.

Mas outros não tiveram esse privilégio. Além disso, bem cedo deixaram de ser crianças e começaram a trabalhar para ajudar a família, como foi o caso de Jorge Rodrigues. Mas essas circunstâncias não mataram o sonho de um dia ter um triciclo, o que veio a acontecer quando tinha 22 anos…certamente já longe da ideia de nele poder andar!

E depois comprou outro… e mais outro… e muitos mais, tendo hoje uma colecção com mais de seiscentos triciclos, datando o mais antigo do séc. XVIII. Agora decidiu juntar todos os seus “sonhos” e, trabalhando muito para o conseguir, vai abrir o Museu do Triciclo em Mesão Frio, no distrito de Vila Real.

Se acho uma delícia a ideia de existir um museu baseado no triciclo, talvez um dos brinquedos mais apreciados pelas crianças, acho ainda mais interessante a vida do seu criador e a forma como ele lutou para o conseguir.

A sua abertura está prevista para o próximo mês de Setembro. Espero um dia visitá-lo, não só pelo espaço que o triciclo ocupa na minha memória, mas também pelo que este museu significa de trabalho, esforço, empenhamento… e de sonho!

Deixo-vos uma interessante reportagem transmitida no último domingo, dia 28, pela SIC Notícias, sobre este futuro museu e sobre o seu proprietário.

 

Imagem retirada de  http://jogos.colorir.com/triciclo-infante.html

 

 

sonhar

Sonhar é um dos detalhes que caracteriza o ser humano.

Enquanto que Fernando Pessoa escreveu ” Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”, António Gedeão afirmou “…sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança…”; este termo é pois abrangente e, como tal, passivel de muitas leituras e descrições. Mas os sonhos existem, pelo que a possibilidade de serem concretizados será proporcional à força, motivação e empenho daqueles que decidem agarrá-los.

Há sonhos gigantes e pequenos sonhos, sendo certo que são mensuráveis não pela importância que todos terão, mas pelos meios que envolvem a sua materialização.

Uns sonham em levar mais uma sonda espacial para perto de Júpiter e conseguem-no cinco anos depois; outros sonham em motivar jovens reclusos e com eles montar uma ópera de Mozart. No primeiro caso, o sonho foi possivel graças ao empenhamento e a um gigantesco investimento da Agência Espacial Norte Americana; o segundo resultou da energia e motivação de um cantor lírico e sonhador chamado Paulo Lameiro, e ao apoio que a Fundação Calouste Gulbenkian lhe deu nesse projecto.

E se o sonho é energia, esta pode ser mesmo materializada. Nestes dois casos isso foi possivel, como bem revelam estes interessantes artigos que integram a edição de hoje do jornal online Observador, o primeiro da autoria de Vera Novais e o segundo de Laurinda Alves.

Porque gostei de os ler e, dar a palavra aos outros será sempre uma componente deste blog, este post é essencialmente a voz dessas duas jornalistas.